terça-feira, 10 de julho de 2012

Prazer, liberdade, liberdade, prazer


Nunca pensei que fosse ser desse jeito
Um cara assim como eu, meio assim, sei la
Um tal maluco sem jeito
Cheio de malandragem
Encharcado de álcool e defeito
Esse branco desajeitado, pra cá pra lá

Quem diria que seria assim
Que simplesmente numa tarde quente
Eu iria reparar em você
Olha como são as coisas, olha o que causou em mim
Quando te vi, passando devagar
Eu apreciando o mar
Sem reparar em nada a minha volta
Nos foninhos tocava SOJA sem parar
E de repente você me seduziu, sei que sem querer
Desviei meu olhar para o seu lugar
Olha só que coisa
Quem diria que aconteceria assim
Olha só tudo que causou em mim
De repente me vi sem pensar
E o som continuava a tocar
Criando o clima mais perfeito que já existiu
Criando uma paz no interior
Uma coisa maluca dentro de mim
Pena que você nem me viu
Pena que você nada sentiu
Apenas passou, sem me olhar
Passou, também olhando o mar
Passou devagar
Parecia desfilar pra mim
Que tava ali parado
Pensando em milhão de jeito de te convencer
De te ganhar
Te seduzir como você me seduziu
Garota, de verdade, me ajude a respirar
To precisando de algo mais
Tipo assim, você, sei la
To precisando, te conquistar
Te levar pra casa, e te fazer caricias devagar
Te fazer ter motivos eternos pra sorrir sem parar

Essa tarde ta perfeita, essa tarde ta maneira
Só de ficar aqui sentado
Ouvindo a coletânea inteira
A galera ali do lado, bebendo uma cerveja
E eu aqui, viajando na sua tattoo de cereja
Isso sim é o dia que eu merecia
Vê se me olha
Quero te ganhar no olhar
Vê se vem pra cá
Vou te conquistar, quero te beijar
Dessa vez não
Dessa vez não posso deixar passar

Ah não, não vou deixar passar
Hoje eu ganhei meu dia
Que delicia te olhar deitar
Na toalha de araras azuis, que visão sensacional
Que imagem perfeita, tendo de fundo o mar
Me diz o que faço parceiro
Chega mais perto me da uma luz
To precisando chegar nessa mulher
Pra poder dizer, que tenho o mundo inteiro
Dizer que como ela nada mais me seduz

Eu ali ainda bobo, e ela deitada
Tirando onda
Lá vem a onda, acho que vou nessa
De prancha malandrão
Surfando e reparando
Agora nela me reparando
Essa menina ta tirando onda meu irmão

Acho que sem medo
Vou chegar
Vou me aproximar
Olhando bem pra mim
Sei que ela vai gostar
Cara de menino
Novinho que não é da área
Lábia convincente
Cabelo que não vê pente
E um jeito irreverente

Menina te prometo
Acho que nos próximos minutos eu vou te amar
Sei que é exagero
Então confesso
Disse isso por que to afim de te beijar
Um crédito na sinceridade
Vai lá garanto que você vai gostar
O produto é de primeira
E eu estendo a validade
Depende da sua intensidade
Depende da sua insanidade
E do tamanho da sua vontade
Depende da sua idade
Pouca ou muito, vamos nessa sem moralidade
Olhe bem, diga o que convém
Olhe bem
Vem comigo vem
Pra sempre, só por hoje
Pra sempre, só agora
Sem frescura, sem identidade
Apenas não podemos ficar de fora
Desse clima, perfeito
Desse momento que vigora
Preste atenção no meu jeito
E vai sentindo devagar
Essa vibração que invade seu peito
Esse sou eu..
O imperfeito mais perfeito
Que você, nessa e na outra vida conheceu
Prazer..
Olhou, gostou, beijou
E nem percebeu
Quando olhou pro lado
Como nuvem ele desapareceu!
Deixou escrito na área
“Foi bom, mais pra mim já deu!”

Atillas Felipe Pires
10/07/2012

Livre-se

As vezes chego a conclusão que só queria abrir uma nova janela
Que queria fazer algo novo, e ver um novo céu
Chego a conclusão, que o importante é viver sem regras
Analisar o que der e não se fazer de eterno sentinela

De repente a vida passou
E muitos anos se foram
As pessoas se foram sem te dar um beijo
Sua vida mudou, seu corpo engordou
Mais sua mente inchou

E se você continuar onde esta
Com a janela trancada, sem ver o novo céu
Continuará sem ter um motivo
Mesmo que seu motivo não seja claro
Você deveria dos seus olhos retirar esse véu

Lá fora há uma luz,
Lá fora há outra vida
Que você precisa conhecer
Que você precisa viver
E jamais se esquecer
Cuidado para não estar somente vivo
Mais não vivendo
O barato da vida é errar
Quem erra conhece os dois lados
Quem erra aprende muito mais
E sabe como é, sei la
Sabe muito bem como se faz
Se faz para sofrer menos
Se faz para fazer melhor amanhã
Se faz para viver e não sobreviver

Vivemos num mundo de regras falsas
Ditadas pelo efêmero prazer
Sou desse mundo sujo
Vivo, e vivo feliz desse jeito
Mais com todo respeito!
Sei que isso esta longe do perfeito
Mais garanto, que pra mim
Isso é direito
Condiz com viver, condiz com errar
Vamos lá, vamos andar
Vamos lá, vamos beber
Vamos lá, não vamos fazer nada e sentar
E esperar nossas vidas passar
Na nossa frente, como um filme
Comovente e sem qualidade
Com cenas, torcidas pelo álcool
Ou sofridas pelo amor
Com cenas com muito sabor
Ou sem nenhuma cor
Filme retalhado, em diversos períodos
Filme que não é filme é teatro
Teatro que não é teatro é filme em preto-e-branco
Filme colorido, cheiroso
Filme sem sentido, posso ser bem franco?
Filme mentiroso

Quem ditou minha vida
Quem me deu ordens invisíveis
O mundo fez isso por mim
A vida regrou meu mundo
Que colocou tanta coisa em mim
Não sei o que dizer sobre o que quero dizer
Mais sei o que quero dizer
Muito bem
Olá, garota, muito prazer
Prazer em te ver
Prazer em te conhecer
Prazer em nem saber quem é você
Prazer eu dizer: some daqui, odiei te conhecer
Tanto prazer, pra chegar ao fim sem nenhum prazer
Tanto querer, pra chegar ao fim
Dizendo, não quero nunca mais te ver
Se for assim..
Por que dizer no inicio, muito prazer?
Essas regras são hipócritas
Essas regras definem os seres desse mundo
Como eternos primatas
Animais idiotas que se vangloriam em ser poliglotas
Mais no fundo, não conhecem nenhuma forma de amor
Só o sexo, por isso dizem tanto prazer
E agora, o que eu vou fazer?
Nada!
Afinal sou daqui..vivo aqui
E adoro o prazer.
Por isso, ouça muito bem o que vou dizer:
Muito prazer!

Atillas Felipe Pires
25/06/2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Falando de mim

...um dia eu espero te reencontrar, numa bem melhor, cada um tem seu caminho eu sei foi até melhor _ Chorão!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Laputanga


Hoje eu acordei cercado de bebidas quentes pela metade
Deitado ao lado de alguém de pouca idade
A culpa não foi minha
O gelo acabou
E ela usava muita maquiagem

A noite deve ter sido boa
Não me lembro, mais sinto que parte da minha alma voa
Quando se liberta, se desfaz
A nova parte, dessa que subiu
Esta sendo criada com bem menos dor,
,,que isso rapaz?
Quando se liberta, se desfaz?

Essa noite foi a melhor de todas
Quando conto apenas com as demais dessa semana
Bar sujo, balada alternativa, carro carregado
Churrasco pobre, pinga barata
Com tudo que enlouquece o delegado
Temos ouro roubado, e muita prata forjada

Todos os dias um pouco mais de curtição
Viagem sem nexo, num mundo complexo
E tudo gira sem parar
Não sei por que, mais sempre terminamos num bar
Ou em qualquer outro lugar
Onde haja gente bonita, gente feia, mulheres simpáticas
Que sempre querem dar..
...um beijo, um olhar, um abraço, um cheiro doce
Ou apenas chupar..
..a bala ardida que alimenta nosso álito
Tudo faz parte da nossa vaidade
Ou da nossa idade
Ou sei lá do que, somos tão precoce

A calçada é o templo dos loucos
A noite sua morada
E as mulheres suas fadas
Nos duendes noturnos, os melhores conselheiros
Sem freios, com eternos devaneios

Se essa é a vida, tão ruim como nos mostra
A melhor coisa que temos é viver do nosso jeito
Minha vida no mundo ideal é muito melhor
Cansei de procurar o meu melhor
Agora sei que só em mim encontro o meu melhor
Meu lado melhor, meu melhor lado
Sou santo, e polido
Para conseguir o que me faz feliz quando sou de verdade
Quando a noite cai, sou demoníaco safado
Sem essa de que sou fingido, de que sou covarde
Te encaro e te intimido..
Dei um tiro no  cupido
Agora o negócio é sempre mais
Afinar o cumprido
E agir como se não houvesse nenhum tipo de compromisso
Como de fato não tem
Agora, vamos ver o que de bom nos vêm
Somos assim meu bem
Sinceramente, você é assim também
Sem moral, sem lucidez
Mais com muita inteligência
E um emprego legal
Carro novo, vida nova, agora chegou nossa vez

E assim vamos indo, sem medo
Na loucura sensata
No livre instinto, analisando e sempre subindo
Como se o amanhã fosse uma dádiva
Que é reservado para o sono
E a ressaca que se segue
Uma moral pesada pelas bobagens
Um corpo cansado pelo álcool
Mais uma mente livre dos receios e dos anseios
Agora, simplesmente, simples
Vem amigo, olha só aquela garota ali
Que tamanho de seios
E cabelos claros
Você sabe o que significa
Você sabe o que fazer
E muito bem onde o paraíso fica

Mais que coisa maluca, é coisa de pica..
...picaretagem, que coisa maluca, quanta xana..
Xanafobia de maluco é sacanagem...malandragem
Vem que vem
Só me diga a sua idade!

Ainda ontem fomos na loucura
Pra outra cidade, todo mundo na nave
Muita lata, fumaça, e risadas alucinadas
Agora é férias meu caro, agora é festa sempre acordado
Que venha outra vez, mais nem te conheço
Não me diga seu preço
Não vou te comprar
Pra você, basta tão somente um olhar
E nada mais para te ganhar
Depois, te peço com carinho
Para não se apaixonar
Senão, sem dó
Seu coração no meu varal, eu quase sem querer
Vou pendurar

Ai que machismo, ai que sexismo..
Ai que isso, ai que aquilo
Sai pra lá com essa moralidade falsa
Todo mundo sabe, disso e daquilo
Sem hipocrisia
Falo o que você sente vontade de fazer
Falo sem medo de te ofender
Falo com verdade e bem tranqüilo

Evolua seu pensamento e pare de viver no passado
A vida é a verdade
A verdade é a vida
Sem frescura, sem querer ser o que não é
Se todo dia no banheiro
Você goza no seu pé
Ou molha sua calcinha antes de dormir
Agora vai me julgar
Por que escrevo sua vida?
Sem essa, não tenho medo
De tocar em nenhuma ferida
Já estou contaminado, faz muito tempo
Agora o que resta, é viver sem correria
Viver sem nenhum tipo de juramento
Sem pudor, sem medo e com alegria

E sem pudor como dito
Vou parando por aqui
Chego ao fim!
Sabendo, que não tem nada disso dentro de mim
Apenas, do dedo para fora.
Arte, simplesmente..
Fascinante e um pouco, bem pouco
Comovente!

Atillas Felipe Pires
22/06/2012

Soldado chorador


O que te faz por um jeans rasgado e sair para rua?
Mas não reclamar enquanto todos te fazem clamar?
O que te faz ser rebelde assim, aqui ou ali, fumar e não se vestir na saída?
Mas não protestar, contra aqueles que te impedem de cantar? E te fazem trabalhar!
Como o sol te toca, toca a todos, como a lua brilha, brilha em todos
O que te faz correr desajustado na penumbra noturna?
E não produzir qualquer idéia numa maquina velha de escrever
E sei lá, de repente fazer alguém sorrir!
Sem resposta sem medo, de joelho de repente um pente sem dente
Sem medo sem receio, essa rua é sem fim
Esse não é o caminho, jovem, sem idéias, ateu sem Deus
Sem sentido, sem memória, sem nada em fim
Quando veio aquele momento você fraquejou
Te recrutaram e você não retrucou
Perdeu sua essência sem lutar, e foi chamado para lutar
Disseram: Cabelos longos não usa mais, nem toca a sua guitarra e sim...
A outra parte causa morte, causa barulho
Um susto, um furo que causa bem mais que uma morte
Sua alma se foi com o som da mesma nota Ra ta t a ta
Seu violão ganhou novos formatos, frio e cinza
As meninas não podem acreditar
Seu jeans costuraram, seus broches agora são medalhas
A língua vermelha para fora
Que costumava usar como símbolo da adolescência
Se perdeu no meio do que dizem ser decência
Mas representa a sua eminente decadência
Agora se tem uma bandeira
Sua guerra não é sua, mas é você quem a faz
Jovem solicitado, entregue sem dó a outra fronteira
Longe das bandeiras que cercam quintais
Você olha para o alto é vê a sombra sonora de um jato atirador
Fala um para o outro
Nossas crianças estão longe daqui, e de repente eu vi você cair
Nunca mais vou pode te ouvir
Nunca mais vai poder me dizer o que você sentiu
Quando pela primeira vez cantou sobre a liberdade
De como era bom viver lendo livros da Janis, Led Zeppelin, Beatles e dos RollingStones
Quem vai saber o que você sentiu
Quando passava a tarde inteira fingindo ser soldado
Agora nesse campo, não vê amigos nem mais garotas
Sente vindo ao lado
Sangue em gotas
Sangue em gotas
E aquele orvalho que costuma existir no fim de setembro
Não vai mais poder te acordar
Me perdoe amigo, mas não posso te deixar dormir até o fim de setembro
O senhor da guerra odeia o sono das crianças
O seu sonho é voltar e encontrar as meninas, o bar da esquina cheio
Mas esse sonho não realizará
...pois nessa guerra apenas o seu corpo vai voltar
E vão atirar ao alto em sua memória
Seu coração não vai estar
Mais suas medalhas sim
Suas medalhas sim..
Atillas Felipe Pires
09/01/2011