terça-feira, 23 de abril de 2013

Mire alto!

‘’Eu tenho um milhão de coisas para conquistar
E eu não posso ficar aqui parado”
Eu tenho a magia no castanho olhar
Tenho sonhos que acordam e saem para andar
Me sinto infinito dentro de mim
E acho que devo ser assim
Até que chegue o climax da minha conquista
Ou quem sabe, o celebre fim
Que do porto eu tenho em vista
Como a remoção para um plano bem melhor
Suce$$o, mulheres, carros, dinheiro
Eu olho e me reprovo
E saiu pra gastar num puteiro
E os invejosos em vejo de longe no espelho
Desse tipo de sangue ruim eu não mais provo
Hoje eu sou o que eu sempre sonhei que seria
Não pela covardia da rendição do dia-a-dia
Nem pelo sucesso que me faz ter o que quero
Se for assim, assim eu quero
Ma sei que no fundo, eu sei onde estou e o que tenho pra chegar
E eu, sinceramente..
Não vou parar
Eu nunca estou feliz
Eu quero sempre mais
E eu, sinceramente
Não vou parar
Mire alto!
E saiba onde quer chegar
Mire alto!
E deixe os invejosos lamberem o asfalto
Que você vai pisar

Atillas Felipe Pires
23/04/2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cada manhã

Eu me vejo em cada manhã
Quando cedo eu acordo e tenho medo do espelho
Eu penso em como seria voltar no incio
Qual seria me escolha, no que me tornaria
Um pouco melhor, um pouco pior, ou eu mesmo

Se eu pudesse olhar para trás
E me ver em todos os meus trilhos
Todos os meus erros
Se eu pudesse me ver em outros caminhos
E quem sabe em outra direção não iriam meus joelhos
Mas eu nunca parei para pensar
Nunca quis me render e recomeçar

E se eu me vejo nesse mesmo lugar há quase 10 anos
Eu não quero nem pensar
Eu me vejo em cada manhã
Quando cedo eu acordo e tenho medo do espelho
Todos os meus dias são iguais
Encontro meu sucesso em todas as coisas que não acredito
Em todas as coisas que acho banais

Eu queria me ver em cada nova manhã
Como um novo dia
E não acordar tão cedo, sem perpectiva de dormir melhor
Eu olho para o passado e não lembro da semana passada
O que ficou para tras nessa minha velha vida
Desse bonito e novo corpo
Dos meus olhos castanhos claros, a porta de entrada dessa ferida
O que eu tenho nas minhas lembranças
Nas minhas internas moradas
Eu queria me ver em cada nova manhã
Como um novo dia
E não acordar tão cedo, sem perspectiva de dormir melhor
Eu olho para o passado e não lembro da semana passada

Eu me vejo em cada manhã
Quando cedo eu acordo e tenho medo do espelho
Eu penso em como seria voltar no incio
Qual seria me escolha, no que me tornaria
Um pouco melhor, um pouco pior, ou eu mesmo

Eu quero parar e ficar olhando cada uma das estrelas do céu
Eu não quero contá-las, mas quero todas para mim
Se eu pudesse voltar
E escolher mudar a direção
Iria para o mesmo lugar, eu chegaria no copo de wisky no copo de gym
E eu me vejo a cada novo dia em um novo começo
Que sempre termina com o mesmo fim

Se eu pudesse parar e ver
Todos os meus defeitos, todos os meus medos
Eu seria um romântico sem fim, um anarquista comunista
Mas eu não tive escolha, eu fiz a escolha
E hoje estou aqui
E o que restou de mim, esta pendurado nas minhas paredes
Tenho uma coleção de gibi, eu tenho um quadro enfim
Eu tenho meu olhar estampado para a mesma direção
Em uma foto que guardo dobrada
E no meus espelho tem um adesivo “nada tem fim”
E lá vem mais uma madrugada

Eu quero parar e ficar olhando cada uma das estrelas do céu
Eu não quero contá-las, mas quero todas para mim
Se eu pudesse voltar
E escolher mudar a direção
Iria para o mesmo lugar, eu chegaria no copo de wisky no copo de gym
E eu me vejo a cada novo dia em um novo começo
Que sempre termina com o mesmo fim

Atillas Felipe Pires
16/04/2013

Eu não leio jornal

(...)fiquei sentado por mais um tempo naquele banquinho
Pensei em tudo que vivi, pensei nas pessoas que já passaram pela minha vida
Pensei nos amigos, nas amigas, nos tios e nas vizinhas
Pensei em quantos rostos diferente já coloquei meus olhos
Quantos cheiros já invadiram minhas narinas
E por que não! Em quanto tipo de bebidas já bebi
Pensei em como meu corpo guardava coisas
Guardava lembranças, guardava cheiros, guardava o mal feito pelo exceço semanal
E por algum motivo me senti feliz
Sentado ali eu podia ver os carros passando
E imaginar a vida de cada uma daquelas pessoas me distraia por algum tempo
Até que eu voltasse meus pensamentos para dentro de mim
Para o meu amor interno, minhas paixões, meu tormento
Pensei por quanto mais tempo eu continuaria vivo
30, 40, 50 talvez 80 anos
E por algum momento me perguntei o por que seria bom!
Não achei a resposta, os meus dias se copiam
O que muda é apenas a produção por conta do meu estranho dom
Sentando ali naquele lugar sozinho
Eu peguei um trident verde, cherei sua imbalagem até lembrar de todos os beijos que tinham aquele sabor
Palavras repetidas
Como minhas horas que não passam, como meus trabalhos massantes
Palavras repetidas como meus dias
Minha insana consciencia que pensa o bem mais faz o mal
E assim vou indo, não me intero do mundo
Não quero mais ver tevê
Eu não leio jornal
Eu não leio jornal
Até que um dia, eu fique feliz
Mesmo que seja, pouco antes do final.

Atillas Felipe Pires
16/04/2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ela

Ela é a mais bela
Não pela beleza
Mas pelo que tem dentro dela
Ela é simpática
Não por que me cativa
Nem por que me faz ser louco por ela
Sua péle cor de mel que me leva para o céu
Seu jeito de menina nova, inteligência nativa
Quanto mais eu me controlo
Mais me discontrolo por ela
Cabelo castanho, corpo magro
Sabor de pureza na sáliva
Sentimento puro que me leva para perto dela
Óculo retrô, quero seu olhar no meu
E desde aquele tempo
Parece que não houve tempo
Porque em todo esse tempo nada mudou
E para o seu lado eu vou
Te dou meu mundo para ter o seu no meu
Meu amor já é seu
Enquanto eu conquisto cada vez mais o seu
Coração que pensa não ama
Por isso estou aqui e não quero pensar
E quem vai dizer até quando
Parece filme de cinema, amor, comédia, drama
E posso te olhar por horas
E sinceramente eu não vou parar.

Atillas Felipe Pires
15/03/13

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bar abandonado

Não há muito tempo atrás
Havia num bar, um velho que contava histórias
Um aposentado marinheiro, longe do mar
Ele não tinha propósito
Mas sem querer, dava imaginação a escórea

Naquele tempo era dificil pensar
Alguns não tinham emprego
Outros nenhum motivo para amar
Naquele tempo não havia mais nada
Era a garrafa de rum
Um pouco de tabaco
Agindo numa antiga mente envenenada

Era o velho marinheiro longe do mar
Que conheci numa taverna em Moscow
E nunca me esqueço de mencionar
O velho contador de histórias
O velho marinheiro das Ilhas Malvinas
O velho marinheiro que ja tevepilhagens que ja teve mulheres
Hoje vive em ruínas, hoje vive de férias

Cuido do tempo e da vida ele diz
O tempo por que te toma
A vida por que lhe é tomada
E quando olhar para traz, tudo passou por um triz
O que hoje te faz bem, o que te convém?
O que hoje parece eterno e te faz sorrir
Amanhã pode te fazer mal
Ou muito bem, por nao mais existir
E tudo passa numa velocidade que as vezes te assusta
Que hoje te faz ter vaidade
Mas que amanhã será simbolo
Do tempo da sua antiga mocidade
Do que já se foi, do que passou
E o velho olha para o céu
Procurando o mar, procurando amor
E vê, o que veiu, veiu e já se foi
Em pouco tempo e nada ficou
E nada sobrou

Velho marinheiro
Que solitário conta histórias para o espelho
Sozinho num bar abandonado
Com o estoque cheio
Seu atual tesouro
O alimento do seu corpo cheio de alcool
Seu velho corpo salgado por natureza
Encharcado pela nobreza
Da sua alma nova
E la no fundo, cheio de poeira
Sempre tem uma velha nova garrafa
E assim vai, bebendo e comendo sujeira
Que assim seja enquanto seja.

Atillas Felipe Pires
10/04/13

Puta amor

Julio parou sem sentido
Sentindo seu instinto ser removido
Lançou um olhar clínico
Na direção daquele olhar verde
Não pensou nem agiu
Apenas parou e assistiu
O desfile natural daquela menina
O peito queimou
A paixão mais sincera ele sentiu

Marta achava aquela festa chata
No banheiro não havia espelho
Seu falso olho verde ardia
Aquela lente vagabunda ela dizia
Que a sua pouca grana lhe dava
Por essa mixaria as vezes ela pensava
Por essa mixaria quase não compensava ser vadia
Quase não compensava ser puta

Julio ficou ali parado
Pensando em um jeito
Um jeito de parar de ser parado
E conquistar aquela menina
Quando a noite esta mais escura
Vem a luz do dia
Ele queria ganhar aquele olhar, tentar um beijo roubado
Esse amor ele queria viver
Não tinha nada a perder
Ele pretendia pagar pra ver

Marta já estava cansada
De ficar esperando cliente
Estava quase bebada e afim de dar uma trepada
Nada de bom naquela festa
"Um puto uma boquete meu camarada"
Pensou "pirar na cocaína é o que me resta"
Vou fazer minha festa

Julio tomou mais uma dose
E pensou ter criado coragem
Mas a beleza daquela menina
Travou suas pernas, parou sua abordagem
Ele pensou "ja estou cansado dessa viadagem"
Tomou de uma vez aquele góle
Andou sem pensar para ela
Pena que agora já de pórre

Marta saiu do banheiro
Sua briza foi vem bem rápida
De uma só, nariz sangrando, mais um cheiro
A festa ficou boa
A essa altura ainda mais sem pudor
"Vou dar pra um coroa"
As vezes pensa na vida
Mas isso passa rapido
Agora sua mente voa

Julio chegou perto
Bebado não reparou nas cicatrizes
Disse sem mais voltas
"Você é a mais bela"
Seu olho neblinou em turvo véu
"Eu quero te levar pro céu"
Ela deu seu preço
Bebado ele nem reparou
Se foi para o quarto
Pensando que a primeira vista
Ela também o amou
Mas no fim, sozinho ele acordou
Naquele quarto de hotel
Sua carteira sumiu ele notou
Pensou "pelo menos o quarto é alto, estou mais perto do céu"
De  amor nao morreu
De saudade chorou.

Atillas Felipe Pires
10/03/13