segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Agradeço pela existência do ar que abastece minha alma, agradeço pela água que me fornece vida e não me afoga, agradeço pela luz que ilumina minha trilha na floresta negra dos problemas do dia-a-dia, agradeço pelo meu ser que figura minhas fantasias, agradeço às pessoas que passaram pela minha vida e me fizeram provar o amor, amor que recíproco ou não, me transformou. Enfim, não me ligo em datas, mas  dos meus pensamentos exteriorizo a nata..e pensei nisso assim do nada para o nada durante o clima natalino. Quero olhar para esse ano que passou como uma ponte que me levou do mar cheio de ondas para a terra cheia da sua estabilidade. Muito prazer nova vida. EU TE AMO.

Atillas Felipe Pires
24/12/2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reflexões de hotelária

Mais um dia rápido com uma noite lenta
Nesse quarto de hotel escuto os barulhos do silêncio
Meus pensamentos que trabalham sem parar
Sozinho nesse lugar é difícil não pensar
Na antiga namorada, no carro novo, no trabalho
Em alguém para transar, numa religião para acreditar
Na família, no dinheiro, na estrada da volta, no reencontro
Na saudade dos amigos, na vontade de aquela menina
Abraçar e beijar!
É difícil não pensar nesse lugar
Sozinho nesse quarto eu me movo sem parar
Não tenho muito o que fazer
Passo de canal em canal pela tevê
Nada consegue me prender
Me satisfazer
Minha carência emocional não se preenche pelas banalidades
Banalidades do entretenimento
Eu tenho saído por aí
Conheço pessoas de varias idades, de varias cidades
Cores eu vejo de todas as variedades
Mulheres, sabores, passei a vangloriar minha vaidade
Tremenda vaidade, absurda variedade
Exagero que trás inquietação
Cansei da comodidade de estar fora do lar
Eu quero voltar

Sozinho eu estou entre mim e eu mesmo
Estou num precipício
Que preencho com a satisfação do meu desejo
Seja lá qual for ele
Amar, sair, cantar, beber, sorrir
Fingir, acreditar, contar uma história de bar
Para uma velha sozinha do primeiro andar
Que sobe pensando em ter um neto nesse patamar
Sem interesse, apenas aprender para ensinar
Nos hotéis por aí
Os bares são sempre no primeiro andar
O melhor lugar para se freqüentar
E eu vejo nessa rotina minha vida indo e vindo
Estou feliz, estou triste, estou cansado estou disposto
Esta noite eu tive um sonho
Um sonho que revirou meu dia por inteiro
Sonhei com você, senti até seu cheiro
Um dialogo sem sentido
Te vi sorrindo, te vi passando perto da primeira rua
Uma sedução ao pé do ouvido
Eu ainda gosto de você
Eu ainda gosto de você
E olhando pela janela eu vejo as luzes lá fora
No fundo as estrelas, até que esse quarto tem uma boa vista
Arvores com metais piscantes
Nem me toquei, já é tempo de natal
E minhas roupas da época de carnaval
Ainda estão penduradas no varal
Tudo normal, se não fosse do ano passado

“é que quando eu me toquei achei tão estranho, a minha barba estava deste tamanho”

Atillas Felipe Pires
19/12/2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

...como um réptil que troca de péle, devemos saber a hora de abandonar os velhor habitos, abandonar as coisas antigas e  ruins. Estabeleça o novo em sua vida, antes que chegue o tempo em que você nem lembre mais como era o ultimo level que superou..por na verdade você nunca se superou. Supere-se!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Julio

Julio acordou simpático naquele calmo dia sabático
Era tudo tão normal, o café e o jornal
Nada novo aconteceu, mas aconteceria
Por que a vida é mesmo assim, surpreende quando não deveria
Foi de um amigo muito próximo que veio o convite
Festa em outra cidade
Com a galera da faculdade
Julio nem imaginava o que a ele aguardava
Ela estava ali parada com um copo de uísque
Olha só que coisa estranha, olha só que coisa nova
Ele olhou sem perceber que ela também o olhava
Julio viajou distante e pensou no fim da noite
Que com ela seria mágico, mesmo sem conhecer direito
Ele se apaixonou do nada por aquele tom de péle perfeito
Veio uma vontade vibrante
De conhecer aquela menina, de beijar aqueles lábios
Cor de carne alucinante                       
Ela percebeu o flerte daquele jovem inocente
E pensou que poderia ser divertido
Foi chegando bem mais perto
Ele olhou pro seu vestido
Julio admirou-se por completo
Ela veio e chegou mais perto
O deixando todo tremulo e um pouco tímido
O nome era normal, nada estranho até ali
Muito prazer sou Anali
Moro aqui, estudo ali
Ele ficou sem palavras, quando a moça se aproximou
Tinha o cabelo preso, uma tatuagem médica
Da faculdade onde estudou
Ele achou um pouco estranho
Ela achava o estranho o Maximo
Julio foi se deleitando com o olho no decote
Ela prestou atenção naquele jeito de moleque
Gostou daquela boca, e do cabelo aquele corte
Julio viu que ela era fã de cinema antigo e do deus Divã
Ela viu naqueles olhos
A paixão por Djavan
E foi tudo ficando próximo
A tatuagem escondida ela resolveu mostrar
Vamos ali atrás do bar
Esse lugar é peculiar
Tinha um completo texto
Tatuado na lombar, algo assim bem mais estranho
Do que ele poderia pensar
Era Chales Bukowisk quem iria acreditar
Que o jovem era o tal
Que escrevia no jornal, sobre o tal filosofo alemão
As coincidências continuaram
Na medida que se conheciam, era mágico para ele era paixão
Foi tudo tão depressa, sem medo sem reza
Um beijo forte e sexual aconteceu
Apaixonante fim de noite
Ele parecia gado ao açoite
E ela, sentiu alguma coisa nova que não conhecia
Julio lembrou de todas as suas fantasia
Ela lembrou dos outros
E foi tudo assim, tão de repente
E naquela mesma noite ele se levantou
Trouxe mais álcool
Ela achou exagero mais também bebeu
Eles dois se sentiam bem com o erro do outro
Sem restrições e nem enganações
Os dois eram o que queriam ser
Ela disse que precisava pegar o metrô
Já era quase sete
E ela morava na zona leste
Ele estava ali, voltando para casa
E quis comprar alguma coisa no camelô
Ia fazer alguma coisa diferente para aquele menina
Olha só quem diria
Embrulho pelo correio
Carregando fantasia
Barato, mais cheio de barato
Ela achou aquilo o Maximo
Ela pensou que era o Maximo
Dias e mais dias
E a vontade de se ver crescia como tinha que ser
Alô alô Renato Russo, aprendo com você
E Julio não sabia perecer
Mais ela sabia o que essa palavra queria dizer
Ela falou de repente, não gosto mais de você
E julio parou sem saber o que dizer
Ela era mais velha e já tinha muito a viver
E já tinha o que dizer sobre envelhecer
E Julio só sabia sofrer
E no fundo ele não queria entender
Mas sabia o que deveria entender
Era o fim, era o fim do seu ser
Do seu ser amoroso, do seu ser caloroso
Era o fim, era o fim do seu ser
Do seu ser que tinha poder
Do seu ser que sempre soube sem amor foder
E agora o que Julio tinha a dizer!
Não, não havia nada a perder
O fim era o que ele podia dizer
E foi o que disse
É o fim
Sem fim ele disse.

Atillas Felipe Pires
15/12/2012




E aquele velho prepotente lhe disse:
Você perdeu um milhão de reais com essa patifaria de filantropia
Nos ultimos dois anos
E ele lhe respondeu:
Perderei mais um milhão nos proximo dois
E nos anos que viram depois
E te digo meu amigo, nesse ritmo
Acabrá tudo o que tenho em 60 anos.
Me diga um motivo para parar?
Sendo que morrerei nos proximos 30 anos?

Atillas Felipe Pires
15/12/2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Omne ignotum pro magnifico.

Levantar e sacudir toda a poeira
Sentir a péle latejar depois de tanto tempo
Num olhar vago e distante
Enquanto aquele antigo tom de voz
Se apresenta novamente
Cinco, seis, quem sabe dez
Minutos de diamante
Muito prazer, espero que fique bem
E no fundo eu sinto
No fundo daquela voz
Tudo que ainda há lá
A alma não mente
A alma nunca mentirá

Atillas Felipe Pires
14/12/2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Eu vou voltar

Deitei pra dormir e acordei em outra época
Num dia eu era aquilo
Hoje depois de acordar sou isso
O tempo passou depressa
Deixando eu deixar de lado tudo o que me interessa
Passei muito tempo vendo o tempo passar
Hoje sinto em mim, a vontade de voltar
Me tranquei dentro de mim mesmo
E para as pessoas que me cercam
Me mostrei no sucesso
Alcancei o sucesso
Baladas, garotas de olhos azuis
Noites brilhantes que me seduz
O sol do sábado cedo, que ascende a luz da minha noite
Noite sem dormir, noite sem fim
Mas o tempo que passou levou e levou
Levou o que eu fui, o que eu de fato sou
Deixando eu deixar de lado tudo o que me interessa
Minha arte, minha reza
Minha parte de nobreza que vem do meu eu interior
Que cresceu na pobreza
Meus livros empoeirados, meus discos arranhados
Aquele quadro que eu não acabei de pintar
Aquela história de infância que meu irmão
Ainda me espera terminar de contar
Preciso me conter, preciso dar valor no ter, preciso correr
Preciso escrever, preciso vencer, preciso concorrer
Eu não tenho escolha, preciso perecer
Ao fadado mundo, dos engomados ajustados
Ao fadado mundo que me cerca por todos os lados
E por mais que eu fuja e volte a mim
Acabo sempre nesse túnel necessário, sem choro nem vela
Sem começo, sem meio, sem fim
Eu vou voltar
Eu vou voltar para aquele velho lugar
Já me cansei de escolher o melhor
Hoje quero escolher o que me vier do nada
O que o meu desejo por prazer mandar
Temos pouco tempo para pensar
Pouco tempo para definir
O quanto vamos deixar de lado
Para correr atrás do vento social
Imposto pelo meio habitual
Que como idiotas insistimos em lutar par viver
Ser animal irracional
Chorar para continuar na jaula
Desse dia-a-dia inacabado de todos os dias
Dessa sala fria com pessoas temerosas
Presas num mundo que não da pra julgar
É o nosso mundo pense você o que pensar
Eu vejo e as acho horrorosas
Mas estou aqui bem junto a elas
Não posso reclamar, também sou assim
Eu vou voltar
Eu vou voltar para aquele velho lugar
Já me cansei de escolher o melhor
Hoje quero escolher o que me vier do nada
O que o meu desejo por prazer mandar
Onde foi que me deixei
Em que parte da estrada me desfiz da minha essência
Hoje acordo tarde, já se foram as horas
Não tenho mais aquilo que pensei que teria
Quando como criança projetava esse dia
Que hoje passa depressa
Que hoje vai como rio em correnteza eu diria
Sem volta, sem volta
Quero o retorno, quero a vida
Eu quero alcançar o que deixei para traz
Eu olho minha vida, e essa vida não é minha
Minhas roupas, meu estilo
Minha menina, minha fantasia
Onde eu deixei de pensar em mim
Para agradar quem eu queria que me agradasse
O que não funcionou
Quem nunca agradou
Hoje tenho que dizer
Eu olho essa vida e essa vida não é minha

Acordei e olhei no espelho e vi um estranho
Me perdi nas rugas do meu futuro
E andando nessa estrada me machuco
Eu sinto as pedras pesados desse muro
Não sei se sou assim
Ou se fui e nem vi
Não sei se nunca fui e estou aqui
Mas estou aqui
E essa rua é sem dúvida sem fim
É o fim, que termina em dúvida

Eu vou voltar para tudo isso
Minha arte, minha reza
Minha parte de nobreza que vem do meu eu interior
Que cresceu na pobreza
Meus livros empoeirados, meus discos arranhados
Aquele quadro que eu não acabei de pintar
Aquela história de infância que meu irmão
Ainda me espera terminar de contar
Eu vou voltar
Eu vou voltar antes do fim.

Atillas Felipe Pires
             11/12/2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

Marujo

Ele tinha muito a dizer
Para aquele jovem latino
Um velho lobo do mar
Sempre soube ensinar a vontade de aprender
Ele tinha barba, tatuagem no braço
Uma sereia nua cantando ao entardecer
Mas com o tempo o velho viu chegar o cansaço
Ele era sem dúvida o rei dos mares
Mas agora seu porto é fixo
E não tem mais a péle salgada
Com o tempo ele viu passar também sua vida passada
Sentindo distante ele raspa sua barba
Ele veleja pensamentos
Revivendo momentos
Ele era marujo
E gostava do mar
Hoje chora sozinho sem amor para amar
E vem que passa
E vem que passa
Ele piscou numa noite e acordou longe do mar
O seu tempo passou sem sabor nem piedade
O seu tempo passou sem ele mesmo notar
Hoje chora sozinho sem amor para amar
Ele teve donzelas, belas mulheres para casar
Teve também muitas putas faceis de pagar
Ele era o autêntico morador de nenhum lugar
Vivendo e vivendo
Indo e vindo alisando o mar
Não pensou que seu tempo fosse passar
Mas passou
Mas passou
E hoje conta histórias para jovens em Moscow
Ele mora bem longe
Bem longe do mar
E quem sabe algum dia ele possa voltar
Ou passar
Ou passar
Era ele ali naquele banco olhando no espelho
O latino escutando as histórias do velho lobo do mar
Latino sou eu, ou quem sabe seja você
Não sou do mar
Mas aprendi por ai a andar e andar
Velejar sem pensar, ao parar e pensar
Eu vou pensar
Eu vou pensar

Ele era marujo e gostava do mar
Hoje chora sozinho sem amor para amar
E vai passar
E vai passar

Atillas Felipe Pires
09/12/2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

.....eu podia estar do seu lado nesse som, e você do meu, nosso som...simples, rústico e bêbado! Mais nosso...onde eu ganhei o sorteio, e olha hoje, olha hoje o que veio. No show do Nando Reis.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Luz do sol, estrela brilha
No mesmo dia, na mesma hora
A noite cai como um véu de prata
Se choca com o calor
Criando o clima
Olha pro alto
Aprecie a fotográfia
Não é atoa
Não é em vão
Mais um belo ar
Mais um belo dia
Mais essa tarde longa de verão
Nunca é tarde para perder a esperança
A esperança na luz, no ar...amor, amar
Acredite na inoscencia
Acredite no grave tom, no céu no mar
Nos discos antigos
Nos livros amarelos
Santo pai, santo e sucesso
Pai de santo, negros paralelos
Nas coisas da terra
Terra batida, terra pra sem-terra
Com progresso sem regresso
Viva a paz
Viva a luz
Viva você
Viva a todos nós
Simpátia, anestesia
Amor sem fantasia
Dor não sentida
Não faça nada
Coração granada
Faça tudo
Viva, viva
E mais nada.

Atillas Felipe Pires
03/12/2012

Antes de falar qualquer coisa
Quero adiantar que estou bêbado
Tanta diferença assim?
Sei que não
Mas me acompanhe
Vem comigo

Estado transvertido
Contexto e pretexto?
Contextaveis..
Com X's a máis
Pra mim tanto faz
Agora foda-se o capataz
Quero dar perolas aos escravos
Sem mais nem menos
Sem ter mais nem menos

Lua nova brilha
Carro rapido passa
E a noite continua por aqui tão sozinha
E o brilho do olhar brilhante
Me comove nas lembrançs
É tudo simples e confiante
Basta seguir em frente ir adiante
Mas não importa
Eis a torta porta
Não importa
Quanta coisa posta
E a lembrança é esperança
E a esperança é a ultima lança
A lansar....
A lansar....

Atillas felipe pires
01/12/2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Passado

Eu parei meu carro enfrente a sua casa
Desci bem lento na calçada
Olhei pro interfone e parei
Eu não fiz nada!
Fiquei parado ali pensando
Quantas vezes parei nessa calçada
Não deu em nada
Olhei para as cores das folhagens
Lembrei de tudo que passei
E ali parado na calçada
Sozinho, eu chorei
Quantas vezes parado ali esperei
O portão se abrir para eu entrar
E te ver!
Não sei por que exteriorizar
Algo que de longe no passado
Talvez na lembrança venha
Nos aterrorizar

Deixei de lado as minhas magoas
Achei melhor não dizer nada
Nada do que sonhei que te falei
Entrei no carro sem fazer nada
Liguei o som num som futuro
Eu errei
Quanto tempo o tempo já levou
Quanta coisa nossa já se foi
Ou voltou

Um corte leve num cicatrizada ferida
Sem mais nem menos
Resolvi fazer..
Quanto tempo o tempo já levou
Quanta coisa nossa já se foi
Ou voltou?

Atillas Felipe Pires
02/12/2012