segunda-feira, 10 de junho de 2013

Passada a noite passada



Passada a noite passada
Sentados estavam, sonhando acordados
Garrafas fazias, cigarros mal apagados
Gente dormindo no carpete da sala
E um gosto estranho na boca provaram pelados
E eu não sei mais o que dizer!
Ela dizia coisas do passado
Enquanto ele queria um pouco mais do seu gosto salgado
A noite foi boa, bebidas os mantiveram alcoolizados
Drogas, cocaína, todos continuam drogados
E da noite passada nada ficou no passado
E eles sempre souberam da ressaca que se segue
Diversão comprada, felicidade embalada ao som do blues infernal
Ouvindo Big King, Legião, Cazuza, James Brown
Ouvindo tudo até o final
É que não tem final, pra que enganação?
Nunca mantivemos uma boa reputação
E tudo isso, não é natural
Não controlamos o coração
Sentimento estruturado em paixões de varal
E meu pesar é ver que é tudo tão banal
Minha filosófica forma de ver o mundo
Sob minhas lentes nubladas
Pelo fundo de uma garrafa fazia de vodka
Minha arte, meu desenho, meu bagunçado entendimento
Minha confusa poesia
Meu jeito de entender o dia-a-dia
Chego mais perto com um sonho de valsa para sua cólica
Analítico preceder, crônica armada
Sentimentalismo real
Voltamos ao realismo suprimido pelos insejos mau vividos
E meu mundo ainda esta em seu peito
E esse termo surreal
Nunca me pareceu assim menos banal
Do que no ultimo final de festa que vivemos
Cada um em seu lugar
E você sempre soube o meu lugar
Sempre soube onde me encontrar
Se é assim que tem que ser
Eu prefiro num paralelo mundo acreditar
Sonhar, chorar, cantar, amar, estar, andar
 Amar
Amar
Amar e eu fui em busca da minha felicidade
Do que realmente importa

Atillas Felipe Pires
10/07/2013




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