quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O que?

Ei garota, me da um beijo e me diga o que eu quero ouvir
Eu sei como é, sei de tudo, eu sei de você eu sei de mim
Ei garota, se for por você
Sabe como é, eu quero você aqui
Como a namorada chata no meu pé
Nem acredito nisso
Estou tipo São Tomé
Te convenso com intelectual generoso
Te mostro meu talento mitológico
Te fascina eu sei
Você me admira é lógico

Mas será que sim, vem, vem pra mim
Será que sim
Será você a destinada pra mim
Vamos voar, me aperte com força
Sem nenhuma pretenção de soltar
Então, o que há?
Acho que você acabou de entender
Me desculpe minha maravilha
Sou mesmo um cara ruim, um cara de doer
Tudo mentira, tudo falsidade
Eu queria transar
Queria fuder..sem perceber, acho que acabei por te fuder
Nos dois sentido, sim, foi de doer
Eii garota, e agora, como é que vai ser?
A realidade de pernas abertas
A verdade como puta exposta
O que vai querer?

Sem mentira, sem intriga
Todas iguais, carnivoras
Viboras carnais
Sem diferença
Cobras de uniformes
Salto alto, marca prada
Vinho bom, sapato alto
Cabelo liso
Sempre atrás da gozada espada
Mais que porra em?
Vem, vemm..olha o que tem!
Tudo o que convém

Atillas Felipe Pires
26/09/2012
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Qualquer coisa, foda-se!

E do ponto de vista de um ser superior
Nos ver é como ver algum filme ruim na tv
Algum filme que não foi digno do cinema
Alguma coisa assim sem nexo
Tipo uma espécie de teorema
Um emaranhado de falsidades com desfecho complexo
Nos ver deve ser algo assim, meio assim
Que se encaixa em tudo que se diz sem fim
Mas que como tudo, não tem fim
Eu digo sempre, há sim o fim
Deve ser como olhar para o mar
E imaginar beber toda essa água salgada
De um só vez
Venha provar agora, da minha lucidez
Ou quem sabe o gosto desse vinho forte
Dessa minha presente embriaguez
Eu sei, que não vou mais nos mesmos lugares
Não freqüento os mesmos bares
Mudei as musicas
Alterei as fotos
Vendi os presentes e escrevi a artistas comoventes
Passei a observar os olhares
Que perdido no vácuo
Se dirigem a alguém diferente
Alguém como é que se diz?
No inicio rebelde comunista
No meio, estagiário fingido
No fim, nada mais que importe a alguém
Seja lá quem!
Vem, vem, vem
Agora, com sua pele escura
Pelo texto do queime-se
Apague-se e chore!
Ou sinta e solte agora essa gargalhada entalada
Agora, eu sei
Agora eu, não sou nada
Nada que não seja glórias materias
Que não é tanto assim
Basta a lata gelada!

Atillas Felipe Pires
20/09/2012

Reascendeu? Queime-se!


O verdadeiro lugar de nosso nascimento
É aquele em que estamos
Quando lançamos um olhar inteligente
Sobre nós mesmos!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

BRACIL

Como coitados comidos corroídos com corrupção
Contra coisas corruptíveis
Coleguismo, concussão, colocados contra-razão
Com comitivas contadas com calos
Comovidos com coloquiais comoções
Com cuecas cheias com cifras
Conseguidas com coerção
Contra características comuns calam-se como coitados
Colaterais candidatos
Como carrascos
Constroem castelos
Como cães corruptos
Comem comida colegiada
Crianças coitadas comem capim
Com cacto colhado
Com cólica
Correm calejadas
Circuito concorrido
Como conseguirão começar concorrer?
Concursos, colégios,
Corrida catastrófica
Com cominação criminosa
Cadeia, cocaína,
Com correntes cravadas
Candidatos?
Cobrados? Circo!
Cofres, castelos, cuecas, corruptos, canalhas
Continuam certamente
Como cobras
Cometendo crimes contra cofres comuns
Corrompendo-se com coragem
Comem crianças
Como conseguir cuidados?
CPI? Circo
Circo, circo e circo

Candidatos
Com cordiais cumprimentos
Comam carniça com cocô.

Atillas Felipe Pires

26/01/2011

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Você apenas discobre toda a força que tem, quando sua única opção é ser forte! - Johnny Depp

..bem ou mal? Sem virgula, qualquer coisa!!

Se eu vou na contra-mão, correndo um risco mortal
Isso não me importa
Nada me importa, sou foda afinal..
Sou, bonito, com meu jeito que é não ter jeito
Eu sou o tal
Com meu jeito, que é assim, por ter tanto defeito
Viva Paralamas, no meu sonho de metal
Até que provem o contrário
Até que algo me leve ao final
Foda-se que você me ache um otário
Olhe num espelho quando achar isso
Sem brincadeira meu filho, que cheira a lixo
Suas palavras batem e voltam
Num reflexo perfeito, como o corte ao meio fio
Que te sangra, devagar
E isso sim, pode ser mortal
Isso sim pode nos levar

A vida, ah a vida, como nos mostra tão bela
Temos sempre que agradecer por isso
Olhar pro céu, e dizer obrigado sem parar
Escolher o canto mais visível e ascender uma vela
Temos nuvens como algodão
Temos o céu azul, sobre uma pátria sem guerra
Meu melhor amigo, eu te digo
Olhe no espelho e repida, como sou bonitão
Passe na rua dê dinheiro a um mendigo
Deixe o pobre se embebedar
Escuta o que te digo
Vem comigo, vamos agradecer juntos
Deus, oh meu deus, por esse lixo eu agradeço
Minha vida esta do avesso
Mas sua ajuda eu reconheço
Por isso eu digo
Deus, oh meu deus, por esse lixo eu agradeço
Minha vida esta do avesso
Mais sua ajuda eu reconheço
Quanta bondade, me diga andando por aí
Na sua mocidade
Andando pelos becos dessa cidade
Políticos sempre polidos
Buscando a melhor forma de nos ajudar
Reconheça cara!
Pare de rechaçar
Que bela parte,
Agora vá para a próxima,
E pare de tomar cachaça
Seu idiota sem graça!

Meu amigo, a lua cheia virou noite fria
O céu azul ficou cinza bem chuvoso
Eu ando por aí, sem ter o que fazer
Resolvo, do nada, chutar um leproso
Ta olhando o que aí meu camarada
Ta me achando um nazista, punk, racista? Ou apenas um palhaço?
Algo assim sei lá, tipo o Bozo?
Vai, vai lá
Some, sem olhar para trás
Antes que eu desista de apenas te roubar
E pense em te mandar pro Amarais
Quem sabe você queira um papo de perto
Com os porcos que foram seus ancestrais!
Sem ter o que fazer
Arrumo o pior possível para fazer
Qualquer coisa que te dê prazer
Que te faça sofrer
Nada mal
Desde que seja depois
Agora, beba mais um gole
Sem se preocupar com a ressaca de depois
Depois, depois
A rima não rima como a mesma palavra, por isso se chama rima
Foda-se, eu rimo como quero
Se quiser rimar, rima com rima
Foda-se é assim que eu quero
Como eu quero

Crianças no parque são sempre uma imagem de esperança
Faz nos ver que nada esta perdido
Eu vejo ao longe, um garotinho que balança
Balança, balança
Daqui do alto eu gosto de observar
Me faz ter vontade de sair por aí
De deixar esse quarto e andar
Vejo um mendigo
Tenho pena, queria lhe ver melhor
Chego perto, você vai mudar de vida, eu lhe digo
Um sorriso
Nada esta perdido meu amigo
Vem, vem comigo
Olhe para o céu, e veja o sol que brilha
Que coisa bonita, uma ave que assovia
O reflexo nos retrovisores
Como diamante nos toca, e nos anestesia
Da fumaça que sai pelo escapamento
Vamos comigo a algum lugar
Talvez um acampamento
O que acha? Parece um belo lar
Mesmo que por um dia
A felicidade não tem tempo
Eu diria
Que coisa linda, que bela parte
Porém, acho melhor deixar de fantasia

Se saiu por aí, mesmo que de dia
O sol esta derretendo, queimando com dor
Sinto por aí
A pela humana exalar esse odor
Estamos perto do fim
Não há esperança
Para esse povo, que sempre sangrou
Com armas, com lança
As crianças vivem para morrer
Muito antes que antes
Vejo esses loucos por aí
Atrás de sangue que viraram diamantes
No reflexo do retrovisor, vejo uma ambulância
Saíram por aí dirigindo bêbado
Abusaram da baixa tolerância
Tirem essa criança daqui
Não vamos deixá-la perder o que não tem
A esperança
O céu esta desabando bem perto de nós
A fumaça que sai dos escapamentos
Esta causando em nossa pele algo estranho
Ao assim, sei La, sangramentos
Ferimentos, tormentos, pensamentos lentos
Já se foram os belos momentos
Belos momentos
Belos momentos
Quais? Os antigos juramentos?
Ou o velho testamento?
Como acabou mesmo?
Todos afogados
E animais num barco..
Agora, será todos queimados
E animais no espaço!

Ainda não estamos no final
Temos muitas coisas para aprender
Aprender a melhor forma de nessa bola gigante
Como devemos fazer para viver
I don´t know this man
But…
Foda-se o resto!
Acaba aqui, sem fim
Sem arte
Sem nada que impressione como esperava
Apenas acaba, como eu quero
Assim que quero

Bem
Mal
Bem
Mal
Sem as virgulas, isso pode te confudir!

Atillas Felipe Pires
23/09/2012

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pilares


Andando por aí, me encontro em qualquer lugar
Compro um filme, vejo um muro pichado
Entendo a letra e o escarro do mendigo
Ascendo um cigarro
Assobio andando com meus fones de ouvido
Que coisa linda, eu mesmo digo
Entro na frente de um carro
Que buzina bem alto
Me tira da minha artística distração
Num pulo..
..que quase pára meu coração

Continuo andando sem destino
Com um destino traçado
Uma incoerência na escrita
Que não importa, quando se pensa no passado
Em ter passado na frente, passado do lado
Ver de varias perspectivas, os mesmo lugares
No meu coração tem um ponto fraco
Onde vou construir novos pilares
A partir das observações convencionais
Que vem da rua, das montanhas, dos bares
Eu vejo ao longe:
Um livro aberto
Um bar de putas
Algo discreto
Um colete laranja com estampas de pinturas
Eu vejo o certo
Pratico o errado
Ando sem parar de um lado para o outro
Ou me canso, e no meio da avenida fico parado
Enquanto isso, meu fones não param
Agora ouço Zé Ramalho com seu Baião do sertão..
..Nirvana, The doors,
E termina em Legião, eu sei..
..que depressão!
Passo por tudo isso
Passo bem passado, não quero nada sangrando
Como meu passado
Sem cheirar nada que esteja próximo ao chão
Estou nas nuvens nesse momento
Abri minhas asas e só por hoje
Estou praticando um sincronizado movimento
De ir vir, sentindo você sentir a mim
Nas nuvens estou
Que bom que ainda não acabou
Gostei das cores da parede
Gostei da janela virada para o Parque
Para entrar, bastou eu dizer que tinha sede
Depois de te conhecer por aí
Quando parei na avenida
Para te ver correr
O elevador esta quebrado
Desci as escadas
E vi que eu também estou quebrado
Continuei andando, como era o plano inicial
Esse dia esta quase no seu meio
Já não sinto o sol, assim tão matinal
Mesmo assim, vou andando por aí
Pensando em uma forma
De aparecer no jornal
“..nosso bilionário brasileiro”
Ok, acordei
Mas bem que não seria nada mal
Por enquanto, acho que vou atrás de um isqueiro
E de algo que me faça mal
Mas que me faça bem também
Por enquanto, vamos indo
Nada importa nessa hora
A loucura é o que nesse momento convém
Então vem,
Vem, vem..
Eu quero ser louco também.

Atillas Felipe Pires
16/08/2012