segunda-feira, 19 de maio de 2014

O brilho em meu olhar

Eu quero fascinar as pessoas de riso fácil
Que entendam de cór o meu prefácio
As pessoas de alma reluzente
Que me encantam a distância
Que estrangule meu bloqueio ou ao menos tente
Que pelo prazer de dar prazer esteja pronta para amar
Por que eu sei que olhando no olho da pessoa certa
O reflexo em minha retina
Pode ser o eterno brilho do meu olhar
Quem me vê talvez não acredite
Mas minha maneira desajustada esconde a verdade de um ser
Que nas nuvens do tédio busca esse olhar, busca esse jeito de amar
Esquecendo ao relento o que o passado escreveu uma vez
Procurando no vácuo da noite algum ato de acalento
Delineando linhas tortas pelas vidas que frequento
Nem amizade, nem afinidade
Ao final repitido, sempre a cópia de um mesmo momento
Um ponto final sem abraço
O nó cego no laço
Minha trilha é me embriagar de sensatez
Agir na contra-mão do filósofo
Que surrando me diz: que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez
Uma vez!
Atillas Felipe Pires
19/05/2014

Nenhum comentário:

Postar um comentário