quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BraCil

BraCil

Como coitados comidos corroídos com corrupção
Contra coisas corruptíveis
Coleguismo, concussão, colocados contra-razão
Com comitivas contadas com calos
Comovidos com coloquiais comoções
Com cuecas cheias com cifras
Conseguidas com coerção
Contra características comuns calam-se como coitados
Colaterais candidatos
Como carrascos
Constroem castelos
Como cães corruptos
Comem comida colegiada
Crianças coitadas comem capim
Com cacto colhado
Com cólica
Correm calejadas
Circuito concorrido
Como conseguirão começar concorrer?
Concursos, colégios,
Corrida catastrófica
Com cominação criminosa
Cadeia, cocaína,
Com correntes cravadas
Candidatos?
Cobrados? Circo!
Cofres, castelos, cuecas, corruptos, canalhas
Continuam certamente
Como cobras
Cometendo crimes contra cofres comuns
Corrompendo-se com coragem
Comem crianças
Como conseguir cuidados?
CPI? Circo
Circo, circo e circo

Candidatos
Com cordiais cumprimentos
Comam carniça com cocô.

Atillas Felipe Pires

26/01/2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

POR QUE? LUTA DE UM CLUBE.

- Por que será que vivemos trabalhando para produzir o que não consumimos e, em troca disso, consumimos o que não nos é útil e temos o que não utilizamos, e, por fim, nunca estamos satisfeitos?

(você não é seu emprego ou o dinheiro que possui)

- Por que vivemos comprando coisas que que as propagandas dizem ser úteis: como shampoo, credit card, mesa-portátil, bolo recheado, aparelho de dvd, etc. e nunca temos tempo para desfrutá-los (mas arranjamos tempo para adquirí-los) ? E, o que é pior, quanto mais adquirimos esses produtos menos tempo temos para utilizá-los, e, menos tempo ainda temos para nós mesmos... será que temos tempo para nos perguntarmos se esse consumismo nos faz bem?

(as coisas que voce possui acabam te possuindo)

- Mas, como esse sistema (de producao e consumismo) se mantêm e se desenvolve? A economia capitalista não é baseada no capital e no lucro? Então, é simples, tudo o que é preciso para funcionar são de coisas que produzam e coisas que consumam, e, que o gasto com a produção seja baixo e o valor do que é vendido seja alto, pois é de onde vem a renda, ou melhor, o lucro. Pois então, não somos nós as coisas que produzem e as que consomem?

(nós somos os filhos de um país ridículo e sem história, sem propósito ou lugar. não tivemos grande guerra, não tivemos grande depressão. nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão são nossas vidas)

- Por que sempre que vamos a algum lugar para nos distrair procuramos o consumo (cinema, bares, restaurantes, lan houses, danceterias, lanchonetes, supermercados, shoppings, etc) ? Por que qualquer distração ou uma simples reunião de amigos procuramos o consumo? Ora, não é o que o sistema econômico precisa para funcionar? Se não estamos produzindo temos de consumir, não é a regra?

(essa é a sua vida e está acabando a cada minuto)

- Por que nunca estamos satisfeitos com o que temos? Por que nunca consumimos o que realmente precisamos? Por que consumimos a todo momento qualquer coisa que seja a propaganda veiculada aos nossos sentidos? Por que nos submetemos a trabalhar num serviço que não gostamos? Por que apesar de nos queixar-mos já nos "acostumamos" em ver pessoas queixando? Será que a 'queixa' virou costume e deixou de ser 'queixa'?

(a propaganda nos faz correr atrás de coisas e a trabalhar em empregos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos)

- Por que será que achamos que dependemos de empresas para nos sustentar? Será que não acreditamos em nosso próprio trabalho? Por que nos sentimos mais seguros com um emprego do que com nós mesmos? Por que confiamos numa instituição que explora os funcionarios e clientes para seu lucro e não se importa se existimos ou qual nosso nome? E em troca não confiamos em nós mesmos?

(sou um lixo, um merda, um doido, para você e para toda esta porra de mundo. você nem quer saber onde moro, o que sinto, como alimento meus filhos ou como vou pagar o médico se ficar doente)

- Por que esquecemos que vamos morrer um dia e nossa vida terá sido sempre a mesma, sem ao menos percebermos que existimos e sim que existiram produtos que consumimos e trabalhos que exercemos? Não sabemos que quando morrermos não teremos mais nada disso, nem o trabalho, nem o consumo, e o que é pior, não teremos o que passamos recusando a vida inteira: 'nós mesmos'??

(estamos arriscados a morrer a qualquer hora, a tragédia é que não morremos)

- Por que optamos por viver uma fantasia e não a realidade? Por que consumimos produtos para o 'bem-estar' de nosso futuro se vivemos no presente e não temos tempo no presente para usufruir desse 'bem-estar'?

(fomos criados pela televisão para acreditar que um dia seríamos ricos, estrelas de cinema e do rock. mas não seremos. e estamos aos poucos aprendendo isso)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O TEMPO

Mais um dia
Mais uma hora
Mais um dia sem hora
Mais um dia perdido
Sem sequer uma hora que se aproveite
Mais uma hora desse mesmo dia
Mais uma semana do mês
Mais um mês sem sequer uma semana
Que se aproveite
Do tempo perdido em perdições
Do tempo corrido em pontuações
De ponteiros
Tiros certeiros
Frenéticamente programados
Que nunca param
Que te inflamam
E dão as regras da sua vida
O que deve ser feito agora
O que deve ser deixado para depois
O bom de fazer aqui dentro
O que se deve fazer lá fora
O dia corre
A luz vem e se esconde
E nesse tempo você finge viver
Mas na verdade se esconde
Dentro de você
Se esconde e corre sem saber atrás do que
Beber, fumar, transar, morrer
Não importa
Siga as regras do tempo
Que leva sua vida sem pensar em regras
Ele dita suas regras
E você nunca entenderá as regras dele
Apenas as siga
Ser sem tempo
A vida inteira sem tempo
Mesmo vivendo no tempo do infinito.

Atillas Felipe Pires

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tudo no ÃO. Povo iludido, povo bobão.

Hoje estou putão louco de vontade de escrever um montão
Acordei atrasado, nem deu tempo de comer um pão
Saí correndo da minha casa nem deu pra trancar o portão
Eu tenho horário pra chegar no meu suplicio e bater o cartão
Diariamente uma eterna aflição
Mais fiquei mais puto ainda com o salário dos ladrão
Fiquei sabendo por aí, que subiu um montão
Vários por cento de uma vez só, puta que confusão
Uma eterna melancolia de coisas erradas que condenam essa nação
Falsidade, maldade, violência, assaltos, mas a maior delas com certeza é a corrupção
Uma praga que nos condena a um montão de anos de atraso na evolução
Um problema eternizado pelo reis que se julgam donos da razão
Mas que na verdade são vermes que deveriam se alimentar de ração
Movidos pela ignorância, intolerância, ganância e falta de coração
Deixam nossas crianças morrerem por inanição
Enquanto desviam verbas para a sua nova mansão
Ou alimentam os cofres de seu castelo em construção
E como se já não bastasse aumentam seu próprio salário, parece gozação!
Mas na verdade é a realidade dessa imunda nação em autodemolição
Representantes eleitos para roubar o povão que como bobo não aprende a lição
São comprados como caixas de merda na eleição
Vendem seu voto por qualquer razão
Sem pensar no seu futuro, sem pensar no progresso nem na moralização
De um país que encontra-se condenado as traças entregue a um eterna involução
Causada pela falta de interesse daqueles que deveriam demonstrar mais compaixão
Pelos velhos em busca da aposentaria que esperam na fila da previdência deitados no chão
Enquanto seu bolso é tratado com a mais esmerada atenção
Numa sala fechada que parece um covil de cobras, eles fazem uma votação
Por unanimidade uma vitória amparada pela legislação
62% de aumento enquanto nas escolas os alunos não aprendem a lição
Por falta de professores, de materiais, ou do mais básico, a alimentação
Sem comida no estomago fica difícil manter o lápis firme nas mãos
E a cabeça bem focada nas equações e lições que deveriam lhes trazer mais razão
Para enfrentar de frente esses monstros que proliferam a corrupção
Mas como por interesse jamais eles investirão na educação dessa burra nação
É bom que não haja muitos pensantes em tempo de eleições
Um interesse fácil de perceber e bem arquitetado pelos nossos chefões
Amados políticos representantes eleitos pelos racionais membros do povão dessa nação
Condenados a morte intelectual e a um cérebro em constante estado de atrofiação
Não aprenda, não leia, não busque encontrar nos livros o que eu te digo na televisão
Eu mereço sua atenção no horário eleitoral, te ensinarei a profissão de cabeção
Burrão, palhação, troxão, bobão, idiotão, tudo com ÃO por que nessa nação
Tudo de errado esta cada vez maior e sem controle caminhando na contra-mão
Vamos em frente meu povão
Em breve haverá eleições, mais um meio de ter dinheiro na mão
Não de votar na evolução
Vendo meu voto! Seguro a bandeira no semáforo mesmo sendo de um ladrão
Hoje em dia 10,00 R$ por dia não esta facil não
È assim que mudaremos o futuro dessa nação
Povo iludido, povo bobão!
No futebol somos cinco vezes campeões 
E a novela sempre passa o horario nobre da televisão
Isso basta para alegrar o povão bobão.

Atillas Felipe

06/01/2011












terça-feira, 26 de outubro de 2010

O URBANNO EM HARE KRISHNA

MANTRA

Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Aaadeeeus Dooooor...(4x)
Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)

SALVE O O GRANDE, NANDO REIS.

O URBANO FLUTUA NA ESCURIDÃO DO NADA.

Qual será a solução para coisas tão abstratas
Onde podemos encontrar as respostas para nossas perguntas
Será mesmo tudo sem sentido, apenas rotas mau traçadas
E pensamentos que vem e vão que borbulham em sua mente como um vulcão
O stress do dia-a-dia a incerteza da exatidão
A ignorância da sabedoria
Todos os sentimentos esquecidos
Perdão
Compaixão
Tantas vidas já vividas, tantos momentos perdidos

O mundo segue girando
A rotação inventada segue funcionando
A louca locomotiva sempre andando
Sem se preocupar com a existência do amanha
Com o porque que cerca a esfera que vai rolando
Por que viemos
Por que sofremos
Para onde vamos
A inexatidão que fascina
Sempre na escuridão da incerteza
A tal da abstração que nos rodeia, nos avilta e nos domina
Nada demais, não há preocupação
Estamos vivos
Mesmo sem saber se estamos bem ou não
No céu ou no inferno
O importante é os pés no chão e a cabeça no ar
Estar em pé resume o por que
Cair, deitar e não levantar significa o fim
Ou o começo? O fim do que? O começo do que?
Perguntas, apenas perguntas
Sabe responder? Ou prefere acreditar que é feliz?
Ou que sabe o que é sofrer?


Viver, sofrer, ser feliz
A abstração que torna tudo possível.
Sentimentos não vistos porém vividos
Quem nos diz que isso é possível? Incerteza infeliz
A excitante vida humana
Prazer em poder morrer, adrenalina
Medo de poder morrer, fraqueza
Tudo para não morrer, a insegurança que domina
Bem em fazer morrer, maldade como certeza
Mas enquanto isso vamos viver
Sem medo ser feliz como se diz
Mesmo sem nada a respeito disso saber
Poesia ou musica
Quem vai me entender
Pode até mesmo ser os dois
Ou nada ser.


Atillas Felipe Pires.