quinta-feira, 27 de setembro de 2012

..." que legal ela é vocalista de uma banda!" "...pois é, e até que ela canta bem." "Bolacha?"


Arte! - um suspiro -

Cansado eu sei, de um jeito que não sei
Tentei buscar, tentei andar
Mas como tudo e todos eu também me cansei
Não encontrei ninguém com arte
Cadê a arte?
Não há mais o encanto
E todas as fumaças são cinzas
Quero encontrar, o colorido nesse mundo de pedra
Ouvir na janela ao lado, um bonito canto
Ver a voz rasgada de um vocal maluco
Tipo Raul assim, maluco de pedra
Sentado na santa ceia
Me vejo deslocado no mundo
Me vejo com gente estranha que me rodeia
Cadê a arte?
A decepção sempre vem desse mesmo lado
Na mesma forma, com a mesma dor
Acredito nos espíritos, em Deus e no Diabo
As vezes leio Saramago
Sei que tudo isso faz parte
Mas nesse momento, vem comigo, e me responda
Cadê a arte?
Não vi ninguém retirar as folhas secas
Nem a neve grossa
Para ver, o colorido do ramo que brota
Escondido no fundo da mente
Vamos em busca de cativar alguém
Em busca de sei lá, buscar o som
Sou assim, quase que diariamente
Mas me sinto tão só
Queria ter alguém
Pra tomar essa ultima dose
Pra tragar essa ultima brasa
Alguém que me dê remédio pra tosse
Alguém que como se eu fosse morrer
Bem forte me abraça
Procurei e não encontrei
Sai do corpo nos últimos dias
Flutuei, viajei, cogitei, analisei, me entreguei
Sacrifiquei, me calejei
Acho que sem perceber, me libertei
Hoje o espaço esta liberado
Não há nada em seu lugar
Espero que por algum tempo
Isso não se torne, medo de amar
Quero continuar minha caminhada
Da qual nunca devo parar
A não ser que seja pra sentar numa pedra
De frente pro mar
Sentir a brisa, ouvir você tocar
Uma bela canção
Espero também
Que por algum tempo, tudo isso demore pra tocar meu coração
Eis aqui, uma complexa contradição
Uma intrigante forma de deixar tudo passar
Tudo voar
Tudo se perder diante desse astro que é o mar
Eternamente eu sei dizer
Onde te encontrar, onde te beijar
Esse vento que surge, para me ajudar
Vem simplesmente, afim de provar
E te ajudar
Quero você
Mas quero só pra olhar
Diante do mar
Que bela cena
Olhando pro mar
Vamos enfrente
Sintonizar
Alegrar
Abraçar
Rasgar
Embriagar
Tragar
Gerar algo bom, pelo que
Vale a pena
Amar.

Atillas Felipe Pires
27/09/2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O que?

Ei garota, me da um beijo e me diga o que eu quero ouvir
Eu sei como é, sei de tudo, eu sei de você eu sei de mim
Ei garota, se for por você
Sabe como é, eu quero você aqui
Como a namorada chata no meu pé
Nem acredito nisso
Estou tipo São Tomé
Te convenso com intelectual generoso
Te mostro meu talento mitológico
Te fascina eu sei
Você me admira é lógico

Mas será que sim, vem, vem pra mim
Será que sim
Será você a destinada pra mim
Vamos voar, me aperte com força
Sem nenhuma pretenção de soltar
Então, o que há?
Acho que você acabou de entender
Me desculpe minha maravilha
Sou mesmo um cara ruim, um cara de doer
Tudo mentira, tudo falsidade
Eu queria transar
Queria fuder..sem perceber, acho que acabei por te fuder
Nos dois sentido, sim, foi de doer
Eii garota, e agora, como é que vai ser?
A realidade de pernas abertas
A verdade como puta exposta
O que vai querer?

Sem mentira, sem intriga
Todas iguais, carnivoras
Viboras carnais
Sem diferença
Cobras de uniformes
Salto alto, marca prada
Vinho bom, sapato alto
Cabelo liso
Sempre atrás da gozada espada
Mais que porra em?
Vem, vemm..olha o que tem!
Tudo o que convém

Atillas Felipe Pires
26/09/2012
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Qualquer coisa, foda-se!

E do ponto de vista de um ser superior
Nos ver é como ver algum filme ruim na tv
Algum filme que não foi digno do cinema
Alguma coisa assim sem nexo
Tipo uma espécie de teorema
Um emaranhado de falsidades com desfecho complexo
Nos ver deve ser algo assim, meio assim
Que se encaixa em tudo que se diz sem fim
Mas que como tudo, não tem fim
Eu digo sempre, há sim o fim
Deve ser como olhar para o mar
E imaginar beber toda essa água salgada
De um só vez
Venha provar agora, da minha lucidez
Ou quem sabe o gosto desse vinho forte
Dessa minha presente embriaguez
Eu sei, que não vou mais nos mesmos lugares
Não freqüento os mesmos bares
Mudei as musicas
Alterei as fotos
Vendi os presentes e escrevi a artistas comoventes
Passei a observar os olhares
Que perdido no vácuo
Se dirigem a alguém diferente
Alguém como é que se diz?
No inicio rebelde comunista
No meio, estagiário fingido
No fim, nada mais que importe a alguém
Seja lá quem!
Vem, vem, vem
Agora, com sua pele escura
Pelo texto do queime-se
Apague-se e chore!
Ou sinta e solte agora essa gargalhada entalada
Agora, eu sei
Agora eu, não sou nada
Nada que não seja glórias materias
Que não é tanto assim
Basta a lata gelada!

Atillas Felipe Pires
20/09/2012

Reascendeu? Queime-se!


O verdadeiro lugar de nosso nascimento
É aquele em que estamos
Quando lançamos um olhar inteligente
Sobre nós mesmos!