quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu museu particular!

“Depois de tanto sofrer, vc passa a ver a vida de uma maneira mais fácil, de uma maneira mais humana e deixa de lado seus desejos de ser aquilo que vc não deve ser, vc deixa de lado aquela incontrolável vontade de ter coisas das quais vc não precisa ter, só depois de tanto sofrer vc passa a ver a vida com outros olhos, com os olhos da simplicidade com os olhos da simpatia do amor e da bondade, vc acaba por deixar de lado a sua vaidade, sua imaturidade e passa a ser aquilo que vc deveria ter sido desde o inicio, e só agora depois de tanto sofrer vc aprende que as coisas boas da vida estão nos pequenos detalhes que quase sempre passam sem que vc ao menos os veja, na amizade, no amor, no abraço dado, no abraço recebido,no beijo sincero ou ate mesmo no conselho dolorido.
Depois de tanto sofrer, vc descobre que deveria ter acreditado naquelas pessoas que sempre te mostravam que vc estava errado, mais vc sempre as ignorou,era exatamente nessas pessoas que vc deveria ter acreditado desde sempre, apenas depois de tanto sofrer vc passa a acreditar que só o amor é capaz de transformar todas as coisas, que só o amor é capaz de te transformar, e agora vc realmente cresceu e finalmente evoluiu, finalmente vc deixou as coisas fúteis de lado e passou a dar valor nas coisas que realmente importam, e passou a olhar com outros olhos os detalhes que a vida lhe oferece, e só agora vc aprende a dar valor nas oportunidades e nas portas que durante toda a sua historia lhe foram abertas, mais vc sempre as ignorou. E só agora vc realmente é capaz de entender o por que as pessoas não o entendiam, vc agora sabe que o errado sempre foi vc, e não elas. Agora vc se transformou, o tempo enfim fez seu papel e tudo mudou.
Agora vc cresceu. "

Atillas F. Pires

28/03/2008

terça-feira, 27 de setembro de 2011

...Capitulação!









Estilo under, bem rasgado, bem largado
Singelo bem informado, cabelo claro mal cuidado
Maluco com noção, engraçado mal humorado
Não me faço como eu quero
Mas sou tudo aquilo, que me faz ter o que quero
Não me peça modéstia, não sou assim
Detesto o correto e as regras sociais, detesto o arrumado
Mais um grito, mais um ato desajeitado
Sou desorganizado, sou livre, sou feliz abandonado
Me desfaço num momento, da rotina de engomado
Esse não é o meu mundo
Mas eu sou desse mundo, sou bonito, sou forjado
Sempre acho o que procuro, por isso me acho
Mesmo quando estou perdido
Em cima desse muro, sem rumo com murmuro
Eu sou da noite, eu vivo a noite
Cada bar, cada posto de chegada, uma nova sensação, um novo beijo
Pareço estar em uma nova estrada
Mais um gole, mais um trago
As vezes me jogo, me faço de açoite
Sou sofredor, amável, romântico, poeta, as vezes com lábia de encantador
Noutras, sou animal, carniceiro, predador
Não importa o dia, não importa o calor
Nem te conheço, mas vou com você a onde for
Eu sou assim, tem tudo de tudo dentro de mim
Faço coisas sem motivo, noutras crio motivo numa flor
Ou num terrível podre odor
Não importa a porta de saída dos meus pensamentos
Importa o que transmito de minhas inspirações
Já falei de amores, paixões, passadas emoções
Agora falo de mim, quero escrever coisas sem fim
Tiro motivos da falta de motivos, tiro motivos de mim
E sem mais nem menos,
Paro por aqui, chego ao fim.
Atillas Felipe Pires 27/09/2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


A tua vida é a tua vida
Não a deixes ser dividida em submissão fria.
Está atento
Há outros caminhos,
Há uma luz algures.
Pode não ser muita luz mas
vence a escuridão.
Está atento.
Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.
Conhece-las.
Agarra-las.
Não podes vencer a morte mas
podes vencer a morte em vida, às vezes.
E quanto mais o aprendes a fazê-lo,
mais luz haverá.
A tua vida é a tua vida.
Memoriza-o enquanto a tens.
És magnífico.
Os deuses esperam por se deliciarem
em ti.

Charles Bukowisk

domingo, 25 de setembro de 2011


Eu quero vida boemia
Eu quero uma fantasia
Viver, de dia como a noite, de noite como o dia
Quero sorrir, e me iludir..
Quero ir e vir, beber, me divertir
Eu quero não querer
Eu quero, ter sempre algo pra querer
Saber viver, saber sofrer
Eu quero morrer, se for sorrindo
Eu quero viver, se for sorrindo
Minha vida, meu estilo, minhas roupas, minhas palavras
Quero novas ondas, novas moradas
Procurar mais longas paradas
Num forte ao norte, numa viajem, numa noite quente..
Sem nada, sem amor, sem calor, sem nenhuma vantagem
Ainda um pouco comovente
Estar em qualquer lugar, que seja um lugar
Mas feliz, por estar ali..ou aqui, quem sabe o que vai vir
Desejar o indesejável, viver  a vida como uma eterna noite
Um vento de açoite, sem rumo, sem direção
Me bate, me estremece o coração
Uma nova onda, uma nova oração, sem amém..
Testando e evitando o que convém, quanto desdém
Eu quero nova falha, novo erro
Eu quero o novo, sem medo, sem enterro
Eu quero novas, novas velhas, novas novas..
Eu quero sorrir, quero ir e vir, andar, me equilibrar, cair
Eu quero o seu querer
Eu quero compartilhar o seu prazer
Nada, como ser nada
Sem medo, sem olhar a estrada rodada
Eu quero seguir a trilha
Minha maluca, mais sensata covardia
Quero me confundir ao tentar te confundir
Eu quero sonhar, amar, chorar...amar
O verbo mais bonito, sinônimo das antigas atividades semanais
Coisas pequenas, relevâncias tão banais
Eu quero minha vida
Eu quero um sincero adeus na próxima partida
Eu quero um copo largo de wisky, com gelo
Quero mexe-lo com o canudo, ainda nessa vida
Cercado por móveis caros
Apreciando nessa velha, minha nova vida
Eu quero querer, comover, arder, prever,
Eu quero ter
Quero um espelho grande, num quarto
Sozinho no tapete, vejo de longe um prédio
Pelo janela aberta ¼..
Vejo daqui de cima, coisas que passam despercebidas
Eu quero percebê-las..
Eu quero ser artista, quero ser equilibrista
Eu quero ser roteirista, ser o novo baixista
Eu quero escrever, sonhar, sofrer, amadurecer
Quero deixar legado,
Quero ser um eterno, mas sempre bem arrumado, largado!
Eu quero, sem dúvida, ser o que eu quero ser..
Venha me ver, eu quero te ver..
Nesse, ou no outro amanhecer
Nesse ou no outro sopro do nosso viver!
Sem nada, sem nada, sem nada
Sem nada a promover..
...vamos ver o que vai ser!
Acho que agora é hora de descer..
Foi ótimo, ao seu lado escrever.

Atillas Felipe Pires 26/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

LUZ CLARA, CLARA LUZ


Que vem quando menos se espera
Com uma força sem igual
Me ajuda, me banha, me recupera
Luz clara que durante o dia é do sol
Durante a noite é da lua..
Te encontro, aos domingos na rua
Vem, vem comigo, luz clara que me livra da cruz
Ilumina o caminho, me livra das sombras
Que mágica! Me tira da solidão..
Luz clara, que me anima
Luz clara, que me convence e me conquista
Me tira da loucura, espanta meus pensamentos
Ilumina o caminho do esquecimento dos antigos juramentos
Parece que enviada por anjos
Me faz sentir outros ventos
..e os sinto, leve, constante, brilhante, quando me toca
Um forte novo diamante
Luz clara, que me conduz a luz
Luz clara, suas cores me impressionam..
Clara, azul, amarelo ouro..e pintas!
Luz clara..
..a exteriorização e exatidão de tudo que eu precisava
Me pego num mundo do sub-mundo
Me vejo moribundo..
Um sem jeito, maluco vagabundo
 Sem jeito, sem peito
Cercado de sombras e tri-jeitos
Malabares sem sentido, sem rumo, sem destino
Invento cores, saliento amores
Luz clara, que mesmo diante do relato de terrores
Me livra de temores..
Engana minhas dores, meu quarto cheio de dissabores
Luz clara, clara como Clara..
Que do nada, surge, abstrata..e me convence
Me lembra do meu mundo
Me faz ir atrás, das coisas boas que há em mim
Me faz lembrar que essas coisas ainda me pertencem
Uma viagem ao meu interior
Sem realidade, sem vaidade..
Há coisas, que devem passar, com ou sem vontade
Luz clara, quanta vantagem
Luz clara, quanta coragem
Luz clara, obrigado
Pela luz, luz clara que me trouxe.

Atillas Felipe Pires
22/10/2011

domingo, 18 de setembro de 2011


..e o pior que um romance de qualquer gênero tem, é deixar-nos perfeitamente insensíveis ao romântico...curar a alma por meio dos sentidos e os sentidos por meio da alma, a memória dos pecados antigos era destruída pela loucura de pecados novos. - Oscar Wilde

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Preferências

Eu prefiro preferir, gritar, sorrir
Eu prefiro ir
Ao estático mundo daqueles que não rolam
Eu prefiro desmoralizar, gozar na vida
Ao doloroso mundo daqueles que apenas curam suas feridas
Eu prefiro os desajustados noturnos
Ao tédio daqueles que não sabem amanhecer
Que não brindam o entardecer
Daqueles que caem como não se deve
Quando se permite sofrer
Eu prefiro procurar um outro meio
Um outro começo
Afogar qualquer tipo de receio
Prefiro viver como aqueles que nascem pra viver
Ao terror vivido por aqueles que negam o prazer
Prefiro viver, pra amar, pra beber..sofrer
Ao melancólico fim, daqueles que não viveram
Eu prefiro ser, prefiro ter, prefiro chorar
Ao ser como aqueles que vivem o real, sem sonhar
Eu prefiro me ver num mundo paralelo
Patrocinado pelas imoralidades que acompanham nossa idade
Aos caretas, que correm atrás do vento
Sem viver o movimento, sem aproveitar do hoje o seu momento
Eu prefiro estar aqui
Ao planejar ali
Eu prefiro o agora, sem rodeios, sem demora
Ao guardar impulsos, esquecer de estar, visando apenas objetivos pra alcançar
Eu prefiro morrer depois de viver
Ao viver, esperando pura e exclusivamente a hora de morrer
Eu prefiro amar, e por isso sofrer, agonizar
Ao vazio mundo, daqueles que nunca tiveram a quem amar
Eu prefiro procurar no amor a pureza que sempre se Poe
Que como o pôr-do-sol, vem e vai
Bonito e  breve que sempre some ao entardecer
Ao mundo cinza, daqueles que ignoram a abstração
Eu prefiro me adaptar ao novo começo
A solidão triste dos abandonados, mesmo nos meus tropeços
Eu prefiro o cigarro, a bebida, as noites acompanhadas
A solidão dos estudantes depressivos, futuros magnatas
Eu prefiro o irreal que se tem no real
A vida sem graça dos que vivem apenas aqui
Acompanho o ideal
Talvez apenas o meu ideal
Mas prefiro assim..prefiro assim!
Agora, há monstros dentro de mim
Dessa vez, parece que realmente chegou..
..Realmente chegou, o fim!

Atillas Felipe Pires – 09/set/2011