terça-feira, 14 de agosto de 2012

Agora acordo cedo

Se acordo cedo, sem ter pra onde ir
Num sábado qualquer, me vejo sem querer
Sem saber o que fazer
Nem a que tipos de monstros devo temer
Passo a imaginar, a onde ir para brincar
Levanto meio zonzo,saiu  meio sem jeito
E vou brincar de ser feliz
Brincar de realizar
Brincar de fazer nada
E fazer isso bem feito

Ando por aí, ouvindo um som poético
Como todos sabem a poesia não pode parar
Então, nesse mundo, o que eu tenho são meus fones
A cabeça para pensar, e as pernas para andar
Saiu por aí, ouvindo e pensando sem parar
De repente, surge algo a acrescentar
Uma nova forma de pensar
Um jeito novo de viver
Que nos diz alguma coisa que nos faz crescer
Que nos faz ser, bem mais do que aquilo que nos basta ser

Acreditando, presenciando a massa trabalhar
Vem cá, meu eu, vem comigo meu
Aprendemos juntos
Que o lugar do nosso real nascimento
É onde passamos a lançar um olhar inteligente
Sobre nós mesmos
Onde concluímos que tudo passa
A dor mais forte
A maior falta
Onde aprendemos, que há cura para o corte
Que as vezes ainda sangra em sua alma
Agora, sem demora
Assopre bem forte essa flauta
E nunca dê um ponto final, que não seja para iniciar um novo parágrafo

Se a vitória é um conceito
Que tratemos a derrota como tal
O fim não existe, se não deixarmos
Parece meio louco, meio surreal
Mas até aí, nada é estranho
Dentro da sua cabeça nada é palpável
Nada é real
Que passemos a levar a vida, como uma eterna vitória
Mesmo com o sangue escorrendo
E com o coração doendo
Fingiremos até a dor sumir por si só
Não importa o quanto
Ou quando
Nada se deve, a aquele que não te acrescentou
Construa castelos
Navegue em nuvens
Mesmo que sustentado pelas pedras que te atingiram
Mesmo que formadas por pensamentos negros
E sentimentos de culpa
Sua força, se você quiser
Pode ser maior que tudo isso
Então, encare, encare sem medo
Encare o que vier
Nada é mais importante que você
..para você!
É assim que deve ser
É assim que vamos viver
Analisando, sintetizando
Comprando
Vendendo

Se acordo cedo, com certeza
É por que já me cansei de sonhar

Atillas Felipe Pires
14/08/2012

Nos cantos..bem rápido!


Parado desse lado, quero olhar bem do seu lado
Deitado no buero, eu vou passar arrastado
Ser rato não é vantagem
Mas me fale a desvantagem?
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Sentado nessa praça te vejo analisar
Sonhando em ganhar cada vez mais, em ter muito dinheiro
Então venha, venha provar esse bueiro
Sua vida já se foi, você ficou e nem viu
Achou que era pouco
Pensou em ter um rio
Um rio de ouro, um rio de desespero
Agora ta sozinho
Se olhando no espelho
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Pensou que era fácil rodar o mundo inteiro
Mas seu mundo é em casa
Seu templo no banheiro
Sentado no sofá, você perde o dia inteiro
Pensando em como ser, algo mais que um punheteiro
Mas não não adianta, você quer muito dinheiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Esses dias foi pra rua, foi comprar alguma coisa
No caminho se esqueceu
E voltou com um isqueiro
Correndo na contra-mão, resolveu tragar tabaco
Pensou que não deu brisa
E sem brisa é um saco
Comprou algumas latas, bebeu sozinho em casa
Alterou o seu estado, e fitou o mundo inteiro
Queimou algum dinheiro
Entrou de roupa no chuveiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Deitado no bueiro, eu vou passar arrastado
Ser rato não é vantagem
Mas me fale a desvantagem?
Entrei na sua casa, sem que você me visse
Nos cantos escondido
Te fiz não ser sozinho
Sem que você percebesse
Você é um rato atrás de dinheiro
Como se o dinheiro fosse meu queijo
Rato que não tem jeito
Só pensa em alimentar seu desejo
Ou ter ao seu lado, alguém com belos peitos
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Eu sou, eu sou maluco maloqueiro
Sei muito bem, sem dó
Ressaltar todos os seus maiores defeitos
E com efeitos ritmados, os mais belos efeitos
Você esta sentindo, a batida
A batida leve e censurada
Com palavras processadas, e mau-criadas
Os seus, maiores defeitos
Defeitos
Defeitos

Atillas Felipe Pires
13/08/2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Nosso pequeno castelo

Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beija
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?
Acontecerá

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

...um ano?? O tempo passa!

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos...
...ainda somos os mesmos e sabemos
que o que vivemos!
o que sofremos
e o que nos demos
ainda existe em nós...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Anta-Agônia!

Nunca mais me deixe ir embora, por favor..não insista, não quero ficar, não sei agir sem pensar..e te deixo por agir e pensar!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Outra vez..



Sempre fui um cara de sorte
Tive anjos de luz ao meu lado
Eu não desisti jamais
Que lindo dizer, mas agora tudo isso..
..tanto faz!

Quero andar na mesma direção
Pra chegar em algum lugar
Ir em frente, extremamente comovente
Outra vez, que estupidez
Outra vez, outra vez...
Olha o que você me fez?

É muito mais simples acusar
E a nossa certeira culpa
De nós mesmos disfarçar
Mas não quero isso, não quero aquilo
Com sinceridade não sei o que quero alcançar
Mas então, outra vez, outra vez
Estou em frente ao espelho
Olhando em meus próprios olhos
E perguntando, o que você me fez?
Outra vez, o que você me fez?

Eu sou eu, sou amor
Sou triste, sou terror
Sou feliz, sou sensato
Sou egoísta, solista
Sou bêbado, sou chato
Sou sofredor
Sou eternamente apaixonado
Pra no fim, concluir
Que nem eu mesmo sei
O que sou,
Ou pra onde vou!

...”te vi depois de muito tempo, o que envolvia seu pescoço, era lindo..eu que dei!”

Atillas Felipe Pires
06/08/2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagine..e não reclame!

Imagine a vida de um astro do rock
Todas as coisas a sua disposição
Coisas materiais e carnais
Sem se preocupar com nada, nem com o preço
Nem com a proporção, seguir a vida comprando paixões

Imagine a vida fácil
De um astro de rock.
A noite pode ter muitas drogas
Enquanto os dias passam sonolentos
As tarde embaixo de uma das arvores da mansão
Podem ser usadas para novas composições
De canções de amor, rock pesado ou apenas lamentos
Mais um sucesso, mais um milhão

Viver olhando no espelho, o quanto ficou belo
Sem se preocupar com mais nada
Ver sua loucura de criança, e sua estranha habilidade
Lhe render milhões, quem diria..meu camarada
Agora o que dizer, aos professores que diziam:
Estude se não vai viver pedindo pelos becos das cidades
Essa estranha geração, essa louca mocidade
Que prega meu poster no seu quarto, por pura vaidade

Imagine a vida de um astro do rock
Que não tem vida, que apenas segue a vida
Olha pra mim, ande me dê uma olhada
Imagine o sucesso lhe batendo a porta
E você dizendo, não bata assim tão forte
Essa daí é de ouro folheada
Acho que esse é o climax
Mais devemos lembrar
O céu tem sua melhor forma, o pôr-do-sol
Pouco antes de vir a noite que nos faz chorar

Imagine a vida de um astro do rock
Que só vive de shows, que só vive..por viver
Que não vive, que só sabe beber
Que não vive, que não conhece a falta de poder
Imagine a vida de um astro do rock
Que pela loucura se vicia em remédios
Imagine a vida de um astro de rock
Que cansa de comprar, que tenta..tenta
Mais não consegue nada que possa comprar
Pra lhe tirar do tédio de tudo poder comprar
Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Imagine as noites consumidas
E as drogas que sempre estão em falta
Agora que a dose é mais alta
Imagine a solidão..
A falta de amor verdadeiro
Imagine a decepção quando tudo se vai,
Inclusive, aquela comprada paixão
Quando o sucesso cai, e a depressão chega
Quando as manchetes lhe tratam como decadente
E publicam sua estadia numa clinica de recuperação
De astro, agora tratado como dependente
Cadê agora o dinheiro e os amigos do sucesso
Cada vez mais, o que vem é depressão

Imagine a vida de um astro do rock
Que não tem vida

E no fundo, a saudade é que bate
Cercado por CDs antigos, da época boa
Agora, precisa que alguém corra,
Corra não, que alguém voe,
Até a próxima favela
Para trazer mais drogas, e que seja da boa

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Seu nome lembrado será
Sua lapede terá bastante fãs
E será mais um, que do inferno verá
O sucesso aumentar na sua ausência
E muitos dirão que são seu fã
O sucesso virá
Pena que as drogas não poderão mais ser usadas
Dessa vez não
Abrirão sua cova antes do tempo a machadadas
E você não esta mais aqui
O sucesso foi tão grande que te levou
Mais não se preocupe
O pôster ainda vai estar colado
Sem pressa, sem conversa
Do sul ao colorado
Você é sucesso, sua morte foi lembrada..
É isso aí, meu camarada

Imagine a vida de um astro do rock
Todas as coisas a sua disposição
Coisas materiais e carnais
Sem se preocupar com nada, nem com o preço
Nem com a proporção, seguir a vida comprando paixões

Imagine a vida de um astro de rock
Que não tem vida

Atillas Felipe Pires
19/07/2012