sexta-feira, 22 de junho de 2012

Laputanga


Hoje eu acordei cercado de bebidas quentes pela metade
Deitado ao lado de alguém de pouca idade
A culpa não foi minha
O gelo acabou
E ela usava muita maquiagem

A noite deve ter sido boa
Não me lembro, mais sinto que parte da minha alma voa
Quando se liberta, se desfaz
A nova parte, dessa que subiu
Esta sendo criada com bem menos dor,
,,que isso rapaz?
Quando se liberta, se desfaz?

Essa noite foi a melhor de todas
Quando conto apenas com as demais dessa semana
Bar sujo, balada alternativa, carro carregado
Churrasco pobre, pinga barata
Com tudo que enlouquece o delegado
Temos ouro roubado, e muita prata forjada

Todos os dias um pouco mais de curtição
Viagem sem nexo, num mundo complexo
E tudo gira sem parar
Não sei por que, mais sempre terminamos num bar
Ou em qualquer outro lugar
Onde haja gente bonita, gente feia, mulheres simpáticas
Que sempre querem dar..
...um beijo, um olhar, um abraço, um cheiro doce
Ou apenas chupar..
..a bala ardida que alimenta nosso álito
Tudo faz parte da nossa vaidade
Ou da nossa idade
Ou sei lá do que, somos tão precoce

A calçada é o templo dos loucos
A noite sua morada
E as mulheres suas fadas
Nos duendes noturnos, os melhores conselheiros
Sem freios, com eternos devaneios

Se essa é a vida, tão ruim como nos mostra
A melhor coisa que temos é viver do nosso jeito
Minha vida no mundo ideal é muito melhor
Cansei de procurar o meu melhor
Agora sei que só em mim encontro o meu melhor
Meu lado melhor, meu melhor lado
Sou santo, e polido
Para conseguir o que me faz feliz quando sou de verdade
Quando a noite cai, sou demoníaco safado
Sem essa de que sou fingido, de que sou covarde
Te encaro e te intimido..
Dei um tiro no  cupido
Agora o negócio é sempre mais
Afinar o cumprido
E agir como se não houvesse nenhum tipo de compromisso
Como de fato não tem
Agora, vamos ver o que de bom nos vêm
Somos assim meu bem
Sinceramente, você é assim também
Sem moral, sem lucidez
Mais com muita inteligência
E um emprego legal
Carro novo, vida nova, agora chegou nossa vez

E assim vamos indo, sem medo
Na loucura sensata
No livre instinto, analisando e sempre subindo
Como se o amanhã fosse uma dádiva
Que é reservado para o sono
E a ressaca que se segue
Uma moral pesada pelas bobagens
Um corpo cansado pelo álcool
Mais uma mente livre dos receios e dos anseios
Agora, simplesmente, simples
Vem amigo, olha só aquela garota ali
Que tamanho de seios
E cabelos claros
Você sabe o que significa
Você sabe o que fazer
E muito bem onde o paraíso fica

Mais que coisa maluca, é coisa de pica..
...picaretagem, que coisa maluca, quanta xana..
Xanafobia de maluco é sacanagem...malandragem
Vem que vem
Só me diga a sua idade!

Ainda ontem fomos na loucura
Pra outra cidade, todo mundo na nave
Muita lata, fumaça, e risadas alucinadas
Agora é férias meu caro, agora é festa sempre acordado
Que venha outra vez, mais nem te conheço
Não me diga seu preço
Não vou te comprar
Pra você, basta tão somente um olhar
E nada mais para te ganhar
Depois, te peço com carinho
Para não se apaixonar
Senão, sem dó
Seu coração no meu varal, eu quase sem querer
Vou pendurar

Ai que machismo, ai que sexismo..
Ai que isso, ai que aquilo
Sai pra lá com essa moralidade falsa
Todo mundo sabe, disso e daquilo
Sem hipocrisia
Falo o que você sente vontade de fazer
Falo sem medo de te ofender
Falo com verdade e bem tranqüilo

Evolua seu pensamento e pare de viver no passado
A vida é a verdade
A verdade é a vida
Sem frescura, sem querer ser o que não é
Se todo dia no banheiro
Você goza no seu pé
Ou molha sua calcinha antes de dormir
Agora vai me julgar
Por que escrevo sua vida?
Sem essa, não tenho medo
De tocar em nenhuma ferida
Já estou contaminado, faz muito tempo
Agora o que resta, é viver sem correria
Viver sem nenhum tipo de juramento
Sem pudor, sem medo e com alegria

E sem pudor como dito
Vou parando por aqui
Chego ao fim!
Sabendo, que não tem nada disso dentro de mim
Apenas, do dedo para fora.
Arte, simplesmente..
Fascinante e um pouco, bem pouco
Comovente!

Atillas Felipe Pires
22/06/2012

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