E do ponto de vista de um ser superior
Nos ver é como ver algum filme ruim na tv
Algum filme que não foi digno do cinema
Alguma coisa assim sem nexo
Tipo uma espécie de teorema
Um emaranhado de falsidades com desfecho complexo
Nos ver deve ser algo assim, meio assim
Que se encaixa em tudo que se diz sem fim
Mas que como tudo, não tem fim
Eu digo sempre, há sim o fim
Deve ser como olhar para o mar
E imaginar beber toda essa água salgada
De um só vez
Venha provar agora, da minha lucidez
Ou quem sabe o gosto desse vinho forte
Dessa minha presente embriaguez
Eu sei, que não vou mais nos mesmos lugares
Não freqüento os mesmos bares
Mudei as musicas
Alterei as fotos
Vendi os presentes e escrevi a artistas comoventes
Passei a observar os olhares
Que perdido no vácuo
Se dirigem a alguém diferente
Alguém como é que se diz?
No inicio rebelde comunista
No meio, estagiário fingido
No fim, nada mais que importe a alguém
Seja lá quem!
Vem, vem, vem
Agora, com sua pele escura
Pelo texto do queime-se
Apague-se e chore!
Ou sinta e solte agora essa gargalhada entalada
Agora, eu sei
Agora eu, não sou nada
Nada que não seja glórias materias
Que não é tanto assim
Basta a lata gelada!
Atillas Felipe Pires
20/09/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário