Ele parou diante de uma placa na estrada
Com um anúncio colado já apagado
Aquela folha amarela exposta como outdoor
O lugar ideal pra expressar sua dor
O lugar ideal pra expressar seu amor
De uma caminhada de fazer dó
Uma história registrada em letras de
forma
Uma história escrita em giz feito de
tijolo
Tantas emoções transcritas naquele rabisco
Que faz o mais sábio dos intelectuais
agir como um tolo
Essa caminhada sem destino já a muito
o tem cansado
Mas os postos que aparecem na beira
da estrada
Não o cativa, não o deixa animado
Ele vai continuar a deixar marcas nas
curvas que encontrar
Enquanto seu coração ele continuar a
guardar
Envolto em arame farpado
Imune a todas as mazelas das falsas
donzelas
(estou desconte mais ainda acredito
nelas)
Ele ficou ali parado pensando
Olhando para aquela placa na sua estrada
Qual seria a mensagem que deixaria
Qual seria a linha de pensamento que
seguiria
Uma vez que já provou tantos sabores
nessa jornada
Qual será o melhor agrado a seu paladar
Qual seria a história a contar
Ele ficou ali parado pensando
Quantas vidas já viveu enquanto em círculos
esteve andando
(ou diversificando seu gosto, saboreando)
Ele ficou em dúvida
Qual seria a história a contar
(quem sabe o desenho ideal daquela feita
para amar)
O desenho ideal daquele encaixe perfeito
ao beijar
Qual história ele iria contar?
Uma história registrada em letras itálicas
Com voltas excessivas nas extremidades
Uma história que atravesse as idades
Que descreva a pessoa que o melhor lhe
fará
O ser ideal que permeia seus mais distantes
pensamentos
A vontade do envolvimento sem nada em
troca
O mais puro dos sentimentos
Apenas pelo prazer de sentir o tocar
na boca
O arrepio que desprende os pés do chão
da realidade
O toque perfeito do ser imperfeito
Que no olhar brilhante e tocante pode
ser sua outra metade
Sentir o calor da alma
Que nessa época anda distante
Sentir no cheiro natural
O afago perfeito da presença da sua
ideal amante
(algo assim tão lindo e fascinante)
Ele apertou um pouco mais o giz em seus
dedos
Pensou em quantas superfícies diferentes
já tocou
Lembrou da textura de cada um daqueles
momentos
Voltou para aquela placa na curva da
estrada
Começou sua arte que não é linear
As vezes pintada
As vezes escrita as vezes falada
Ele sempre pensa muito antes de tudo
Mas no fundo seu lugar quem sabe
É fazer poemas no papel toalha na mesa
do bar
Vivendo a vida por meio da visão turva
do fundo da garrafa vazia
E quantas noites já se foram?
Quantos carnavais já passaram?
Ele tenta não pensar, hoje a noite esta
tão solitária
Hoje a noite esta tão fria
Ele esta desenhando o amor sem perceber
Quem diria
O poeta que com o tempo desaprendeu
a amar
Sentimentos bons voltou a desenhar
Enquanto isso as cores da placa não
mudaram
Aquele papel branco e velho colado e
esquecido
Pedindo um pouco mais de vida
Não querendo ser mais a placa naquele
canto envelhecido
No canto esquecido daquela pouco usada
estrada
Ele olhou para trás e contemplou sua
ultima parada
Que estava logo ali na ultima virada
Já que o destino lhe deu sempre rotas
em quadrilátero
Um roteiro quase sempre muito bem escrito
Enquanto em seu interior ecoa um silencioso
grito
A alta gama de opções de tema para sua
história
O faz não ter opções de temas
Nessas frases arredondadas, esse antigo
teorema
Preenchendo o espaço
Já que não há nada para dizer
Ao fim do dia o giz não perdeu muito
da sua cor
Ele não concluiu sua obra
Aquela folha branca ganhou parcialmente
uma vida
Apenas um desenho para não passar em
branco
(ou deixar o branco)
Distribuir toda a dor atribuída
Um coração até a metade
Ele parou no meio
Olhou para os lados
Agradeceu aos céus e a todas as divindades
Não escolheu uma frase ou alguém
Deixou no máximo uma mensagem a quem
vem
"Vou seguindo desenhando minha
história
...entre as paisagens que visitam meus
olhos e
as imagens que tento guardar na memória
Desejando a cada dia que fique gravado
em minha retina
Apenas o que me trará boas energias
..é tudo o que mais quero
Que o amor me alcance
Que o bom seu hálito doce me alcance,
vem
Entre você e todos os santos
Eu peço licença e me retiro
Amém."
Atillas Felipe Pires
27/04/2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
PCM
As vezes a vida nos deixa de uma hora para outra perdidos
Como se o chão faltasse Como se o nosso ar de uma hora para outra acabasse
Mas não se desespere menina Sua força é infinita
Como diamante em uma mina
Mas não se desespere menina
Prenda o choro
Morda esse lábio inferior
Eu posso sentir a sua dor
Mas vou te dizer
Tudo ficará bem
Eu posso sentir a sua dor
E os seus anjos também
Que a mais forte luz te alcance em cheio
Que mergulhe em seu peito
Acalente seu sono
Te traga bons sonhos
Traga um tom alegre em seus olhos
Algo assim, tão lindo quanto o som mais perfeito
Com todas as cores brilhantes
Bem lá no fundo do que parece não existir
Dessa sua mina de diamantes
E nós ainda iremos sorrir
O rouco da sua voz vai me atingir
Eu posso sentir a sua dor
E os anjos também
Que a mais forte luz te alcance em cheio
Que mergulhe em seu peito
Acalente seu sono
Te traga bons sonhos
Amém
Atillas Felipe Pires 13/04/2015
Como se o chão faltasse Como se o nosso ar de uma hora para outra acabasse
Mas não se desespere menina Sua força é infinita
Como diamante em uma mina
Mas não se desespere menina
Prenda o choro
Morda esse lábio inferior
Eu posso sentir a sua dor
Mas vou te dizer
Tudo ficará bem
Eu posso sentir a sua dor
E os seus anjos também
Que a mais forte luz te alcance em cheio
Que mergulhe em seu peito
Acalente seu sono
Te traga bons sonhos
Traga um tom alegre em seus olhos
Algo assim, tão lindo quanto o som mais perfeito
Com todas as cores brilhantes
Bem lá no fundo do que parece não existir
Dessa sua mina de diamantes
E nós ainda iremos sorrir
O rouco da sua voz vai me atingir
Eu posso sentir a sua dor
E os anjos também
Que a mais forte luz te alcance em cheio
Que mergulhe em seu peito
Acalente seu sono
Te traga bons sonhos
Amém
Atillas Felipe Pires 13/04/2015
Assinar:
Comentários (Atom)