quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vênus

A ausência de brilho nos olhares cinzas
Desse bloco de pessoas ranzinzas
Onde foi parar a alegria no olhar
Onde foi parar o riso fácil que preenchia esse lugar

Não falo aqui de sentimento vil
Ou quem sabe alguma joia que minha retina não viu
Meu verso é simples é tanto o que é que não sabe o que é
Na confusão que me domina, estico os braços e amarro outra pulseira no pé

Eu tento nessa civilização decadente manter bem firme a minha fé
Mas olhando a distância é difícil acreditar que tudo isso não é o que é
Tudo o que vemos, me faz querer sair daqui, pousar em Vênus
Mitigar meu pensar, alinhar meus envolvimentos

Atillas Felipe Pires
08\02\2018
 

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