Quem dera ter a vida que se teve no passado
Quem dera ter a vida que se busca no futuro
E lembrar que entre o ontem e o amanha
O tempo nos é dado de presente
Entre o céu e o inferno de cada dia
E a som que me cerca não produz em mim nenhuma poesia
Enquanto as cinzas da rotina cinza me cobre em pó pesado
Sinto o peso do mundo em meu eu poético
E esqueço totalmente dos objetivos da arte que me foi dada
Sinto o pulsar da bomba atômica bater em meu peito
A convivência entre prédios e asfaltos, a subalterna alegria
Distante da que originalmente me foi dada
Meus desenhos mal-traçados pelo tempo que se esgota rápido
Minhas falsas melodias em assobios até a próxima porta automática
Minha tatuagem que não foi feita
E meu estilo pragmático de levar meus relacionamentos ao fim já inicialmente programado
Enquanto me desvencilho da máscara de menino bom
De menino bem amado
Meu ar demoníaco que te alcança como som de trombetas angelicais
Corações conquistados em rebeliões sentimentais
Nada menos, nada mais
Para todas que chegam e que vão, um fim que se reproduz num uníssono "tanto faz"
Um exército formado pelos mesmo motivos
Igualitárias desconhecidas
Sentimentais absolvidas para o purgatório que eu mesmo criei
E meu castelo no lado norte, o lado mais quente da parte de baixo
Já esta quase completo, idêntico ao que imaginei
Entre os falsetes melodramáticos do meu tom convincente
Não me toco no meu próprio ser interior
Minha arte que me pede um pouco mais de exposição
Que roga pela vida que só eu posso lhe dar
Todos os papéis em branco que cercam minha mente
Uma mera ideia que deixei passar, a falta de regar a semente
Enquanto isso é só seguir sem pensar
E quem poderá dizer onde essa estrada sinuosa vai me levar
Na vala comum dos empalados na curva da rotina?
No distorcido universo paralelo dos artistas incompreendidos?
Uma estrela, um pop-star
Ou a tristeza fria dos degraus da igreja que me levaram ao altar
Proferir promessas mentirosas para toda a vida
Não lavar e não remediar, apenas tapar a ferida
Ter uma vida comum
Ir a piknicks numa tarde de domingo
Chorar num filme triste
Comemorar sete de setembro
Ir ao parque brincar com os pombos, jogar alpiste
Sinceramente eu acho que não foi para isso que o homem veio ao mundo
Não ao mundo que venero
A mesa suja de um bar com letreiro piscante falhando
Ou o som da vitrola chiado no fim do vinil
Apenas mais um jovem viril
Que esteve deste e do outro lado
Santo e safado
Rua de ouro e caminho lameado
E pra onde vou de onde venho
Minha rua é a mesma
Meu paradeiro nunca muda
Minha ideia é muda
Atillas Felipe Pires
24/09/2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Carros velhos também contam histórias
Violino nas costas e um maço de cigarro pelo meio
Uma highway inter-estadual com um carro quebrado
Sentado no capô, sem medo e sem dor
Sentido o cheiro da fumaça que sai do motor
Até que me agrada
O sol e a estrada
Dando graças pela bateria que não pifou
Escutando o som com o ruído chiado da minha fita preferida
Vai e volta, Bob Dylan entre a morte e a vida
Meu jeans batido e rasgado na barra esquerda
E toda essa minha fala que remexe meu passado
Mas uma história de idas e vindas, mas uma viagem com poucos trocados
Com minhas botas velhas e meus cadarços desamarrados
E na bolsa levo comigo minha alma solitária
Meus amuletos sem sorte e minhas pulseiras de nó eterno
Enquanto agradeço pelo sol e pelo dia
Pelo calor interno que em mim se fez cada dia mais fraterno
Minhas respiração sadia
Eu levo comigo uma porção de magia num saco embalado
E quando reviro meus olhos não há ninguém ao lado
Mas nunca estou sozinho
Eu ando comigo e sou a melhor companhia que poderia ter
Sou minha principal fonte de prazer
Sou minha principal fonte de prazer
E assim vou vivendo, flutuando como quem não tem raízes
Alcançando o céu e tocando as estrelas sem me desprender do chão
Afogando sem pensar as mágoas do coração
E conhecendo quase sempre uma nova canção
Que fale de coisas da vida
De mim e te ti
De um cara tão sentimental
No domingo de sol, minhas roupas no varal
Cada dia num lugar
E vou como uma pena, seguindo o sentido do vento
Vou pra onde a vida me levar
Atillas Felipe Pires
05/09/2014
Uma highway inter-estadual com um carro quebrado
Sentado no capô, sem medo e sem dor
Sentido o cheiro da fumaça que sai do motor
Até que me agrada
O sol e a estrada
Dando graças pela bateria que não pifou
Escutando o som com o ruído chiado da minha fita preferida
Vai e volta, Bob Dylan entre a morte e a vida
Meu jeans batido e rasgado na barra esquerda
E toda essa minha fala que remexe meu passado
Mas uma história de idas e vindas, mas uma viagem com poucos trocados
Com minhas botas velhas e meus cadarços desamarrados
E na bolsa levo comigo minha alma solitária
Meus amuletos sem sorte e minhas pulseiras de nó eterno
Enquanto agradeço pelo sol e pelo dia
Pelo calor interno que em mim se fez cada dia mais fraterno
Minhas respiração sadia
Eu levo comigo uma porção de magia num saco embalado
E quando reviro meus olhos não há ninguém ao lado
Mas nunca estou sozinho
Eu ando comigo e sou a melhor companhia que poderia ter
Sou minha principal fonte de prazer
Sou minha principal fonte de prazer
E assim vou vivendo, flutuando como quem não tem raízes
Alcançando o céu e tocando as estrelas sem me desprender do chão
Afogando sem pensar as mágoas do coração
E conhecendo quase sempre uma nova canção
Que fale de coisas da vida
De mim e te ti
De um cara tão sentimental
No domingo de sol, minhas roupas no varal
Cada dia num lugar
E vou como uma pena, seguindo o sentido do vento
Vou pra onde a vida me levar
Atillas Felipe Pires
05/09/2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Pacta sunt servanda
E se eu achar meu caminho na direção de uma cordilheira
Que em queda livre me leve para dentro do seu coração
Assim seja
Assim seja a vida dessa minha alma guerreira
Dos seus olhos castanhos claros cortados pela sombras dos seus cílios
Onde quero ver minha imagem
Num vislumbre ou num martírio
E que sua saliva me atinja como faria um rio
Sua correnteza me levando para o meu profundo eu
Se tudo isso eu encontrar
E deixar rolar, dar trela ao sonho
Fudeu!
Atillas Felipe Pires
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