Já me encontrou em outro corpo?
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Passada a noite passada
Passada a noite
passada
Sentados estavam,
sonhando acordados
Garrafas fazias,
cigarros mal apagados
Gente dormindo no
carpete da sala
E um gosto estranho
na boca provaram pelados
E eu não sei mais o
que dizer!
Ela dizia coisas do
passado
Enquanto ele queria
um pouco mais do seu gosto salgado
A noite foi boa,
bebidas os mantiveram alcoolizados
Drogas, cocaína,
todos continuam drogados
E da noite passada
nada ficou no passado
E eles sempre souberam
da ressaca que se segue
Diversão comprada,
felicidade embalada ao som do blues infernal
Ouvindo Big King,
Legião, Cazuza, James Brown
Ouvindo tudo até o
final
É que não tem final,
pra que enganação?
Nunca mantivemos uma
boa reputação
E tudo isso, não é
natural
Não controlamos o
coração
Sentimento
estruturado em paixões de varal
E meu pesar é ver
que é tudo tão banal
Minha filosófica
forma de ver o mundo
Sob minhas lentes
nubladas
Pelo fundo de uma
garrafa fazia de vodka
Minha arte, meu
desenho, meu bagunçado entendimento
Minha confusa poesia
Meu jeito de
entender o dia-a-dia
Chego mais perto com
um sonho de valsa para sua cólica
Analítico preceder,
crônica armada
Sentimentalismo real
Voltamos ao realismo
suprimido pelos insejos mau vividos
E meu mundo ainda
esta em seu peito
E esse termo surreal
Nunca me pareceu
assim menos banal
Do que no ultimo
final de festa que vivemos
Cada um em seu lugar
E você sempre soube
o meu lugar
Sempre soube onde me
encontrar
Se é assim que tem
que ser
Eu prefiro num paralelo
mundo acreditar
Sonhar, chorar,
cantar, amar, estar, andar
Amar
Amar
Amar e eu fui em busca da minha felicidade
Do que realmente importa
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
Para onde vai?
E agora o que me diz
Tanta coisa que já
passei
Todos os lados desse
quadrado macabro
Eu engoli, sem
tempero eu provei
Meu passado é
recente
Meu passado ainda é
meu presente
De todas as coisas
que já vivi
Dos meus fantasmas
vivos
Eu não tenho mais o
que dizer
A esperança sempre
esteve no horizonte
E quanto mais eu me
aproximo
Mais distante parece
ser
E no caminho eu vou
mudando
Estou anos luz a
frente do meu tempo
Sem amor, agora eu
sei viver
Mas quanto mais me
aproximo
Mas distante parece
ser
Flores são para te
dar num vago e distante olhar
E que ficou ali,
morreram sem água sem cuidados
E o que me resta
nesse sentido contrário
É contrair os
músculos que controlo
E o mais importante
nunca pára
Pulsando resquícios
de uma vida pelas minhas veias
Congelante calor,
suor e sabor
E isso nunca pára
Não que eu queira
como sempre quis
Minha confusão tem
nome, local, endereço
Tem sua própria
confusão
Tem alguém ali
parado
Com o coração na mão
Alguém ali parado
Fingindo não
entender nada
Enquanto tudo esta
mais uma vez visível
Previsível,
plausível, sensível ao seu ao meu ao nosso toque
E nesse quadro
rasgado, desbotado sem moldura
Nada ficou como
deveria ficar
E estou forçado a
dar um retoque
E mais uma noite
estou aqui
Com alguém ao meu
lado, alguém que não é ninguém
Doces feições de
pessoas que não existem
Carne saborosa que
alimenta meu ego
Abastece meu
autoestima
Mas vem e vai do
mesmo jeito
Do nada para o nada
E não me engano, meu
filme é branco no preto
Mas é um filme e me
entretém
E depois do fim,
algo sempre vêm
Por enquanto eu sei,
não tem fim
E meu passado,
futuro, presente sem acaso esta aqui
E acho que por um
tempo não vai sair
E a cada noite, cada
nova manhã, um novo envolvimento
Sem cheiro, sem
sabor, sem cor, sem sentimento
Vai contra meu
estilo, contra meus argumentos
Mas como um remédio
para dormir
Deita ao meu lado
E com carinho sempre
me fazem dormir
E enquanto eu durmo
eu esqueço
Dormindo meus sonhos
são passado
E neles quero viver
para sempre
Onde tudo esta
intacto
Tudo do mesmo jeito,
como se o tempo tivesse parado
Mas eu sei que não
parou
Ou quem vai saber,
nada andou, nem eu nem você
Nem o mundo, nem o
tempo!
Sinceramente, acho
que nunca me amou
Sinceramente, vou te
dizer
Você sempre me amou
E onde vai? Como
vai?
Nada se transformou
Mas e daí, eu repito
como sempre
Agora tanto faz!
E aí? Para onde vai?
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
Sempre
Sempre fui eu, desde
o início
Sem falso exagero
Você sabe que sempre
fui eu
Desde que você
nasceu
Não acredito no
destino
Mas ele me fez para
você
E assim vai ser,
mesmo que distante
Assim vai ser, e de
repente
Pode até ser uma
maldição
Mas não
conseguiremos se esconder nem fugir
Desse olhar,
tremendo olhar da doce ilusão
E desse fogo, desse
fogo que te queima ao me ver
Não importa onde, eu
só tenho a dizer:
Você sabe que ainda
tem toda essa paixão
Pode até ser uma
maldição
Mas vamos continuar
a viver
Ou morrer em nós
mesmos, enganados pelo interior
Desse estranho jeito
Estranho mormaço
sem sabor, sem cor, sem jeito
Mal feito passado,
mal passado sangrando
Mas a verdade as
vezes vêm a tona
E daí, o que vamos
fazer?
Não sei, me diga
você!
É viver, crer, ser,
crescer, sem crer
Te ter, me ter, é
assim é ali é aqui
Mas me diga você!
O que fazer?
“Você pode até
iludir-se que não vai ter remorso amanhã..
...mas não vai
conseguir desviar nem fugir desse olhar
Profundo olhar..”
Eu te vi passando,
te vi me olhando
Reparei na sua
respiração a distância
Pensei no passado,
cheguei na infância
E tudo aquilo
parecia tão real
E na verdade, o que
restou pro final
Eu tenho algo novo,
mas de tudo que tenho
A maioria é banal
E se for pra ser,
acho que nesse caso não vai ser
E por esse
sentimento eterno
Me proponho a
enlouquecer
E mesmo sem querer,
com o tempo
Quem sabe eu consiga
um dia, sem perceber
Te alimentar apenas
na lembrança
Enquanto meu coração
aprende a te esquecer
Esquecer pra valer
Será que é assim que
deve ser?
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
domingo, 2 de junho de 2013
Around
Você me pede que eu toque
Me pede uma musica pronta
Me pede algo mais, bem mais que eu posso te dar
Eu não posso tocar, eu não posso criar
Mas meu amor eu te juro, eu posso te amar
Eu posso falar: estou aqui pra te conquistar
E assim a vida segue mais e mais
E até aí, onde é que vamos chegar
Eu penso, repenso, tenho senso, absorvo bom-senso
Amor que seja meu grande amor
Eu vou dizer: querida, venha comigo onde for
Por que quando eu te dizia: tudo isso vai passar
A falta de dinheiro, a conversa no drive-in
E você me dizia: por muito tempo não posso agüentar
Eu tinha que trocar de carro, tinha que ter dinheiro
Mas o tempo passava e nada saia do lugar
Minha conta quase sempre estava no vermelho
O tempo passou, como tinha que passar
E hoje eu tenho tudo, dinheiro carro, e conta com crédito
Na praça e no olhar, no débito no crédito, esta comigo é só passar
Mas você aqui, não, não tenho
Ficou perdida em algum lugar, algum lugar do meu passado
E o que sou hoje não faz sentido
Não quero isso
Se não for pra dividir, dividir com quem me cobrou
E tudo isso parece não ter fim, se parar para pensar
Nada disso acaba em mim
Tudo segue em frente, e de fato não tem fim
Mas até aí, o que tem nesse limbo
O tempo passou e hoje eu vejo
Você perdeu esse momento
Perdeu por que não me esperou
Perdeu por que não me esperou
E hoje, sou um velho
Sou um velho que conta histórias em Moscow
Você já ouviu falar de mim, com certeza já
Eu fui pra longe, eu fui pra lá
Mas no fim, no certeiro e triste fim
Eu sempre terminei no mesmo lugar
E o meu lugar é no seu lar
Eu te amo
É meio estranho de dizer
Mas pra sempre vou te amar!
Atillas Felipe Pires
02/07/2013
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