quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vida segue no bairro triste
Desse sólo refrão em baião
Ele vive artisticamente
Tem na mente um violão

Escuta no silêncio as dicas
Das palavras fascinantes
Pensamento de um fantasma
Desenhando histórias trágicas

E então redescubrindo
O motivo desse tom
É bonito, as vezes fino
Fantástico rimatico
Desenhando histórias ricas

Baseou-se no começo
Cobiçou assim o fim
Ela viu passando rápido
E falou isso pra mim
Eu desenho histórias rapidas

Intenso ser movente
Tem no corpo a péle mágica
Minha mente nunca mente
Ele vive da arte que inexiste
Desenhando histórias paradas

Essa sorte que acompanha
Quem escreve sua campanha
Nesse mundo em dimensões
Se desenha traços em passos
E eu desenho histórias apáticas

Flutuar como um pena
E ir dançar com as estrelas
Ver de longe e sentir pena
Aqui na terra das estrelas
Ter na mente um pouco mais
Eu desenho histórias lindas

Faço do desejo a proxima vinda
Do amor que esta por vir
Eu repense e reconquisto
Vitíma do amor preceitos
E o começo estar perto de mim
Trazendo consigo o inevitável fim.

Atillas Felipe Pires
10/01/13

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Eu quero a sorte de um amor bandido
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no imbalo da rede
Matando a sede na salíva
Ser tão pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me de alegria
E ser artista no nosso convivio
Viver o inferno e céu de todo dia
E a poesia que a gente não vê
Transformar o tédio em melodia"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele enfim dormiu apático 
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão a rubrica




Museu Particular


Jovens. Um retrato dos erradamente certos.

Sair pela noite sem ter o que fazer
Comer, beber, fumar, transar, ir além do além
Não ter medo do julgamento, deixar a rebeldia rolar
Sem rumo no mundo, sem nada temer
Uma vida de loucuras, uma mente atordoada
Alucinações de fadas macabras com duendes maníacos
Indo de bar em bar, em busca de algo que te dê mais brisa
Estomago revirado, olhos inquietos, coceira nos mamilos
Vida louca, de uma época louca
Liberdade, vontade, desejo, sexo, muros, cidades noturnas
Ir bem mais do que se espera, agir como ninguém espera, beijar deuses na boca
Sem sair do lugar ir a locais desconhecidos e coloridos
Bruxas gostosas, mercadoras do prazer, dinheiro vencido,
Vendidos, loucos corroídos pelo valor da notas, onças e micos
Dinheiro, carros, ruas, muros, noite, poste, asfalto sujo de vomito
Correia anônima, rebeldia prevista,
Bêbados correndo no transito
Uma loucura sem precedentes, uma diversão dos contentes
Jovens, vivem como querem
Jovens, defendem-se do normal
Ser anormal é legal
Ser anormal é o barato do drogado
Viaje nesse mundo,
Eu faço apologia ao uso de qualquer coisa
Drogas, bebidas, beijos e abraços
Namoro, foda sem sentimento
Não se ligue nisso agora, apenas viaje nesse pensamento
Não se envolva em falsos juramentos
Estudar, trabalhar, se torturar de forma voluntária
Eu e você, e todos nós sabemos
Isto não é o que queremos
Então fuja dessa maldita mentira
Crie seu mundo, de verdade ou de fantasia
Não seja uma múmia ou um monumento
Inerte, robótico, saudável, rentável, proativo, bom funcionário, produtivo, rico..
Mas preso, escravo, infeliz, sofrido, um pobre coitado
Nessa vida o sofredor já passou
Veio e se foi, como se não tivesse vindo, antes de ser açoitado e crucificado
Jovens, liberdade é seu sonho
Liberte-se, corra como se nada o impedisse, viva como se viver fosse o motivo
Pois esse deve ser o motivo, não seja um pobre sofredor, um idiota emotivo
Sua força é bem maior que seu desejo de ser o que o dinheiro te convenceu a ser
Viva por prazer, viva por e para viver
Não leve sua vida como se o principal objetivo fosse sofrer antes de morrer
Sua única certeza, daqui pra frente é a morte
Indolor ou dolorida, agora ou depois, negra, branca, são varias as hipóteses
Mas a única certeza é triste
Viva agora
Pois depois será atacado por doenças, câncer, depressão, gastrite
Não deixe sua pele enrugar, suas pernas fraquejar
Não deixe o tempo do rock´n roll passar
Não deixe sua juventude passar
Sem por ela passar.

Atillas Felipe Pires

11/02/2011

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vestiu-se para amar naquela noite
Amar de verdade sem vaidade
Amor sincero amor sem limites
Sentir a alma brilhar e vibrar
Aquela emoção fascinante
Aquela calorosa paixão que não tem idade
Quem foi que disse que seria assim?
Não há nada nem ninguém aqui
Não há nada nem ninguém só tenho a mim

Se um sentimento bom é ter você ou não
Não sei
Se ter alguém ou não é o que faz bem
Não sei
Se viver a vida ou não me faz alguém, tudo bem
Eu sei
Correr na contra-mão então
Eu vou nessa vida de cão
Com os problemas rotineiros sem solução
Tudo se encaixa sem perfeição
Mais se encaixa sempre na mesma posição
Eu vou correndo, vou certo ou errado
Eu vou sem ser parado

E eu fico aqui bolando trechos
Frases sem sentido escritas à mão
Vejo em paralelo tudo que passa
Eu fantasio meu mundo na palma da sua mão
Branca com unhas 40 graus
E o poder dessa antiga paixão
"O amor em seu formato minímo"

Atillas Felipe Pires
03/12/2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Homenagem ao favorecimento
Ou desfavorecimento
Das paredes que rabisquei a giz
Nesse bar que tem no nome
Aquilo que me lembra maus momentos
Muito prazer ex sabor sempre atual amor
Olhe para o alto nas portas femininas
Me vera e venerará as lembranças
Que você retem e revive de tempos em tempos
Olá, estou aqui..
Beijo e fim.

Atillas Felipe Pires
02/01/2013

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Agradeço pela existência do ar que abastece minha alma, agradeço pela água que me fornece vida e não me afoga, agradeço pela luz que ilumina minha trilha na floresta negra dos problemas do dia-a-dia, agradeço pelo meu ser que figura minhas fantasias, agradeço às pessoas que passaram pela minha vida e me fizeram provar o amor, amor que recíproco ou não, me transformou. Enfim, não me ligo em datas, mas  dos meus pensamentos exteriorizo a nata..e pensei nisso assim do nada para o nada durante o clima natalino. Quero olhar para esse ano que passou como uma ponte que me levou do mar cheio de ondas para a terra cheia da sua estabilidade. Muito prazer nova vida. EU TE AMO.

Atillas Felipe Pires
24/12/2012