sábado, 15 de dezembro de 2012

Julio

Julio acordou simpático naquele calmo dia sabático
Era tudo tão normal, o café e o jornal
Nada novo aconteceu, mas aconteceria
Por que a vida é mesmo assim, surpreende quando não deveria
Foi de um amigo muito próximo que veio o convite
Festa em outra cidade
Com a galera da faculdade
Julio nem imaginava o que a ele aguardava
Ela estava ali parada com um copo de uísque
Olha só que coisa estranha, olha só que coisa nova
Ele olhou sem perceber que ela também o olhava
Julio viajou distante e pensou no fim da noite
Que com ela seria mágico, mesmo sem conhecer direito
Ele se apaixonou do nada por aquele tom de péle perfeito
Veio uma vontade vibrante
De conhecer aquela menina, de beijar aqueles lábios
Cor de carne alucinante                       
Ela percebeu o flerte daquele jovem inocente
E pensou que poderia ser divertido
Foi chegando bem mais perto
Ele olhou pro seu vestido
Julio admirou-se por completo
Ela veio e chegou mais perto
O deixando todo tremulo e um pouco tímido
O nome era normal, nada estranho até ali
Muito prazer sou Anali
Moro aqui, estudo ali
Ele ficou sem palavras, quando a moça se aproximou
Tinha o cabelo preso, uma tatuagem médica
Da faculdade onde estudou
Ele achou um pouco estranho
Ela achava o estranho o Maximo
Julio foi se deleitando com o olho no decote
Ela prestou atenção naquele jeito de moleque
Gostou daquela boca, e do cabelo aquele corte
Julio viu que ela era fã de cinema antigo e do deus Divã
Ela viu naqueles olhos
A paixão por Djavan
E foi tudo ficando próximo
A tatuagem escondida ela resolveu mostrar
Vamos ali atrás do bar
Esse lugar é peculiar
Tinha um completo texto
Tatuado na lombar, algo assim bem mais estranho
Do que ele poderia pensar
Era Chales Bukowisk quem iria acreditar
Que o jovem era o tal
Que escrevia no jornal, sobre o tal filosofo alemão
As coincidências continuaram
Na medida que se conheciam, era mágico para ele era paixão
Foi tudo tão depressa, sem medo sem reza
Um beijo forte e sexual aconteceu
Apaixonante fim de noite
Ele parecia gado ao açoite
E ela, sentiu alguma coisa nova que não conhecia
Julio lembrou de todas as suas fantasia
Ela lembrou dos outros
E foi tudo assim, tão de repente
E naquela mesma noite ele se levantou
Trouxe mais álcool
Ela achou exagero mais também bebeu
Eles dois se sentiam bem com o erro do outro
Sem restrições e nem enganações
Os dois eram o que queriam ser
Ela disse que precisava pegar o metrô
Já era quase sete
E ela morava na zona leste
Ele estava ali, voltando para casa
E quis comprar alguma coisa no camelô
Ia fazer alguma coisa diferente para aquele menina
Olha só quem diria
Embrulho pelo correio
Carregando fantasia
Barato, mais cheio de barato
Ela achou aquilo o Maximo
Ela pensou que era o Maximo
Dias e mais dias
E a vontade de se ver crescia como tinha que ser
Alô alô Renato Russo, aprendo com você
E Julio não sabia perecer
Mais ela sabia o que essa palavra queria dizer
Ela falou de repente, não gosto mais de você
E julio parou sem saber o que dizer
Ela era mais velha e já tinha muito a viver
E já tinha o que dizer sobre envelhecer
E Julio só sabia sofrer
E no fundo ele não queria entender
Mas sabia o que deveria entender
Era o fim, era o fim do seu ser
Do seu ser amoroso, do seu ser caloroso
Era o fim, era o fim do seu ser
Do seu ser que tinha poder
Do seu ser que sempre soube sem amor foder
E agora o que Julio tinha a dizer!
Não, não havia nada a perder
O fim era o que ele podia dizer
E foi o que disse
É o fim
Sem fim ele disse.

Atillas Felipe Pires
15/12/2012




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