Eu quero vida boemia
Eu quero uma fantasia
Viver, de dia como a noite, de noite como o dia
Quero sorrir, e me iludir..
Quero ir e vir, beber, me divertir
Eu quero não querer
Eu quero, ter sempre algo pra querer
Saber viver, saber sofrer
Eu quero morrer, se for sorrindo
Eu quero viver, se for sorrindo
Minha vida, meu estilo, minhas roupas, minhas palavras
Quero novas ondas, novas moradas
Procurar mais longas paradas
Num forte ao norte, numa viajem, numa noite quente..
Sem nada, sem amor, sem calor, sem nenhuma vantagem
Ainda um pouco comovente
Estar em qualquer lugar, que seja um lugar
Mas feliz, por estar ali..ou aqui, quem sabe o que vai vir
Desejar o indesejável, viver a vida como uma eterna noite
Um vento de açoite, sem rumo, sem direção
Me bate, me estremece o coração
Uma nova onda, uma nova oração, sem amém..
Testando e evitando o que convém, quanto desdém
Eu quero nova falha, novo erro
Eu quero o novo, sem medo, sem enterro
Eu quero novas, novas velhas, novas novas..
Eu quero sorrir, quero ir e vir, andar, me equilibrar, cair
Eu quero o seu querer
Eu quero compartilhar o seu prazer
Nada, como ser nada
Sem medo, sem olhar a estrada rodada
Eu quero seguir a trilha
Minha maluca, mais sensata covardia
Quero me confundir ao tentar te confundir
Eu quero sonhar, amar, chorar...amar
O verbo mais bonito, sinônimo das antigas atividades semanais
Coisas pequenas, relevâncias tão banais
Eu quero minha vida
Eu quero um sincero adeus na próxima partida
Eu quero um copo largo de wisky, com gelo
Quero mexe-lo com o canudo, ainda nessa vida
Cercado por móveis caros
Apreciando nessa velha, minha nova vida
Eu quero querer, comover, arder, prever,
Eu quero ter
Quero um espelho grande, num quarto
Sozinho no tapete, vejo de longe um prédio
Pelo janela aberta ¼..
Vejo daqui de cima, coisas que passam despercebidas
Eu quero percebê-las..
Eu quero ser artista, quero ser equilibrista
Eu quero ser roteirista, ser o novo baixista
Eu quero escrever, sonhar, sofrer, amadurecer
Quero deixar legado,
Quero ser um eterno, mas sempre bem arrumado, largado!
Eu quero, sem dúvida, ser o que eu quero ser..
Venha me ver, eu quero te ver..
Nesse, ou no outro amanhecer
Nesse ou no outro sopro do nosso viver!
Sem nada, sem nada, sem nada
Sem nada a promover..
...vamos ver o que vai ser!
Acho que agora é hora de descer..
Foi ótimo, ao seu lado escrever.
Atillas Felipe Pires 26/09/2011

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