O que te faz por um jeans
rasgado e sair para rua?
Mas
não reclamar enquanto todos te fazem clamar?
O
que te faz ser rebelde assim, aqui ou ali, fumar e não se vestir na saída?
Mas
não protestar, contra aqueles que te impedem de cantar? E te fazem trabalhar!
Como
o sol te toca, toca a todos, como a lua brilha, brilha em todos
O
que te faz correr desajustado na penumbra noturna?
E
não produzir qualquer idéia numa maquina velha de escrever
E
sei lá, de repente fazer alguém sorrir!
Sem
resposta sem medo, de joelho de repente um pente sem dente
Sem
medo sem receio, essa rua é sem fim
Esse
não é o caminho, jovem, sem idéias, ateu sem Deus
Sem
sentido, sem memória, sem nada em fim
Quando
veio aquele momento você fraquejou
Te
recrutaram e você não retrucou
Perdeu
sua essência sem lutar, e foi chamado para lutar
Disseram:
Cabelos longos não usa mais, nem toca a sua guitarra e sim...
A
outra parte causa morte, causa barulho
Um
susto, um furo que causa bem mais que uma morte
Sua
alma se foi com o som da mesma nota Ra ta t a ta
Seu
violão ganhou novos formatos, frio e cinza
As
meninas não podem acreditar
Seu
jeans costuraram, seus broches agora são medalhas
A
língua vermelha para fora
Que
costumava usar como símbolo da adolescência
Se
perdeu no meio do que dizem ser decência
Mas
representa a sua eminente decadência
Agora
se tem uma bandeira
Sua
guerra não é sua, mas é você quem a faz
Jovem
solicitado, entregue sem dó a outra fronteira
Longe
das bandeiras que cercam quintais
Você
olha para o alto é vê a sombra sonora de um jato atirador
Fala
um para o outro
Nossas
crianças estão longe daqui, e de repente eu vi você cair
Nunca
mais vou pode te ouvir
Nunca
mais vai poder me dizer o que você sentiu
Quando
pela primeira vez cantou sobre a liberdade
De
como era bom viver lendo livros da Janis, Led Zeppelin, Beatles e dos
RollingStones
Quem
vai saber o que você sentiu
Quando
passava a tarde inteira fingindo ser soldado
Agora
nesse campo, não vê amigos nem mais garotas
Sente
vindo ao lado
Sangue
em gotas
Sangue
em gotas
E
aquele orvalho que costuma existir no fim de setembro
Não
vai mais poder te acordar
Me
perdoe amigo, mas não posso te deixar dormir até o fim de setembro
O
senhor da guerra odeia o sono das crianças
O
seu sonho é voltar e encontrar as meninas, o bar da esquina cheio
Mas
esse sonho não realizará
...pois
nessa guerra apenas o seu corpo vai voltar
E
vão atirar ao alto em sua memória
Seu
coração não vai estar
Mais
suas medalhas sim
Suas
medalhas sim..
Atillas
Felipe Pires
09/01/2011
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