terça-feira, 23 de julho de 2013

Puro e sem gelo

Ele nunca tinha sido um cara de sucesso
Desde cedo sentava no fundo e não lia muito bem
Até aí, foda_se ele não se importava
Para ele o lance era curtir e ser o que convém

Num bar sujo e velho ele sempre tem as melhores  histórias
Reais de uma vida bem vivida
Que termina numa vida não aceitável
Para ele, esse negócio de sucesso é a inversão das escórias

Num contexto claro e simples
Viver é claramente não se importar
Nem com a barba por fazer
Muito menos com as contas pra pagar
Ele demore pede a mesma bebida, wisky puro e sem gelo
E se você quiser encontra_lo é simples
Imagine um bar, lá ele vai estar

O tempo sempre nos traí com sua velocidade
Sua rapidez lenta
Sempre achamos que temos mais tempo, mas nunca temos
E quando você acorda, tudo já passou
Ficou sua vaidade
E a falta de vontade de ir atrás
Na sulfite branca da sua história
As manchas devem fazer parte da sua obra de arte

Ele esta cada vez mais encharcado de algo novo
Seu corpo clama por uma pausa
Mas sua mente se viciou em criatividade
E outra vez, outra vez mais, assim tanto faz
Vendo do seu lado um cara de sucesso
Na sua visão um louco
Contemple a derradeira mentira universal
Os loucos é que vivem no mundo real

E quem poderá dizer o contrário?
Se aqui estamos vivendo num contraditório circulo vicioso
Planeta dos macacos
Idealização digna de constranger a mente de um crente otário
Falsa hipocrisia que alicia nosso ego ao abismo social
Uma casa, ter dinheiro, um carro prateado (por que é mais caro)
E seu cérebro você desperdiça nesse senso comum sem senso
Nesse padrão cagado, visceral de uma indústria tão banal

Ele com seu copo sem gelo, vê bem mais além meu caro

Enquanto por mais coisas pagamos bem mais
Eu prefiro acreditar na falta do óbvio
Na idéia da minoria, naquilo deixado de lado
Quem sabe eis aí a solução
Para sairmos desse círculo sem graça
Dessa grande encenação

Atillas Felipe Pires
23/07/2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Então eu não resisto

Havia muito sol naquele lugar
Nem seu chapéu, nem sombra, nem água
Podia aliviar aquele calor de matar
No Texas o sol já nasce com a força do meio dia
E ali estavam eles
Em tempos de escravidão, um branco e um negro livre
Quem diria!

Por lá eles diziam: Django tem o gatilho mais rápido do Faroeste!
E seu mentor Dr Shultz, alemão de fala branda
Juntos matavam mais assassinos que a peste
Caçadores de recompensa!
Respeite o rifle, ame a bala, seus aparatos de trabalho
Seja justo, faça da lei o que se préze

O velho era movido por justiça, coração bom
Do tipo que odiava escravidão
O negro ia enfrente guiado pela força de uma paixão
Broomhilda, sua esposa, foram fugitivos juntos
Como castigo vendidos
Com exigência de separação
Um para cada dono
Mas isso é passado, Django agora é livre
E vive lustrando do seu rifle o cano

Dr Shultz prometeu ajudar
"Django, vamos bolar um plano"
Agora a dupla de assassinos do bem
Se é que tem
Só pensava em uma coisa
Broomhilda encontrar
Juntos seguiram, de fazenda em fazenda
Cruz na bala, matando brancos
Sou herói dos negros
Péle clara dói mais ao chicotiar
E quem sabe por aí
Broomhilda vamos encontrar

Num dia X como se diz
Para os que se alimentam de sangue
Os dias são iguais
Chegaram naquele lugar
Sangue negro espalhado como móveis de decoração
Cães de caça treinados para sangrar
Capatazes carnívoros por todo o espaço
" Django, na bala nao vai dar"
" Vamos com calma, que tal uma encenação?"

"Sou homem de negócio Mr Candie"
" Este é meu avaliador de carne negra, Django"
"Por 12mil dólares Dr Shultz, você e até seu criolo..podem entrar"
O pecado da carne explorado
Seres não humanos, movidos a papel verde"
A cenoura na vara de pescar!

"Vamos, entrem, vamos negociar"
Dr Shultz tinha mente rápida e fala condizente
Conhecia cada canto dos sub_desenvolvidos torturadores de escravos
Olhava Mr Candie e vasculhava sua mente
"Quero comprar seu terceiro melhor negro lutador"
O álibi perfeito, acesso a casa grande garantido
E la estavam, Django o D é mudo e Dr Shultz
Na mesa luxuosa dos escarnecedores
" com uma só pistola eu mato todo mundo e tudo eu mudo"
"Calma jovem Django, não somos ladrões"
Conversa conduzida pelo vinho bom, negócio fechado
"Fico com o seu negro lutador pelo maior preço...
....mas, para essa quantia preciso da papelada"
" em sete dias volto para conduzir"
Se você pretende comprar o cavalo
Faça a oferta pela fazenda e desvie a atenção
O cavalo virá por bem menos que antes
"ouvi dizer que o senhor é dono de uma certa escrava..
...negra, bonita, prendada"
Por Broomhilda, Dr Shultz pagaria à vista
E em dinheiro 300 dolares.
"tragam Broohilda"
Mas a linda negra falhou no olhar
A emoção ao ver seu amor ela não escondeu
E todo o plano o sádico fazendeiro
De repente percebeu

As coisas azedaram
"..me enganar??...no solo sagrado do meu lar?"
Uma martelada na mesa!
"12mil por Broohilda agora vão pagar..tendo ou não tendo"
Os lustres estremeceram sob aquele olhar
Olhar de fogo, interrompendo o jantar
"ok ok traga a papelada"
Tudo como tinha que ser
Broohilda livre, pronta para viver com o seu amor
Sair para viver!
Mas os sonhos têm o péssimo hábito de se tornarem pesadelos
"aqui no Sul, Mr Shultz, apertamos as mãos para finalizar um negócio com louvor"
"não me vejo inclinado a aquecer a sua solicitação, Mr Candie"
" eu insisto" Respondeu Mr Candie em tom arrogante
Estendendo a sua mão!
"então eu não resisto"
Mas rápido do que se pode imaginar!
Ao dar a mão, uma arma escorregou pela manga de Dr Shultz
Um tiro certeiro, bem no coração!
O gosto amargo da morte espalhou_se pelo tapete
Aquele sangue prepotente molhou seu próprio chão!
Os capatazes fuzilaram DrShultz, que morreu sorrindo
Enquanto Django matava todos

A liberdade a que preço!
Django teve sua vingança
Um presente de casamento de Dr Shultz
E até hoje o faroeste relembra essa história
Um corpo uma vitória
Dois corações livres

Atillas Felipe Pires
Trantno

22/07/2012




Em um almoço qualquer

Pessoas que regraram suas vidas, acumularam capital, hoje têm uma assinatura de emprego relevante e nada mais. Sua esposa o traí com o personal traineer que você paga, seus filhos crescem sem que você os conheça verdadeiramente! E na mesa do almoço você fala sobre o novo jogo de videogame que comprou! Devo ser igual a você? Eu tenho é asco! Mas..até um mal exemplo é um exemplo.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Minha fé é meu jogo de cintura

Ei, olha pra mim
Nunca neguei minha vaidade
Em dizer, eu sei dizer
Em comprar sem perguntar pra que
Já sofri demais
Esse tempo já passou ficou pra trás
Rezo contra o meu passado
Que ele não vire futuro jamais

Hoje estou melhor, estou muito melhor
Tenho os melhores, e só os melhores
Ao meu redor
E enquanto for assim
Vamos viver, vamos viver
Nosso tempo esta passando
E temos muitas coisas pra fazer
Felicidade com ou sem preço
Vinde a mim e por favor
Venha eterna, venha sem fim

Ei, olha pra mim
Nunca neguei
Que pra mim, minha beleza é sem fim
Meu jeito prepotente e confiante
Me faz ir mais longe
Me faz ter bala no pente ir adiante
Vou comprar mais uma estrela
Quero um quarto mais brilhante
Pra esquecer que mesmo com tudo
No meu mundo, o amor é tão distante
Como sei que é
Pra sempre e sempre
Mas continuo remando a favor da maré
Ao mesmo tempo em que desenho meu caminho
Em que rumo seguirão meus pés
Por que eu sempre soube
Meu jogo de cintura é minha fé
E é assim que deve ser
Assim que é

"E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos..."

Atillas Felipe Pires
19/07/2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CD

O passado é história, o futuro um mistério e o presente é uma dádiva por isso se chama presente!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Dois

Me importo muito com você
Não sei se assim que tem que ser
Só sei que é assim que vai ser
Meu eterno amor
Vem me aquecer
Como uma rosa que acalenta meu amor
Vem do nada e me salva do terror
Vem pra cá e prova meu calor
E é assim que deve ser

Temos um ao outro meu amor
Hoje vejo no espelho
Que nao temos porque sofrer
Me imbalo nos tons soberanos
Eis aqui minha confissão meu querer
E quando eu tenho a mim mesmo
Nada mais preciso ter
Dualistico ser
Confuso dizer

Atillas Felipe Pires
16/07/2013

Mais uma

As vezes acontecem coisas
Coisas que te pegam de surpresa
Coisas como um tiro certeiro no peito
E de repente seu corpo se contamina com flores
Coisas inexplicáveis
Que sem pretenção de ficar te liberta das dores
Dos amores, dos sentimentos inflamaveis
E sua alma queima
Seu peito volta a ficar pesado
Não de posse
Nem de tosse
De flores, sabores, calores
No mal feito portugues
Aqui estou mais uma vez
Escrevendo o futuro sem passado
Colocando meu coração no fogo
Esperando apenas que não saia mal passado
E por quem? Ninguém!
Pra quê? Pra nada
Apenas mais um tom
Que preenche a musica da minha vida
Me acompanha em minha estrada
Eu te quero em minha frente
Sem olhar alcoolizado, pensamento turvo
Lingua mal falada
Palavras embaladas na coragem líquida
E tudo isso vem e vai quase sempre na mesma ordem
Me faz existir e me liquída
E no meu ser tem sempre o mesmo de sempre
E no fundo eu só preciso de um curativo
Que amenize a dor dessa ferida
E sua parte interna nao me importa
Só te peço pra quando sair
Por favor encoste a porta

Atillas Felipe Pires
16/07/2013