Diga-se
de passagem quando estiver de passagem
Por
uma antiga e mal-cuidada estalagem
Na
beira de uma estrada de deslumbrante paisagem
Com
os pneus quentes, cansados e rodados
Uma
zumbido no motor indicando manutenção
Um
bom dia ao recepcionista desajustado
Um
afetuoso aperto de mão
As
roupas no varal finalmente uma parada confortável
Quantos
dias se passaram dessa viagem inesgotável
Estou
de volta a melhor forma, a minha forma ideal
Já
é tarde, vou tirar as roupas do varal
Mais
alguns tragos sentado na cadeira de madeira externa
Olhando
para a floresta logo em frente
Uma
placa apagada indicando a decadência da região
Nada
além do que imaginei, nada além do que mais me deixa contente
Um
dia a mais ou um dia a menos
Entre
a terra e Vênus
Meus
nervos de aço continuam fortes para acelerar mais e mais
Com
o tanque sempre cheio o destino tanto faz
Um
violino nas costas preso por cadarços
Logo
hoje meu foninho esquerdo esta falhando
Gosto
do meu som perfeito
Viajar
viajando
Ainda
ontem pisei sem querer numa poça de barro
Minhas
botas a cada dia contam novas histórias
Entre
derrotas e desapegos, visíveis vitórias
Colocando
novas pessoas no meu livro diário
A
única marcação que preciso
Pintando
meu destino com novas cores
Muito
prazer meu nome é otário
A
garrafa sempre cheia no porta-luvas
Não
aconselhável mas profundamente agradável
Uma
dose a cada curva quando não encontro chuvas
Dentro
do controle para não perder o controle
Com
os vidros abertos sentindo o vento local
No
toca-fitas uma parada qualquer
Percorro
entre Cassia Eller a James Brown
Passando
pelas batidas simples qualquer porra banal
Nas minhas viagens encontro varias personagens
Me
apaixono e desapaixono como quem lubrifica as engrenagens
Vivendo
de estrofes em estrofes
Apenas
a cada dia encaixando novas rimas
Provando
o sabor de novas salivas
Doces,
amargas, cativantes, inebriantes
Diabólicas,
desajustadas, apaixonantes
As
vezes apenas piso um pouco mais fundo
E
coloco meu pé na estrada
Sozinho
e nulo, conhecendo o mundo
Ansioso
apenas com a próxima parada
Uma
vida em looping
Diga-se
de passagem quando estiver de passagem
Por
uma antiga e mal-cuidada estalagem
Na
beira de uma estrada de deslumbrante paisagem
Com
os pneus quentes, cansados e rodados
Uma
zumbido no motor indicando manutenção
Uma
bom dia ao recepcionista desajustado
Um
afetuoso aperto de mão
As
roupas no varal finalmente uma parada confortável
Quantos
dias se passaram dessa viagem inesgotável
Estou
de volta a melhor forma, a minha forma ideal
Já
é tarde, vou tirar as roupas do varal
Atillas
Felipe Pires
04/07/2015
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