terça-feira, 5 de junho de 2018

Publicações de gaveta



Dei play no toca fita e começou um blues
O teto aberto
Acima no céu negro
Nas estrelas a única luz
As pernas estavam cruzadas no banco do passageiro
Da brasileira a melhor das cores
A lua refletia naquela pele reluzente
Enquanto de beijo em beijo
Tudo ficava mais quente, mais envolvente
O limiar clássico entre o fim e o inicio de um novo dia

O que se faz entre as 2h e as 5h da manhã
Nada melhor do que ver o sol nascer
Sentindo no apego, a força do desapego
A minha razão enlouquecer
No frio gélido da garoa que se cai
Sem roupa, sem jaqueta de couro
Sem blusa de lã
Nem gorro que apaga a luz do meu cabelo castanho claro
Vamos pra outro lugar, vou é claro
Não existe nada que substitua essa viagem, nada nem barato nem caro

Na madrugada só a gente parece olhar pro céu
Não te levo pro teatro, por que meu show é de graça
Estáticos parados, se isso for crime
Que minha vida se resuma a sentar no banco do réu
Se for pra continuar assim, pretendo ser julgado e condenado
Enquanto isso, prove minha saliva e olhe para o meu melhor lado
Nem demônio nem anjo alado
Vamos adiante, certas coisas não são ditas
Permaneço calado
Enquanto chega as 9h00 e o dia já esta bem alto
Bem forte ensolarado
Entre o ontem e o amanhã o hoje é dado de presente
Se for pra vir, venha pra ficar ao meu lado
Ponto final, passo e presente

Atillas Felipe Pires
03\08\2014

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