Singelo bem informado, cabelo claro mal cuidado
Maluco com noção, engraçado mal humorado
Não me faço como eu quero
Mas sou tudo aquilo, que me faz ter o que quero
Não me peça modéstia, não sou assim
Detesto o correto e as regras sociais, detesto o arrumado
Mais um grito, mais um ato desajeitado
Sou desorganizado, sou livre, sou feliz abandonado
Me desfaço num momento, da rotina de engomado
Esse não é o meu mundo
Mas eu sou desse mundo, sou bonito, sou forjado
Sempre acho o que procuro, por isso me acho
Mesmo quando estou perdido
Em cima desse muro, sem rumo com murmuro
Eu sou da noite, eu vivo a noite
Cada bar, cada posto de chegada, uma nova sensação, um novo beijo
Pareço estar em uma nova estrada
Mais um gole, mais um trago
As vezes me jogo, me faço de açoite
Sou sofredor, amável, romântico, poeta, as vezes com lábia de encantador
Noutras, sou animal, carniceiro, predador
Não importa o dia, não importa o calor
Nem te conheço, mas vou com você a onde for
Eu sou assim, tem tudo de tudo dentro de mim
Faço coisas sem motivo, noutras crio motivo numa flor
Ou num terrível podre odor
Não importa a porta de saída dos meus pensamentos
Importa o que transmito de minhas inspirações
Já falei de amores, paixões, passadas emoções
Agora falo de mim, quero escrever coisas sem fim
Tiro motivos da falta de motivos, tiro motivos de mim
E sem mais nem menos,
Paro por aqui, chego ao fim.
Atillas Felipe Pires 27/09/2011

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