terça-feira, 23 de abril de 2013
Mire alto!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Cada manhã
Eu não leio jornal
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Ela
Ela é a mais bela
Não pela beleza
Mas pelo que tem dentro dela
Ela é simpática
Não por que me cativa
Nem por que me faz ser louco por ela
Sua péle cor de mel que me leva para o céu
Seu jeito de menina nova, inteligência nativa
Quanto mais eu me controlo
Mais me discontrolo por ela
Cabelo castanho, corpo magro
Sabor de pureza na sáliva
Sentimento puro que me leva para perto dela
Óculo retrô, quero seu olhar no meu
E desde aquele tempo
Parece que não houve tempo
Porque em todo esse tempo nada mudou
E para o seu lado eu vou
Te dou meu mundo para ter o seu no meu
Meu amor já é seu
Enquanto eu conquisto cada vez mais o seu
Coração que pensa não ama
Por isso estou aqui e não quero pensar
E quem vai dizer até quando
Parece filme de cinema, amor, comédia, drama
E posso te olhar por horas
E sinceramente eu não vou parar.
Atillas Felipe Pires
15/03/13
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Bar abandonado
Não há muito tempo atrás
Havia num bar, um velho que contava histórias
Um aposentado marinheiro, longe do mar
Ele não tinha propósito
Mas sem querer, dava imaginação a escórea
Naquele tempo era dificil pensar
Alguns não tinham emprego
Outros nenhum motivo para amar
Naquele tempo não havia mais nada
Era a garrafa de rum
Um pouco de tabaco
Agindo numa antiga mente envenenada
Era o velho marinheiro longe do mar
Que conheci numa taverna em Moscow
E nunca me esqueço de mencionar
O velho contador de histórias
O velho marinheiro das Ilhas Malvinas
O velho marinheiro que ja tevepilhagens que ja teve mulheres
Hoje vive em ruínas, hoje vive de férias
Cuido do tempo e da vida ele diz
O tempo por que te toma
A vida por que lhe é tomada
E quando olhar para traz, tudo passou por um triz
O que hoje te faz bem, o que te convém?
O que hoje parece eterno e te faz sorrir
Amanhã pode te fazer mal
Ou muito bem, por nao mais existir
E tudo passa numa velocidade que as vezes te assusta
Que hoje te faz ter vaidade
Mas que amanhã será simbolo
Do tempo da sua antiga mocidade
Do que já se foi, do que passou
E o velho olha para o céu
Procurando o mar, procurando amor
E vê, o que veiu, veiu e já se foi
Em pouco tempo e nada ficou
E nada sobrou
Velho marinheiro
Que solitário conta histórias para o espelho
Sozinho num bar abandonado
Com o estoque cheio
Seu atual tesouro
O alimento do seu corpo cheio de alcool
Seu velho corpo salgado por natureza
Encharcado pela nobreza
Da sua alma nova
E la no fundo, cheio de poeira
Sempre tem uma velha nova garrafa
E assim vai, bebendo e comendo sujeira
Que assim seja enquanto seja.
Atillas Felipe Pires
10/04/13
Puta amor
Julio parou sem sentido
Sentindo seu instinto ser removido
Lançou um olhar clínico
Na direção daquele olhar verde
Não pensou nem agiu
Apenas parou e assistiu
O desfile natural daquela menina
O peito queimou
A paixão mais sincera ele sentiu
Marta achava aquela festa chata
No banheiro não havia espelho
Seu falso olho verde ardia
Aquela lente vagabunda ela dizia
Que a sua pouca grana lhe dava
Por essa mixaria as vezes ela pensava
Por essa mixaria quase não compensava ser vadia
Quase não compensava ser puta
Julio ficou ali parado
Pensando em um jeito
Um jeito de parar de ser parado
E conquistar aquela menina
Quando a noite esta mais escura
Vem a luz do dia
Ele queria ganhar aquele olhar, tentar um beijo roubado
Esse amor ele queria viver
Não tinha nada a perder
Ele pretendia pagar pra ver
Marta já estava cansada
De ficar esperando cliente
Estava quase bebada e afim de dar uma trepada
Nada de bom naquela festa
"Um puto uma boquete meu camarada"
Pensou "pirar na cocaína é o que me resta"
Vou fazer minha festa
Julio tomou mais uma dose
E pensou ter criado coragem
Mas a beleza daquela menina
Travou suas pernas, parou sua abordagem
Ele pensou "ja estou cansado dessa viadagem"
Tomou de uma vez aquele góle
Andou sem pensar para ela
Pena que agora já de pórre
Marta saiu do banheiro
Sua briza foi vem bem rápida
De uma só, nariz sangrando, mais um cheiro
A festa ficou boa
A essa altura ainda mais sem pudor
"Vou dar pra um coroa"
As vezes pensa na vida
Mas isso passa rapido
Agora sua mente voa
Julio chegou perto
Bebado não reparou nas cicatrizes
Disse sem mais voltas
"Você é a mais bela"
Seu olho neblinou em turvo véu
"Eu quero te levar pro céu"
Ela deu seu preço
Bebado ele nem reparou
Se foi para o quarto
Pensando que a primeira vista
Ela também o amou
Mas no fim, sozinho ele acordou
Naquele quarto de hotel
Sua carteira sumiu ele notou
Pensou "pelo menos o quarto é alto, estou mais perto do céu"
De amor nao morreu
De saudade chorou.
Atillas Felipe Pires
10/03/13