segunda-feira, 4 de março de 2013

E o que conseguimos ver do alto
Quando nos permitimos flutuar
Ser léve como uma pena
E com as estrelas ir dançar?

E ver que cada uma delas pode ser um momento
Um brilhante momento bom da nossa vida
Que nunca se foi
Lembranças boas que não merecem ser esquecidas
Todas as noites antes de dormir essas estralas brilham
Brilham no teto de faz de conta da minha beliche
E eles diziam: a eternidade não se mede pela idade
Para cada estrela que conquistei e cativei
Um belo sonho eu já sonhei
E que meus momentos se tornem infinitos
Como o céu e seu adorno simbólico
Brilha, bem forte e me ilumina, belas estrelas que pesquei

Com meu jeito jovem, rebelde, rasgado, politico amassado
As estrelas da minha vida
Me fizeram ver o quanto há brilho no inicio, no meio e até mesmo na partida
Quando deixa de ser mal compreeendida
E aceita, se tampa a ferida
Estrela mais linda, com charuto de otário
Eu vejo sem pensar
E me mostro um salafrario
Algo a dizer? Sim
Estrela que tem um brilho sem fronteira
Brilho eterno, brilho sem fim
Mas quando deixo de flutuar como uma pena
Sinto novamente o gosto da poeira
E tudo volta a ser como era
Ou foi, ou vai, que seja, quem vai
Olha lá
Quem poderia adivinhar
No mesmo lugar, no mesmo altar do sacrificio do romance
Ali esta, no mesmo lugar, quem poderia adivinhar
Que assim, sem mais nem menos o tempo ia curar
Assim sem mais nem menos o tempo ia passar
E assim devagar, se foi
Já passou.

Atillas Felipe Pires
04/03/2013

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