sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Amuletos sem sorte



De frente pro mar parado por aí
Em qualquer lugar
E no momento em que a felicidade sem motivo evapora
E o sentimento de se ter alguém para amar
Foi de repente, foi em qualquer lugar
Eu te vi ali naquele lugar
Ouvia por ali o som do mar
E viajava na direção do seu olhar
Castanho claro, cabelo escuro, cheiro cativante
Sua tatuagem que me fascina sem motivo
E eu ali, imaginando todo o resto
Como te conquistar, te encontrar na minha realidade
Meu pedaço de diamante
Me fez flutuar, sair do chão, me sentir numa vida adiante

Eu ali amarrando mais uma pulseira de linha
Minhas crenças sem Deuses, meus amuletos sem sorte
Mantendo meu estilo sempre em alta
(Ando certo mais sempre fora da linha)
Meu sabor colorido, venha, prove!
Eu vou que vou, quem me vê não me entende
Quem me entende quase sempre não me vê
(por inteiro, se é que me entende)
Que tal mais um mergulho sem pudor
E tenho cabelos amarelo claro
E um odor de cem reais
(tipo One Million, é claro)
Sou assim, me conhece. E não quer nada mais!
Ou sente-se que pra você mais um menos um
Tanto faz
Sou diabolicamente apaixonante
Mas diferente de você
Não sou ator, não sou artista, não tenho músicos
Sou pedra rolante, não diamante
(não fique parado, pedras rolantes não criam musgos)

E quando o sol encontra o mar
As cores se espalham por todos os lugares
E sua pele toma tons mais brandos e coloridos
Refletindo todas as perolas dos meus colares
E eu sinto na alma a vontade de amar
(mas sem amar)
O som das ondas me atingem por todos os lados
Sinto que tudo o que fiz até hoje
Ficou no passado, tudo sem sentido
Diante dessa vista que se espalha pelos meus olhos castanhos claros
Onde é que mais uma vez eu vou te encontrar?
(sem que seja para te amar)
Reflete em minha retina
Essa imagem que de longe me satisfaz
E sem você
Talvez eu não queira mais andar para trás

Atillas Felipe Pires















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