terça-feira, 16 de abril de 2013

Eu não leio jornal

(...)fiquei sentado por mais um tempo naquele banquinho
Pensei em tudo que vivi, pensei nas pessoas que já passaram pela minha vida
Pensei nos amigos, nas amigas, nos tios e nas vizinhas
Pensei em quantos rostos diferente já coloquei meus olhos
Quantos cheiros já invadiram minhas narinas
E por que não! Em quanto tipo de bebidas já bebi
Pensei em como meu corpo guardava coisas
Guardava lembranças, guardava cheiros, guardava o mal feito pelo exceço semanal
E por algum motivo me senti feliz
Sentado ali eu podia ver os carros passando
E imaginar a vida de cada uma daquelas pessoas me distraia por algum tempo
Até que eu voltasse meus pensamentos para dentro de mim
Para o meu amor interno, minhas paixões, meu tormento
Pensei por quanto mais tempo eu continuaria vivo
30, 40, 50 talvez 80 anos
E por algum momento me perguntei o por que seria bom!
Não achei a resposta, os meus dias se copiam
O que muda é apenas a produção por conta do meu estranho dom
Sentando ali naquele lugar sozinho
Eu peguei um trident verde, cherei sua imbalagem até lembrar de todos os beijos que tinham aquele sabor
Palavras repetidas
Como minhas horas que não passam, como meus trabalhos massantes
Palavras repetidas como meus dias
Minha insana consciencia que pensa o bem mais faz o mal
E assim vou indo, não me intero do mundo
Não quero mais ver tevê
Eu não leio jornal
Eu não leio jornal
Até que um dia, eu fique feliz
Mesmo que seja, pouco antes do final.

Atillas Felipe Pires
16/04/2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário