sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Lugar nenhum, vale do nada, qualquer lugar, Strep-tease House Show Bar.








Onde vou me encontrar?
Quando é que minhas pálpebras dormirão sem medo
Talvez aqui do lado, na próxima cama
Com alguma pele macia para amar
Uma pele macia afim de me amar
Ou quem sabe eu sou tão bom assim
Que igual a mim você encontre se olhando no espelho
Nem tão belo assim tão fora do comum
Onde vou me encontrar?
Talvez onde encontre alguém para amar
Ou ao Sul de lugar nenhum


Onde vou me encontrar?
Minha casa é onde eu estou
Minha alma é minha morada é o meu lugar
E assim vou levando a vida, assim eu vou
Desde que haja um abridor de garrafas
Cinzeiro com espaço para mais morte tragada
Assim eu chego em vários lugares em varias casas
Assim caminho pelo vale do amor, da vida, do calor da dor
Ou pelo vale do nada

Onde vou me encontrar?
Será que flutuarei a ponto de alcançar o céu?
De encontrar a mais bela estrela e a tirar para dançar?
Onde é que vou estar quando estiver no meu melhor estar?
Terei você aqui como símbolo do que amar?
Ou talvez me queimarei torto do meu jeito no inferno?
Não sei dizer, não sei o que pensar
Sei que quero um quarto brilhante
Ou quem sabe, qualquer lugar


Meus caminhos me levam aos mesmos lugares
Mesmo assim estou sempre a frente, sempre evoluindo
A cada dia subo mais andares
Misturo cerveja quente com brasa amanhecida
Vamos garçom me traga algo novo
Se não o tiver
Traga aqui sua mais forte bebida
E vamos ver aonde essa noite vai me levar!
E às vezes eu acho que só me falta alguém para amar (ou transar)
Tanto faz, às vezes me sinto como um monstro
(nem gosto de pensar)
Te cativo apenas para gozar
(só por hoje vou te amar)
E assim, aonde vou me encontrar? (ou cambalear)
Pode ser aqui nesse quarto limpo
Ou sei lá, qualquer Streptease House Show Bar

Eu posso te dizer sim em tudo
Por que não tenho nada a negar
Já que nunca tenho o que oferecer
(nada para te dar)
Minha vida jamais vou regrar
Eu escolhi viver
Eu escolhi viver

Atillas Felipe Pires
04/09/2013



Onde vou me encontrar?
Quando é que minhas pálpebras dormirão sem medo
Talvez aqui do lado, na próxima cama
Com alguma pele macia para amar
Uma pele macia afim de me amar
Ou quem sabe eu sou tão bom assim
Que igual a mim você encontre se olhando no espelho
Nem tão belo assim tão fora do comum
Onde vou me encontrar?
Talvez onde encontre alguém para amar
Ou ao Sul de lugar nenhum


Onde vou me encontrar?
Minha casa é onde eu estou
Minha alma é minha morada é o meu lugar
E assim vou levando a vida, assim eu vou
Desde que haja um abridor de garrafas
Cinzeiro com espaço para mais morte tragada
Assim eu chego em vários lugares em varias casas
Assim caminho pelo vale do amor, da vida, do calor da dor
Ou pelo vale do nada

Onde vou me encontrar?
Será que flutuarei a ponto de alcançar o céu?
De encontrar a mais bela estrela e a tirar para dançar?
Onde é que vou estar quando estiver no meu melhor estar?
Terei você aqui como símbolo do que amar?
Ou talvez me queimarei torto do meu jeito no inferno?
Não sei dizer, não sei o que pensar
Sei que quero um quarto brilhante
Ou quem sabe, qualquer lugar


Meus caminhos me levam aos mesmos lugares
Mesmo assim estou sempre a frente, sempre evoluindo
A cada dia subo mais andares
Misturo cerveja quente com brasa amanhecida
Vamos garçom me traga algo novo
Se não o tiver
Traga aqui sua mais forte bebida
E vamos ver aonde essa noite vai me levar!
E às vezes eu acho que só me falta alguém para amar (ou transar)
Tanto faz, às vezes me sinto como um monstro
(nem gosto de pensar)
Te cativo apenas para gozar
(só por hoje vou te amar)
E assim, aonde vou me encontrar? (ou cambalear)
Pode ser aqui nesse quarto limpo
Ou sei lá, qualquer Streptease House Show Bar

Eu posso te dizer sim em tudo
Por que não tenho nada a negar
Já que nunca tenho o que oferecer
(nada para te dar)
Minha vida jamais vou regrar
Eu escolhi viver
Eu escolhi viver

Atillas Felipe Pires
04/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O comediante

É tudo uma grande piada
Tudo uma grande piada
E quando você descobre que tudo é uma piada
Ser comediante é a única coisa que faz sentido
Nesse labirinto vivo
Neste tom mais brando de palhaço aborrecido
Sua maquiagem escorre com o choro
Lamentos noturnos banhados de fumaça tóxica
E la longe você escuta o uivar rouco de um cachorro
Feche a porta e finja um só sorriso para mim
Leve sua vida direto para a gargalhada perfeita
Assim terá um sorriso estampado em sua face
Quando o proeminente e doloroso fim chegar ao fim
E do alto sente seu corpo flutuar
La embaixo a calçada é dura e estreita..

Andando pelas ruas vejo um país repleto de repelente vencido
As moscas carniceiras tomam conta dos becos mal falados
Não vejo os bruxos sociais pelo caminho
Tão pouco as voadoras feiticeiras
As calçadas estão cheias de sangue colhado
E aquele homem, como em toda a sua vida
Morreu com um sorriso estampado no rosto
Pena que sua dor
Foi apenas presenciada pelos ratos de esgoto
Nem cheiro, nem cor, nem sabor nem rancor
Onde esta o amor?
Onde esta o amor?

...o baque é seco, o baque é mortal
Mas no caminho entre a janela e o chão
Há um longo caminho a percorrer
Seus pensamentos, suas lembranças dessa vida
Não deixam espaço para sua mente sofrer
O vento até que é suave
A queda parece uma ponte para a liberdade
Estranho gosto de morte na saliva
E é assim que termina? Me diga!

Um comediante que vê graça até na morte
Que assim seja. Ele tira sarro!
De face a face ele evapora fumaça de charuto
E sorri pela ultima vez
Conta sua ultima piada com o olhar
Com 67 anos, corpo cheio de wisky, até que o fim não veio tão abrupto
Esperado ele diz: Finalmente
Seu espelho de vida é quebrado, ele sangra pela mente
Mesmo assim, sempre rindo
Nunca comovente

E quem vigiara os guardiões?

Atillas Felipe Pires
02/09/2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Vista

Do meu ponto de vista vejo de longe a sua vista
E quem me dera poder ver sempre
O sol se pondo com tantas cores
Me nego a acreditar que tanta gente ignora essa vista
Corra atrás das belas artes, desfrute, invista.

Atillas Felipe Pires
28/08/2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Hoje comprei um novo livro Ontem terminei meu ultimo livro Páginas amarelas das escritas de um bêbado amoral Estou pensando em me transformar Mudar o jeito do meu convívio Quem sabe um pouco mais de leitura de jornal Sem me cansar jamais Das notícias de um país de senso tão banal Não me alimento das mazelas do inimigo Repito comigo: Livrai-me de todo o mal Eu tenho em minha janela um apanhador de sonhos Eu tenho em meu travesseiro uma linha de metas Alimento todas as manhãs meu sonhos Não tente, faça! E quando paro para pensar, me vêm fatos medonhos De fracassos tão próximo e tão distantes Repito comigo: Tenho corações em mil estantes Hoje eu acordei com um milhão de anjos ao meu redor Direitos e Esquerdos, luta transcendental Diárias escolhas entre o que se deve ou não fazer Não tente, faça! E eu me volto ao estilo do cara tão sentimental Se aproxime um pouco mais Me apaixono por mim, e te faço ficar sem graça Eis aqui, mais uma peça para o varal Eis aqui, mais uma vida em derradeira desgraça Prazer, essa é minha graça Prazer, essa é minha graça. 16/08/2013