segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sempre



Sempre fui eu, desde o início
Sem falso exagero
Você sabe que sempre fui eu
Desde que você nasceu
Não acredito no destino
Mas ele me fez para você
E assim vai ser, mesmo que distante
Assim vai ser, e de repente
Pode até ser uma maldição
Mas não conseguiremos se esconder nem fugir
Desse olhar, tremendo olhar da doce ilusão
E desse fogo, desse fogo que te queima ao me ver
Não importa onde, eu só tenho a dizer:
Você sabe que ainda tem toda essa paixão
Pode até ser uma maldição
Mas vamos continuar a viver
Ou morrer em nós mesmos, enganados pelo interior
Desse estranho jeito
Estranho mormaço sem sabor, sem cor, sem jeito
Mal feito passado, mal passado sangrando
Mas a verdade as vezes vêm a tona
E daí, o que vamos fazer?
Não sei, me diga você!
É viver, crer, ser, crescer, sem crer
Te ter, me ter, é assim é ali é aqui
Mas me diga você!
O que fazer?
“Você pode até iludir-se que não vai ter remorso amanhã..
...mas não vai conseguir desviar nem fugir desse olhar
Profundo olhar..”
Eu te vi passando, te vi me olhando
Reparei na sua respiração a distância
Pensei no passado, cheguei na infância
E tudo aquilo parecia tão real
E na verdade, o que restou pro final
Eu tenho algo novo, mas de tudo que tenho
A maioria é banal
E se for pra ser, acho que nesse caso não vai ser
E por esse sentimento eterno
Me proponho a enlouquecer
E mesmo sem querer, com o tempo
Quem sabe eu consiga um dia, sem perceber
Te alimentar apenas na lembrança
Enquanto meu coração aprende a te esquecer
 Esquecer pra valer
Será que é assim que deve ser?

Atillas Felipe Pires
10/07/2013

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