segunda-feira, 27 de agosto de 2012

BRACIL

Como coitados comidos corroídos com corrupção
Contra coisas corruptíveis
Coleguismo, concussão, colocados contra-razão
Com comitivas contadas com calos
Comovidos com coloquiais comoções
Com cuecas cheias com cifras
Conseguidas com coerção
Contra características comuns calam-se como coitados
Colaterais candidatos
Como carrascos
Constroem castelos
Como cães corruptos
Comem comida colegiada
Crianças coitadas comem capim
Com cacto colhado
Com cólica
Correm calejadas
Circuito concorrido
Como conseguirão começar concorrer?
Concursos, colégios,
Corrida catastrófica
Com cominação criminosa
Cadeia, cocaína,
Com correntes cravadas
Candidatos?
Cobrados? Circo!
Cofres, castelos, cuecas, corruptos, canalhas
Continuam certamente
Como cobras
Cometendo crimes contra cofres comuns
Corrompendo-se com coragem
Comem crianças
Como conseguir cuidados?
CPI? Circo
Circo, circo e circo

Candidatos
Com cordiais cumprimentos
Comam carniça com cocô.

Atillas Felipe Pires

26/01/2011

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Você apenas discobre toda a força que tem, quando sua única opção é ser forte! - Johnny Depp

..bem ou mal? Sem virgula, qualquer coisa!!

Se eu vou na contra-mão, correndo um risco mortal
Isso não me importa
Nada me importa, sou foda afinal..
Sou, bonito, com meu jeito que é não ter jeito
Eu sou o tal
Com meu jeito, que é assim, por ter tanto defeito
Viva Paralamas, no meu sonho de metal
Até que provem o contrário
Até que algo me leve ao final
Foda-se que você me ache um otário
Olhe num espelho quando achar isso
Sem brincadeira meu filho, que cheira a lixo
Suas palavras batem e voltam
Num reflexo perfeito, como o corte ao meio fio
Que te sangra, devagar
E isso sim, pode ser mortal
Isso sim pode nos levar

A vida, ah a vida, como nos mostra tão bela
Temos sempre que agradecer por isso
Olhar pro céu, e dizer obrigado sem parar
Escolher o canto mais visível e ascender uma vela
Temos nuvens como algodão
Temos o céu azul, sobre uma pátria sem guerra
Meu melhor amigo, eu te digo
Olhe no espelho e repida, como sou bonitão
Passe na rua dê dinheiro a um mendigo
Deixe o pobre se embebedar
Escuta o que te digo
Vem comigo, vamos agradecer juntos
Deus, oh meu deus, por esse lixo eu agradeço
Minha vida esta do avesso
Mas sua ajuda eu reconheço
Por isso eu digo
Deus, oh meu deus, por esse lixo eu agradeço
Minha vida esta do avesso
Mais sua ajuda eu reconheço
Quanta bondade, me diga andando por aí
Na sua mocidade
Andando pelos becos dessa cidade
Políticos sempre polidos
Buscando a melhor forma de nos ajudar
Reconheça cara!
Pare de rechaçar
Que bela parte,
Agora vá para a próxima,
E pare de tomar cachaça
Seu idiota sem graça!

Meu amigo, a lua cheia virou noite fria
O céu azul ficou cinza bem chuvoso
Eu ando por aí, sem ter o que fazer
Resolvo, do nada, chutar um leproso
Ta olhando o que aí meu camarada
Ta me achando um nazista, punk, racista? Ou apenas um palhaço?
Algo assim sei lá, tipo o Bozo?
Vai, vai lá
Some, sem olhar para trás
Antes que eu desista de apenas te roubar
E pense em te mandar pro Amarais
Quem sabe você queira um papo de perto
Com os porcos que foram seus ancestrais!
Sem ter o que fazer
Arrumo o pior possível para fazer
Qualquer coisa que te dê prazer
Que te faça sofrer
Nada mal
Desde que seja depois
Agora, beba mais um gole
Sem se preocupar com a ressaca de depois
Depois, depois
A rima não rima como a mesma palavra, por isso se chama rima
Foda-se, eu rimo como quero
Se quiser rimar, rima com rima
Foda-se é assim que eu quero
Como eu quero

Crianças no parque são sempre uma imagem de esperança
Faz nos ver que nada esta perdido
Eu vejo ao longe, um garotinho que balança
Balança, balança
Daqui do alto eu gosto de observar
Me faz ter vontade de sair por aí
De deixar esse quarto e andar
Vejo um mendigo
Tenho pena, queria lhe ver melhor
Chego perto, você vai mudar de vida, eu lhe digo
Um sorriso
Nada esta perdido meu amigo
Vem, vem comigo
Olhe para o céu, e veja o sol que brilha
Que coisa bonita, uma ave que assovia
O reflexo nos retrovisores
Como diamante nos toca, e nos anestesia
Da fumaça que sai pelo escapamento
Vamos comigo a algum lugar
Talvez um acampamento
O que acha? Parece um belo lar
Mesmo que por um dia
A felicidade não tem tempo
Eu diria
Que coisa linda, que bela parte
Porém, acho melhor deixar de fantasia

Se saiu por aí, mesmo que de dia
O sol esta derretendo, queimando com dor
Sinto por aí
A pela humana exalar esse odor
Estamos perto do fim
Não há esperança
Para esse povo, que sempre sangrou
Com armas, com lança
As crianças vivem para morrer
Muito antes que antes
Vejo esses loucos por aí
Atrás de sangue que viraram diamantes
No reflexo do retrovisor, vejo uma ambulância
Saíram por aí dirigindo bêbado
Abusaram da baixa tolerância
Tirem essa criança daqui
Não vamos deixá-la perder o que não tem
A esperança
O céu esta desabando bem perto de nós
A fumaça que sai dos escapamentos
Esta causando em nossa pele algo estranho
Ao assim, sei La, sangramentos
Ferimentos, tormentos, pensamentos lentos
Já se foram os belos momentos
Belos momentos
Belos momentos
Quais? Os antigos juramentos?
Ou o velho testamento?
Como acabou mesmo?
Todos afogados
E animais num barco..
Agora, será todos queimados
E animais no espaço!

Ainda não estamos no final
Temos muitas coisas para aprender
Aprender a melhor forma de nessa bola gigante
Como devemos fazer para viver
I don´t know this man
But…
Foda-se o resto!
Acaba aqui, sem fim
Sem arte
Sem nada que impressione como esperava
Apenas acaba, como eu quero
Assim que quero

Bem
Mal
Bem
Mal
Sem as virgulas, isso pode te confudir!

Atillas Felipe Pires
23/09/2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pilares


Andando por aí, me encontro em qualquer lugar
Compro um filme, vejo um muro pichado
Entendo a letra e o escarro do mendigo
Ascendo um cigarro
Assobio andando com meus fones de ouvido
Que coisa linda, eu mesmo digo
Entro na frente de um carro
Que buzina bem alto
Me tira da minha artística distração
Num pulo..
..que quase pára meu coração

Continuo andando sem destino
Com um destino traçado
Uma incoerência na escrita
Que não importa, quando se pensa no passado
Em ter passado na frente, passado do lado
Ver de varias perspectivas, os mesmo lugares
No meu coração tem um ponto fraco
Onde vou construir novos pilares
A partir das observações convencionais
Que vem da rua, das montanhas, dos bares
Eu vejo ao longe:
Um livro aberto
Um bar de putas
Algo discreto
Um colete laranja com estampas de pinturas
Eu vejo o certo
Pratico o errado
Ando sem parar de um lado para o outro
Ou me canso, e no meio da avenida fico parado
Enquanto isso, meu fones não param
Agora ouço Zé Ramalho com seu Baião do sertão..
..Nirvana, The doors,
E termina em Legião, eu sei..
..que depressão!
Passo por tudo isso
Passo bem passado, não quero nada sangrando
Como meu passado
Sem cheirar nada que esteja próximo ao chão
Estou nas nuvens nesse momento
Abri minhas asas e só por hoje
Estou praticando um sincronizado movimento
De ir vir, sentindo você sentir a mim
Nas nuvens estou
Que bom que ainda não acabou
Gostei das cores da parede
Gostei da janela virada para o Parque
Para entrar, bastou eu dizer que tinha sede
Depois de te conhecer por aí
Quando parei na avenida
Para te ver correr
O elevador esta quebrado
Desci as escadas
E vi que eu também estou quebrado
Continuei andando, como era o plano inicial
Esse dia esta quase no seu meio
Já não sinto o sol, assim tão matinal
Mesmo assim, vou andando por aí
Pensando em uma forma
De aparecer no jornal
“..nosso bilionário brasileiro”
Ok, acordei
Mas bem que não seria nada mal
Por enquanto, acho que vou atrás de um isqueiro
E de algo que me faça mal
Mas que me faça bem também
Por enquanto, vamos indo
Nada importa nessa hora
A loucura é o que nesse momento convém
Então vem,
Vem, vem..
Eu quero ser louco também.

Atillas Felipe Pires
16/08/2012


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Agora acordo cedo

Se acordo cedo, sem ter pra onde ir
Num sábado qualquer, me vejo sem querer
Sem saber o que fazer
Nem a que tipos de monstros devo temer
Passo a imaginar, a onde ir para brincar
Levanto meio zonzo,saiu  meio sem jeito
E vou brincar de ser feliz
Brincar de realizar
Brincar de fazer nada
E fazer isso bem feito

Ando por aí, ouvindo um som poético
Como todos sabem a poesia não pode parar
Então, nesse mundo, o que eu tenho são meus fones
A cabeça para pensar, e as pernas para andar
Saiu por aí, ouvindo e pensando sem parar
De repente, surge algo a acrescentar
Uma nova forma de pensar
Um jeito novo de viver
Que nos diz alguma coisa que nos faz crescer
Que nos faz ser, bem mais do que aquilo que nos basta ser

Acreditando, presenciando a massa trabalhar
Vem cá, meu eu, vem comigo meu
Aprendemos juntos
Que o lugar do nosso real nascimento
É onde passamos a lançar um olhar inteligente
Sobre nós mesmos
Onde concluímos que tudo passa
A dor mais forte
A maior falta
Onde aprendemos, que há cura para o corte
Que as vezes ainda sangra em sua alma
Agora, sem demora
Assopre bem forte essa flauta
E nunca dê um ponto final, que não seja para iniciar um novo parágrafo

Se a vitória é um conceito
Que tratemos a derrota como tal
O fim não existe, se não deixarmos
Parece meio louco, meio surreal
Mas até aí, nada é estranho
Dentro da sua cabeça nada é palpável
Nada é real
Que passemos a levar a vida, como uma eterna vitória
Mesmo com o sangue escorrendo
E com o coração doendo
Fingiremos até a dor sumir por si só
Não importa o quanto
Ou quando
Nada se deve, a aquele que não te acrescentou
Construa castelos
Navegue em nuvens
Mesmo que sustentado pelas pedras que te atingiram
Mesmo que formadas por pensamentos negros
E sentimentos de culpa
Sua força, se você quiser
Pode ser maior que tudo isso
Então, encare, encare sem medo
Encare o que vier
Nada é mais importante que você
..para você!
É assim que deve ser
É assim que vamos viver
Analisando, sintetizando
Comprando
Vendendo

Se acordo cedo, com certeza
É por que já me cansei de sonhar

Atillas Felipe Pires
14/08/2012

Nos cantos..bem rápido!


Parado desse lado, quero olhar bem do seu lado
Deitado no buero, eu vou passar arrastado
Ser rato não é vantagem
Mas me fale a desvantagem?
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Sentado nessa praça te vejo analisar
Sonhando em ganhar cada vez mais, em ter muito dinheiro
Então venha, venha provar esse bueiro
Sua vida já se foi, você ficou e nem viu
Achou que era pouco
Pensou em ter um rio
Um rio de ouro, um rio de desespero
Agora ta sozinho
Se olhando no espelho
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Pensou que era fácil rodar o mundo inteiro
Mas seu mundo é em casa
Seu templo no banheiro
Sentado no sofá, você perde o dia inteiro
Pensando em como ser, algo mais que um punheteiro
Mas não não adianta, você quer muito dinheiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Esses dias foi pra rua, foi comprar alguma coisa
No caminho se esqueceu
E voltou com um isqueiro
Correndo na contra-mão, resolveu tragar tabaco
Pensou que não deu brisa
E sem brisa é um saco
Comprou algumas latas, bebeu sozinho em casa
Alterou o seu estado, e fitou o mundo inteiro
Queimou algum dinheiro
Entrou de roupa no chuveiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Deitado no bueiro, eu vou passar arrastado
Ser rato não é vantagem
Mas me fale a desvantagem?
Entrei na sua casa, sem que você me visse
Nos cantos escondido
Te fiz não ser sozinho
Sem que você percebesse
Você é um rato atrás de dinheiro
Como se o dinheiro fosse meu queijo
Rato que não tem jeito
Só pensa em alimentar seu desejo
Ou ter ao seu lado, alguém com belos peitos
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Sei muito bem, sem dó
Ressaltar todos os seus maiores defeitos
E com efeitos ritmados, os mais belos efeitos
Você esta sentindo, a batida
A batida leve e censurada
Com palavras processadas, e mau-criadas
Os seus, maiores defeitos
Defeitos
Defeitos

Atillas Felipe Pires
13/08/2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Nosso pequeno castelo

Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beija
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?
Acontecerá

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

...um ano?? O tempo passa!

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos...
...ainda somos os mesmos e sabemos
que o que vivemos!
o que sofremos
e o que nos demos
ainda existe em nós...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Anta-Agônia!

Nunca mais me deixe ir embora, por favor..não insista, não quero ficar, não sei agir sem pensar..e te deixo por agir e pensar!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Outra vez..



Sempre fui um cara de sorte
Tive anjos de luz ao meu lado
Eu não desisti jamais
Que lindo dizer, mas agora tudo isso..
..tanto faz!

Quero andar na mesma direção
Pra chegar em algum lugar
Ir em frente, extremamente comovente
Outra vez, que estupidez
Outra vez, outra vez...
Olha o que você me fez?

É muito mais simples acusar
E a nossa certeira culpa
De nós mesmos disfarçar
Mas não quero isso, não quero aquilo
Com sinceridade não sei o que quero alcançar
Mas então, outra vez, outra vez
Estou em frente ao espelho
Olhando em meus próprios olhos
E perguntando, o que você me fez?
Outra vez, o que você me fez?

Eu sou eu, sou amor
Sou triste, sou terror
Sou feliz, sou sensato
Sou egoísta, solista
Sou bêbado, sou chato
Sou sofredor
Sou eternamente apaixonado
Pra no fim, concluir
Que nem eu mesmo sei
O que sou,
Ou pra onde vou!

...”te vi depois de muito tempo, o que envolvia seu pescoço, era lindo..eu que dei!”

Atillas Felipe Pires
06/08/2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagine..e não reclame!

Imagine a vida de um astro do rock
Todas as coisas a sua disposição
Coisas materiais e carnais
Sem se preocupar com nada, nem com o preço
Nem com a proporção, seguir a vida comprando paixões

Imagine a vida fácil
De um astro de rock.
A noite pode ter muitas drogas
Enquanto os dias passam sonolentos
As tarde embaixo de uma das arvores da mansão
Podem ser usadas para novas composições
De canções de amor, rock pesado ou apenas lamentos
Mais um sucesso, mais um milhão

Viver olhando no espelho, o quanto ficou belo
Sem se preocupar com mais nada
Ver sua loucura de criança, e sua estranha habilidade
Lhe render milhões, quem diria..meu camarada
Agora o que dizer, aos professores que diziam:
Estude se não vai viver pedindo pelos becos das cidades
Essa estranha geração, essa louca mocidade
Que prega meu poster no seu quarto, por pura vaidade

Imagine a vida de um astro do rock
Que não tem vida, que apenas segue a vida
Olha pra mim, ande me dê uma olhada
Imagine o sucesso lhe batendo a porta
E você dizendo, não bata assim tão forte
Essa daí é de ouro folheada
Acho que esse é o climax
Mais devemos lembrar
O céu tem sua melhor forma, o pôr-do-sol
Pouco antes de vir a noite que nos faz chorar

Imagine a vida de um astro do rock
Que só vive de shows, que só vive..por viver
Que não vive, que só sabe beber
Que não vive, que não conhece a falta de poder
Imagine a vida de um astro do rock
Que pela loucura se vicia em remédios
Imagine a vida de um astro de rock
Que cansa de comprar, que tenta..tenta
Mais não consegue nada que possa comprar
Pra lhe tirar do tédio de tudo poder comprar
Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Imagine as noites consumidas
E as drogas que sempre estão em falta
Agora que a dose é mais alta
Imagine a solidão..
A falta de amor verdadeiro
Imagine a decepção quando tudo se vai,
Inclusive, aquela comprada paixão
Quando o sucesso cai, e a depressão chega
Quando as manchetes lhe tratam como decadente
E publicam sua estadia numa clinica de recuperação
De astro, agora tratado como dependente
Cadê agora o dinheiro e os amigos do sucesso
Cada vez mais, o que vem é depressão

Imagine a vida de um astro do rock
Que não tem vida

E no fundo, a saudade é que bate
Cercado por CDs antigos, da época boa
Agora, precisa que alguém corra,
Corra não, que alguém voe,
Até a próxima favela
Para trazer mais drogas, e que seja da boa

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Seu nome lembrado será
Sua lapede terá bastante fãs
E será mais um, que do inferno verá
O sucesso aumentar na sua ausência
E muitos dirão que são seu fã
O sucesso virá
Pena que as drogas não poderão mais ser usadas
Dessa vez não
Abrirão sua cova antes do tempo a machadadas
E você não esta mais aqui
O sucesso foi tão grande que te levou
Mais não se preocupe
O pôster ainda vai estar colado
Sem pressa, sem conversa
Do sul ao colorado
Você é sucesso, sua morte foi lembrada..
É isso aí, meu camarada

Imagine a vida de um astro do rock
Todas as coisas a sua disposição
Coisas materiais e carnais
Sem se preocupar com nada, nem com o preço
Nem com a proporção, seguir a vida comprando paixões

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Atillas Felipe Pires
19/07/2012