As vezes sinto o peso sombrio em meus ombros
Desse corvo invisível que insiste em me acompanhar
Que de todas as coisas boas faz força e medita alto
Só afim de me privar
Meu próprio eu em dualismo
Meu suicídio emocional
Minha parte irracional
O cara que não pensa, banhado e bem cortido
Perdido no alcoolismo
Só mais um pedido
Por favor, pare com isso
Que esse corvo voe
Que eu construa meu altruísmo
Me cansei das ruas que frequentei
Dos lugares que meu coração partido me convida a visitar
Hoje sou alguém sem sentido
Sem fé, sem calor
Sem amor
Sem ninguém para amar
Eu ainda sou um garoto
Que cresceu mas esqueceu de amadurecer as veias fortes do coração
E lá se foi mais um pouco do meu mel
Meu último suspiro
Minha libertação
Meu ritmo de me sacrificar
No meu próprio altar
E do alto desse muro eu vejo minha vida passar
Enquanto esse corvo invisível é quem me faz companhia
Vem de longe, me aterrorizar
Atillas Felipe Pires
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