Apago a luz do meu mistério
E sinto o cheiro desse tédio
Eu completo o copo e viro e sopro
Apenas mais trago
Garganta corta e pulmão arde
Sou meu labirinto
Me perco sem alarde
E tudo que falei enquanto sonhei
Foi reflexo do meu dia sem nexo
Minha obra numérica sem cor
De complemento exato tão complexo
E na minha retina ainda mora a sua imagem
Que corre marginal em mim
Que desenha minha margem
Não sou tão sério
Não sou noturno nem diurno
Nem clássico, nem da libertinagem
Eu sou o meu próprio labirinto
Me perco sem alarde
Atillas Felipe Pires
03/06/2014
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