Passada a noite
passada
Sentados estavam,
sonhando acordados
Garrafas fazias,
cigarros mal apagados
Gente dormindo no
carpete da sala
E um gosto estranho
na boca provaram pelados
E eu não sei mais o
que dizer!
Ela dizia coisas do
passado
Enquanto ele queria
um pouco mais do seu gosto salgado
A noite foi boa,
bebidas os mantiveram alcoolizados
Drogas, cocaína,
todos continuam drogados
E da noite passada
nada ficou no passado
E eles sempre souberam
da ressaca que se segue
Diversão comprada,
felicidade embalada ao som do blues infernal
Ouvindo Big King,
Legião, Cazuza, James Brown
Ouvindo tudo até o
final
É que não tem final,
pra que enganação?
Nunca mantivemos uma
boa reputação
E tudo isso, não é
natural
Não controlamos o
coração
Sentimento
estruturado em paixões de varal
E meu pesar é ver
que é tudo tão banal
Minha filosófica
forma de ver o mundo
Sob minhas lentes
nubladas
Pelo fundo de uma
garrafa fazia de vodka
Minha arte, meu
desenho, meu bagunçado entendimento
Minha confusa poesia
Meu jeito de
entender o dia-a-dia
Chego mais perto com
um sonho de valsa para sua cólica
Analítico preceder,
crônica armada
Sentimentalismo real
Voltamos ao realismo
suprimido pelos insejos mau vividos
E meu mundo ainda
esta em seu peito
E esse termo surreal
Nunca me pareceu
assim menos banal
Do que no ultimo
final de festa que vivemos
Cada um em seu lugar
E você sempre soube
o meu lugar
Sempre soube onde me
encontrar
Se é assim que tem
que ser
Eu prefiro num paralelo
mundo acreditar
Sonhar, chorar,
cantar, amar, estar, andar
Amar
Amar
Amar e eu fui em busca da minha felicidade
Do que realmente importa
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
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