Ele nunca tinha sido um cara de sucesso
Desde cedo sentava no fundo e não lia muito bem
Até aí, foda_se ele não se importava
Para ele o lance era curtir e ser o que convém
Num bar sujo e velho ele sempre tem as melhores histórias
Reais de uma vida bem vivida
Que termina numa vida não aceitável
Para ele, esse negócio de sucesso é a inversão das escórias
Num contexto claro e simples
Viver é claramente não se importar
Nem com a barba por fazer
Muito menos com as contas pra pagar
Ele demore pede a mesma bebida, wisky puro e sem gelo
E se você quiser encontra_lo é simples
Imagine um bar, lá ele vai estar
O tempo sempre nos traí com sua velocidade
Sua rapidez lenta
Sempre achamos que temos mais tempo, mas nunca temos
E quando você acorda, tudo já passou
Ficou sua vaidade
E a falta de vontade de ir atrás
Na sulfite branca da sua história
As manchas devem fazer parte da sua obra de arte
Ele esta cada vez mais encharcado de algo novo
Seu corpo clama por uma pausa
Mas sua mente se viciou em criatividade
E outra vez, outra vez mais, assim tanto faz
Vendo do seu lado um cara de sucesso
Na sua visão um louco
Contemple a derradeira mentira universal
Os loucos é que vivem no mundo real
E quem poderá dizer o contrário?
Se aqui estamos vivendo num contraditório circulo vicioso
Planeta dos macacos
Idealização digna de constranger a mente de um crente otário
Falsa hipocrisia que alicia nosso ego ao abismo social
Uma casa, ter dinheiro, um carro prateado (por que é mais caro)
E seu cérebro você desperdiça nesse senso comum sem senso
Nesse padrão cagado, visceral de uma indústria tão banal
Ele com seu copo sem gelo, vê bem mais além meu caro
Enquanto por mais coisas pagamos bem mais
Eu prefiro acreditar na falta do óbvio
Na idéia da minoria, naquilo deixado de lado
Quem sabe eis aí a solução
Para sairmos desse círculo sem graça
Dessa grande encenação
Atillas Felipe Pires
23/07/2013
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