Dei play no toca fita e começou
um blues
O teto aberto
Acima no céu negro
Nas estrelas a única luz
As pernas estavam cruzadas no
banco do passageiro
Da brasileira a melhor das cores
A lua refletia naquela pele
reluzente
Enquanto de beijo em beijo
Tudo ficava mais quente, mais
envolvente
O limiar clássico entre o fim e o
inicio de um novo dia
O que se faz entre as 2h e as 5h
da manhã
Nada melhor do que ver o sol
nascer
Sentindo no apego, a força do
desapego
A minha razão enlouquecer
No frio gélido da garoa que se
cai
Sem roupa, sem jaqueta de couro
Sem blusa de lã
Nem gorro que apaga a luz do meu
cabelo castanho claro
Vamos pra outro lugar, vou é
claro
Não existe nada que substitua
essa viagem, nada nem barato nem caro
Na madrugada só a gente parece
olhar pro céu
Não te levo pro teatro, por que
meu show é de graça
Estáticos parados, se isso for
crime
Que minha vida se resuma a sentar
no banco do réu
Se for pra continuar assim,
pretendo ser julgado e condenado
Enquanto isso, prove minha saliva
e olhe para o meu melhor lado
Nem demônio nem anjo alado
Vamos adiante, certas coisas não
são ditas
Permaneço calado
Enquanto chega as 9h00 e o dia já
esta bem alto
Bem forte ensolarado
Entre o ontem e o amanhã o hoje é
dado de presente
Se for pra vir, venha pra ficar
ao meu lado
Ponto final, passo e presente
Atillas Felipe Pires
03\08\2014
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