E agora o que me diz
Tanta coisa que já
passei
Todos os lados desse
quadrado macabro
Eu engoli, sem
tempero eu provei
Meu passado é
recente
Meu passado ainda é
meu presente
De todas as coisas
que já vivi
Dos meus fantasmas
vivos
Eu não tenho mais o
que dizer
A esperança sempre
esteve no horizonte
E quanto mais eu me
aproximo
Mais distante parece
ser
E no caminho eu vou
mudando
Estou anos luz a
frente do meu tempo
Sem amor, agora eu
sei viver
Mas quanto mais me
aproximo
Mas distante parece
ser
Flores são para te
dar num vago e distante olhar
E que ficou ali,
morreram sem água sem cuidados
E o que me resta
nesse sentido contrário
É contrair os
músculos que controlo
E o mais importante
nunca pára
Pulsando resquícios
de uma vida pelas minhas veias
Congelante calor,
suor e sabor
E isso nunca pára
Não que eu queira
como sempre quis
Minha confusão tem
nome, local, endereço
Tem sua própria
confusão
Tem alguém ali
parado
Com o coração na mão
Alguém ali parado
Fingindo não
entender nada
Enquanto tudo esta
mais uma vez visível
Previsível,
plausível, sensível ao seu ao meu ao nosso toque
E nesse quadro
rasgado, desbotado sem moldura
Nada ficou como
deveria ficar
E estou forçado a
dar um retoque
E mais uma noite
estou aqui
Com alguém ao meu
lado, alguém que não é ninguém
Doces feições de
pessoas que não existem
Carne saborosa que
alimenta meu ego
Abastece meu
autoestima
Mas vem e vai do
mesmo jeito
Do nada para o nada
E não me engano, meu
filme é branco no preto
Mas é um filme e me
entretém
E depois do fim,
algo sempre vêm
Por enquanto eu sei,
não tem fim
E meu passado,
futuro, presente sem acaso esta aqui
E acho que por um
tempo não vai sair
E a cada noite, cada
nova manhã, um novo envolvimento
Sem cheiro, sem
sabor, sem cor, sem sentimento
Vai contra meu
estilo, contra meus argumentos
Mas como um remédio
para dormir
Deita ao meu lado
E com carinho sempre
me fazem dormir
E enquanto eu durmo
eu esqueço
Dormindo meus sonhos
são passado
E neles quero viver
para sempre
Onde tudo esta
intacto
Tudo do mesmo jeito,
como se o tempo tivesse parado
Mas eu sei que não
parou
Ou quem vai saber,
nada andou, nem eu nem você
Nem o mundo, nem o
tempo!
Sinceramente, acho
que nunca me amou
Sinceramente, vou te
dizer
Você sempre me amou
E onde vai? Como
vai?
Nada se transformou
Mas e daí, eu repito
como sempre
Agora tanto faz!
E aí? Para onde vai?
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
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