terça-feira, 26 de outubro de 2010

O URBANO FLUTUA NA ESCURIDÃO DO NADA.

Qual será a solução para coisas tão abstratas
Onde podemos encontrar as respostas para nossas perguntas
Será mesmo tudo sem sentido, apenas rotas mau traçadas
E pensamentos que vem e vão que borbulham em sua mente como um vulcão
O stress do dia-a-dia a incerteza da exatidão
A ignorância da sabedoria
Todos os sentimentos esquecidos
Perdão
Compaixão
Tantas vidas já vividas, tantos momentos perdidos

O mundo segue girando
A rotação inventada segue funcionando
A louca locomotiva sempre andando
Sem se preocupar com a existência do amanha
Com o porque que cerca a esfera que vai rolando
Por que viemos
Por que sofremos
Para onde vamos
A inexatidão que fascina
Sempre na escuridão da incerteza
A tal da abstração que nos rodeia, nos avilta e nos domina
Nada demais, não há preocupação
Estamos vivos
Mesmo sem saber se estamos bem ou não
No céu ou no inferno
O importante é os pés no chão e a cabeça no ar
Estar em pé resume o por que
Cair, deitar e não levantar significa o fim
Ou o começo? O fim do que? O começo do que?
Perguntas, apenas perguntas
Sabe responder? Ou prefere acreditar que é feliz?
Ou que sabe o que é sofrer?


Viver, sofrer, ser feliz
A abstração que torna tudo possível.
Sentimentos não vistos porém vividos
Quem nos diz que isso é possível? Incerteza infeliz
A excitante vida humana
Prazer em poder morrer, adrenalina
Medo de poder morrer, fraqueza
Tudo para não morrer, a insegurança que domina
Bem em fazer morrer, maldade como certeza
Mas enquanto isso vamos viver
Sem medo ser feliz como se diz
Mesmo sem nada a respeito disso saber
Poesia ou musica
Quem vai me entender
Pode até mesmo ser os dois
Ou nada ser.


Atillas Felipe Pires.

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