quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Preferências

Eu prefiro preferir, gritar, sorrir
Eu prefiro ir
Ao estático mundo daqueles que não rolam
Eu prefiro desmoralizar, gozar na vida
Ao doloroso mundo daqueles que apenas curam suas feridas
Eu prefiro os desajustados noturnos
Ao tédio daqueles que não sabem amanhecer
Que não brindam o entardecer
Daqueles que caem como não se deve
Quando se permite sofrer
Eu prefiro procurar um outro meio
Um outro começo
Afogar qualquer tipo de receio
Prefiro viver como aqueles que nascem pra viver
Ao terror vivido por aqueles que negam o prazer
Prefiro viver, pra amar, pra beber..sofrer
Ao melancólico fim, daqueles que não viveram
Eu prefiro ser, prefiro ter, prefiro chorar
Ao ser como aqueles que vivem o real, sem sonhar
Eu prefiro me ver num mundo paralelo
Patrocinado pelas imoralidades que acompanham nossa idade
Aos caretas, que correm atrás do vento
Sem viver o movimento, sem aproveitar do hoje o seu momento
Eu prefiro estar aqui
Ao planejar ali
Eu prefiro o agora, sem rodeios, sem demora
Ao guardar impulsos, esquecer de estar, visando apenas objetivos pra alcançar
Eu prefiro morrer depois de viver
Ao viver, esperando pura e exclusivamente a hora de morrer
Eu prefiro amar, e por isso sofrer, agonizar
Ao vazio mundo, daqueles que nunca tiveram a quem amar
Eu prefiro procurar no amor a pureza que sempre se Poe
Que como o pôr-do-sol, vem e vai
Bonito e  breve que sempre some ao entardecer
Ao mundo cinza, daqueles que ignoram a abstração
Eu prefiro me adaptar ao novo começo
A solidão triste dos abandonados, mesmo nos meus tropeços
Eu prefiro o cigarro, a bebida, as noites acompanhadas
A solidão dos estudantes depressivos, futuros magnatas
Eu prefiro o irreal que se tem no real
A vida sem graça dos que vivem apenas aqui
Acompanho o ideal
Talvez apenas o meu ideal
Mas prefiro assim..prefiro assim!
Agora, há monstros dentro de mim
Dessa vez, parece que realmente chegou..
..Realmente chegou, o fim!

Atillas Felipe Pires – 09/set/2011

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