Sempre fui eu, desde
o início
Sem falso exagero
Você sabe que sempre
fui eu
Desde que você
nasceu
Não acredito no
destino
Mas ele me fez para
você
E assim vai ser,
mesmo que distante
Assim vai ser, e de
repente
Pode até ser uma
maldição
Mas não
conseguiremos se esconder nem fugir
Desse olhar,
tremendo olhar da doce ilusão
E desse fogo, desse
fogo que te queima ao me ver
Não importa onde, eu
só tenho a dizer:
Você sabe que ainda
tem toda essa paixão
Pode até ser uma
maldição
Mas vamos continuar
a viver
Ou morrer em nós
mesmos, enganados pelo interior
Desse estranho jeito
Estranho mormaço
sem sabor, sem cor, sem jeito
Mal feito passado,
mal passado sangrando
Mas a verdade as
vezes vêm a tona
E daí, o que vamos
fazer?
Não sei, me diga
você!
É viver, crer, ser,
crescer, sem crer
Te ter, me ter, é
assim é ali é aqui
Mas me diga você!
O que fazer?
“Você pode até
iludir-se que não vai ter remorso amanhã..
...mas não vai
conseguir desviar nem fugir desse olhar
Profundo olhar..”
Eu te vi passando,
te vi me olhando
Reparei na sua
respiração a distância
Pensei no passado,
cheguei na infância
E tudo aquilo
parecia tão real
E na verdade, o que
restou pro final
Eu tenho algo novo,
mas de tudo que tenho
A maioria é banal
E se for pra ser,
acho que nesse caso não vai ser
E por esse
sentimento eterno
Me proponho a
enlouquecer
E mesmo sem querer,
com o tempo
Quem sabe eu consiga
um dia, sem perceber
Te alimentar apenas
na lembrança
Enquanto meu coração
aprende a te esquecer
Esquecer pra valer
Será que é assim que
deve ser?
Atillas Felipe Pires
10/07/2013
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