quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E mais uma vez em hotél
Do décimo sexto, a janela aberta
A briza me acerta
Daqui sinto um pouco do cheiro do céu
E as luzes dessa cidade são capazes de iluminar bem mais que a noite
Se apresentam mais profundas, iluminam minha mente
E me conecto comigo mesmo
Conflitos internos, briga carnal, alucinação banal
Me olho e pergunto: O que você sente?
E quem me responde
Ei malandro do acído
Como vai essa sua vida pacata?
O que aconteceu contigo?
No meu tempo você era menos tácito
Cliníco pensamento
Atitudes matemáticas
Como deve ser essa onda de certinho na pratica
Eu não sei, me tornei
Fui seguindo e me policiando
E nessa onda vou me encontrando
Você tinha libído
Tinha pensamento rápido
Ninguém passava batido
Agora fica nessa vibe
Respeitando sentimentos
Todo pragmático, todo contido
O que aconteceu com o lábio rápido
Pensamento convincente
Eu me lembro desse tempo
Tipo o galante, olhos de diamante
Conquista, fascina, machuca, abandona
Isso quem sabe, hoje bem a tona
Na real, acho que não
Não importa
Via enfrente, abra a porta
Sem medo de encontrar a verdadeira personalidade
A idade esta indo numa louca velocidade
Sua capacidade ainda é a mesma
Mas escondida, fingida, modesta, sem pressa
E eu sei, que assim você detesta
Mesmo assim, vai assim
Entra e sai dessa onda de dramim
Anjo querubim
Sim, eu quero sim
Então vamos, amanhã é sexta
Quem me derá
Eu te dou
Eu sei, nada mudou
Mesmo assim...
..prefiro esperar!

Atillas Felipe Pires
06/02/2013

Do lixo ao Luxo


Relógio de marca na mão, olha a minha face
Nunca vi problema em ir de 1ª classe
Em dizer: 'Tem do que? Vai querer?'
Tá, pode trazer, fazer o que se quer fazer
Sonhar sem pensar em carnê, conclusão:
Ter crédito na palavra e no cartão
Conta paga, sonho de quem é da pacata
Esta vivo é uma coisa, se sentir vivo é outra chegada
Vaaai, olha o que você tem ao redor
Vale a pena, então levanta, dá o seu melhor
Nobreza é espírito puro, verdadeiro
Quanto a pobreza, essa sim tem a vê com dinheiro
Vi de dentro 99% dos tipo de miséria
Acho que sei o quanto essa porra é séria
Eu vejo DVD's do Johnny Depp mas vejo Pequenas Empresas e Grandes Negócios também
É hora do show (assim?)
Melhorou (Que tal?)
Um boot pra combinar (e ae?)
Se ligou? (heeey)
É tão bom relaxar nesse lugar
Com riso bonito de quem chorou tanto
Até o infinito através do meu canto
Com a fé no meu santo
Para os cara que eu ando
To dura
Pára, eu garanto!

To viajando sempre
Porto Alegre: cachecol
Porto Seguro: óculos de sol
Porto de Galinhas: Sundown, Sundown
Não preciso de um boné de 500 conto (não!)
Preciso de um boné que eu gosto e pronto
Tinta pra escrita já me deixa feliz (como quis)
Moças bonitas com sorriso de miss (tipo atriz)
Nasci na periferia, hoje estudo pra ser juiz
Eu vim da lama olha tudo que eu fiz
O que nos diz: respeito, alegria, paz
Coisas que não se vê to dia
Crê no sonho não é coisa da infância
Eu pedí, não perguntei o preço... Que petulância!
Eu vi no colégio a histórias dos escravos e dos reis há um tempo atrás
Não preciso dizer com qual me identifico mais
Solta o cabelo, (vaai) esbanja!
Tipo: 'Copo cheio de wysky, largo e toalhas brancas, não economize, via na frente, esbanja'

Resolvi mostrar mais meu sorriso amarelo (tin)
Pai você é meu rei e eu tô providenciando o castelo
Na de compor, na de me recompor pela historia
Sei mei trabalho, estou temperando as vitória
Destaque no aeroporto, estranho no ninho
Moça, ta olhando o que? Faz o check-in do auditori novinho
Te respeito, oi Renata, minha rainha
Tá vendo aquelas pegada de barro no tapete vemelho? É minha!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leandro

Aí... você já perdeu um camarada?
Já te deu vontade de quando ver Deus dizer, "Nessa você
deu mancada"?
Refletir na solidão da madrugada
Com a incapacidade de entender a parada
Vagar pela calçada sem saber
Ter em repeat uma questão na mente, por quê?
Olhar para o céu sem ver beleza no luar
Respirar fundo na direta e o aperto no peito
continuar...
Vontade de rezar sem ter religião
Maldade é arrancar sem pedir permissão
Como gansos em prontidão, no front que distribuem xingo e tapão
Um monte, João, que deve? Não, responde e era, então
A história se repete irmão, pontos finais na nossa
ação
Motivos pra lembrar, qual o motivo e razão da missão?
Porra! Elevar é foda né não?
Minha cota vai ser fazer valer, mandar para você na
sincera intenção
Você pediu, não deu tempo de entregar
Quando me disse: "Vamos colocar musica na sua poesia e estourar"
Eu aprendi que a gente deve tudo, menos esperar
Se der pra ouvir, eu que que toque aquela lá!
Que dessa vez a gente vai sentir sem escutar
Em cada instante, as rimas não é o bastante
O que tampa o buraco da falta que fez quem estava antes
E o pior é que ele não vai voltar
Só em lembrança, quando pegar a caneta eu vou honrar,
pois...
Essa é pra você eu digo...
Penso, talvez citar não seja necessário
O fato de que fui no seu velório mais não no ultimo aniversário
Aceito a idéia de que os melhores realmente vão
De que a Terra não é lugar pra quem tem bondade no
coração
Às vezes é difícil acreditar
Não tem palavra que possa confortar
Não tem peito que possa comportar
Vejo como se fosse uma fantasia e do nada você fosse
voltar...
Fico feliz cara de lembrar que nóis sorriu da última
vez
Porra, hoje faz mais de um mês...
É complicado e em cada vez que eu me lembro
Minhas manhãs se tornam sós num novo 11 de setembro
Menino bom, sonhador, dedicado, de valor
Pra lutar sem temor, sem lucrar, por amor
Viu agora como viver nesse mundo é sério?
Como você que gostava de skate e batida no estéreo
Esta além de qualquer interesse
Quando você for dizer que motoqueiro merece morrer pensa nuns
casos desse...
É pra você cara,
Essa é pra você cara...
Por incrível que pareça
Nóis cada vez menos se acostuma, não importa o quanto
aconteça
Meus prantos são louvores que exaltam amores
Pra diminuir nos meus, um tanto de suas dores
Então vive cada momento como o final
O amanhã é tarde para nóis, pensa nisso, na moral
Na intenção de ser melhor, ser maior, se encontrar
Eu acredito que o motivo de nóis vir seja voltar
No meio dos dream, em vão eu tento
Mas sei que a única coisa que temos é o tempo
Valoriza a chegada, a partida, a volta e a ida
Cada dia é uma vida
E dela, pra se levar, só a paz da certeza
De ter feito o que tinha de se fazer, trabalhar com firmeza sem cair na contra-mão
A lagrima que caí sera sentida
A falta do garoto que foi irmão, a história não será
esquecida
Vou terminando aqui minha oração com aperto no coração
Sem saber o que dizer mesmo meu irmão
Olhando como um retrato, uma recordação
Então a gente vai continuar
Pra mim é a melhor forma de te respeitar
No meio de tanta coisa
Eu tinha que lembrar
De você cara
Essa é pra você cara.

Ei click pack
Faça um a pose para a foto
Sem medo da fama
Como sem medo?
Nessa tu morre
Vai tipo 2 Pac
Cadê a Lady Dayna, era uma vez Amy
Holofotes do mal, mortos pela fama
Em comum, ganhadores do grammy
..e também os sete palmo de terra sobre o olhar
Vai, vai nessa
Milhões em vão, amores infinitos para comprar
Sensibilidade, drogas, bebidas
Quais as probabilidades?
Tens aqui, mais uma taça para brindar
Mais uma nova canção, um novo sucesso
Um pino, uma carreira, um baseado
Logo mais uma familia com um caixão para fechar
As flores nunca vão faltar
Nem as velas para velar
Flores do mal
Velas da dor

Vai, vai lá
Clik pak
Mais uma foto
Faça um sorriso, qualé é só se virar
Mostre o dedo, insulte o paparazzi
De qualquer jeito em algum site
Essa merda vai parar
E tó, tome la
Eis aí sua fama, é só inalar
E aqueles idiotas acéfalos
Continuam te seguindo
Eles não param de te acompanhar
Até te ver chorar, até te ver sangrar
Na clinica de recuperação
Eles não vão te adorar
Tá lá mais uma celebridade no chão
..e como cantava bem
Mais agora não pode passar do portão
Enquanto isso, vai vai lá
Eles não podem ficar sem você
Na sala de entrevistas eles vão esperar
E você se senta
Fica feliz em falar
Este é o seu altar
Reinado com prazo de validade
Sua bela péle, corpo perfeito, cabelo bem feito
Tudo isso vai passar
Tudo isso vira pó junto com a sua idade

E neste mundo, são poucas as obras que vão ficar
Quase nada na verdade
Analisa, pára pra pensar
Sua idade, sua vaidade, mocidade, felicidade
Nada dura para sempre
Por isso é bom ponderar
Anarquizar ou eternizar
Os dois quem sabe
Quem vai saber
É só tentar pra valer
Vamos nessa, vamos junto
E seja o que tiver de ser..
Meu ser, meu eterno viver
Meu jardim, minha lámina
Minha fase carnal de morrer
E nessa onda eu quero e vou
Crescer e enlouquer
Like a maloca
Quem é que consegue segurar o báque

Ei click pak
Faça uma pose para a foto.

Atillas Felipe Pires
05/01/2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Como se ganha a mega sena

....era noite quente sem estrelas no céu
E os malandros tomando café
O plano repassado na mente
Não tinham nada a temem era entrar, pegar, sair
E dar no pé..

Um assalto à banco estava pra acontecer
Carros, motos, armas armadas
Droga faz coragem, ninguém paga pra ver
Na hora certa, o encontro marcado
Lucius, Marcus, Alice e Daniel
Vamos loucos
Só não pode morrer, por que não vamos pro céu

Fumaram um pra relaxar
O plano era simples, vamos só repassar
Lucius é o cara que conhece o lugar
Atendente de folga, corrupto
Pronto para roubar
Vai entrar com o cracha...e marcar o lugar

Alice tem malícia, tem saínha
E a xana pra mostrar
Entra devagar, ganha o segurança no olhar
Vai ser simples, finge desmair
A infermaria fica fora do lugar
Com ela vai dois, ataque epilético nunca é simples de segurar
Depois disso fica facil, quase limpa o lugar

Nessa entra Marcus, senhor de bengala nunca é suspeito
Pede preferência na fila
Exige respeito
Pega o dinheiro da aposentaria e finge sair do lugar
Agora quase não tem segurança
O ultimo foi ver um acidente de carro em frente

Daniel saí do carro com uma chave de fenda
Filhaa da puta olha o que fez no meu carro
Faz escândalo, e diz que vai matar
O segurança, tomado pelo instinto
Larga o posto e vem apartar, nem se toca
Lá dentro, não sobrou nenhum mané pra segurar

Assalto sem arma, quem diria, quem poderia pensar
Limparam o lugar sem matar
Tudo na bolsa de couro do velho aposentado
Que fica sentado na sala de espera
Nisso entra Daniel e tranca o lugar
Anúncia o assalto em alto e bom tom
Arma em punho, pronto para matar
"...quem se mexer vai sair furado"
Um assaltante de banco sozinho
Certeza que não vai ter sucesso
O segurança de fora, aperta o alarme
Chove de policia
Tudo no plano, sem alarde

As notas na bolsa estao marcadas
A porta eletrônica sem erro ia apitar
Mas agora, a cena é de risco
E o chefe de policia pede para cortar a energia
Daniel o mais louco, grita que vai matar
Ganha tempo, e no cofre Lucius enche as cauças

Negociadores, psicologos carnivoros
Malditos comunicadores
La fora os holofotes aumentam
Daniel concorda em liberar os reféns
Um a um
Não roubou sequer seus bens

Lá fora Alice grita: Meu avô tem problema do coração
E Marcus saí primeiro, velhinho de bengala
Causa comoção e preocupação
Direto pro hospital
E ambos entram no carro e seguem
A bolsa no porta-mala
E fim, concluído, sem morte sem bala

Daniel se entrega
Advogado pago, pagaram a fiança
Subornaram o delegado
Liberdade para todos

E no final do ano a televisão da a noticia
São dois os ganhadores da mega da virada
Marcus Antunes de Paula, aposentado
E Lucius Padua, ex atendente de banco
Sem problema pra declarar, nem precisou lavar

Agora só, casa e carrão
Vida fácil infinitamente garantida
Até a proxima partida
Até o proximo plano meu irmão.

Atillas Felipe Pires
04/02/22013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Parado naquele lugar, cheirei um trident verde, até me vir a mente todos os beijos que tinham aquele sabor.