sexta-feira, 20 de setembro de 2013

RAP



De onde venho nem sempre tem vitória na casa ali do lado
Estamos bem longe da vista gringa
Nossa tarefa é sobreviver e ver politico vim pedir voto e te ver morrer calado
Enquanto na faixa de gaza da quebrada jovens compartilham a mesma seringa
(que não vem da gringa)
Minha pátria não é amada
Minha pátria não é amada
Vamos todos juntos nossa arte que seja louvada
(ou enterrada, menosprezada, ignorada, alienada, mal tratada)

Quando a fúria da periferia ascender contra toda essa palhaçada
Vai chover sangue de Brasilia e inundar nossa quebrada
Por que mesmo no acerto eles sempre vão errar
E tentando acertar acostumados a espremer
Vai azedar o suco da luta operaria
E quem vai saber o que é necessário nessa vida pra vencer
(ou pelo menos não morrer)
Antagônica fabulosa e enganosa que se cruza na passagem temporária
(quatro anos)
Eu olho a distancia e me vejo inserido nessa máquina maligna
Que aperta como válvula a capacidade operaria
Vamos a luta povo da escória dessa história mal contada
Vejo meu futuro torturador
Tipo soldado de Hitler
Quem vai saber, estudo é bom ou não?
(vamos ver)
Aprende-se a vencer sem se preocupar com quem vai perder
(e sempre os mesmo vão perder fazer o que é certo nem sempre é o que se deve fazer)
Por que o circulo nebuloso é movido entre pretos e brancos
Se alguém ta por cima, tem gente por baixo
Fracos e brandos
E nessa onda eu me pergunto: Quem é o capacho?
Na minha história vejo a força correr pelo lado errado
Daqueles braços que brandiram correntes
Que hoje movem a engrenagem e no bolso sempre o pouco mal pago
Diga então qual vai ser meu camarada
Quando é que vamos tirar de lá na base da enxadada
(com amor e louvou meu amor eu vou)
(pelo amor pela luta sem sangrar)
(vamos acalentar quem nos matou)

E em dias assim eu mudo a direção da minha ideologia
Um pouco mais sangrenta um pouco sem direção
Resolvi ver Marx e sua Mais Valia
Mas quem disse que tudo tem direção
Quando minha voz chegar em algum lugar
Quero ouvir no fundo: Viva a revolução
E aquele menino uma espada de ouro brandia
Reluzindo num papel branco de origem em word
E nesse tempo vou dizer: Tanto fez, tanto faz, tanto fazia
Meus versos estão carregados de sombria primazia
Hoje em dia nosso tempo nos faz pensar
Cultuou azia, dor de dia, que te ilude me contagia
Então vamos lá, sou jovem de periferia quem diria

 Atillas Felipe Pires
17/09/2013

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