quarta-feira, 8 de julho de 2015

O azar de ter sorte

Esbarrei com a sorte numa dose de azar
Enquanto saía por aí e me vi numa mesa qualquer de bar
Era noite fria mais sentamos na parte de fora
Eu pedi aquela que estava mais gelada
Mesmo sabendo que era um pouco fora de hora

Esbarrei com a sorte numa dose de azar
E nunca me vi numa onda positiva  como aquela
Algo que me lembrou as variações das ondas do mar
Era a sensação de viajar no seu olhar
Quem poderia imaginar que nas esquinas do destino
Eu iria sem motivo algum te encontrar

Dei de cara com a sorte e ela estava sorrindo
Enquanto eu me deitava em seu colo e me preparava para dormir
Minha sorte surgiu de carruagem e me encantou com seu instinto de liberdade
Não tentou me conquistar
Na verdade pareceu querer me esnobar

Me intriguei e percebi que encontrei
Minha sorte apareceu sem pedir licença
E me fez querer cada vez mais
Eu sentia como se fosse alcançar o inalcançável
Senti minha força inabalável
Algo que para mim sempre me tocou como algo tão improvável
Eu vi a sorte vindo na minha direção
E ela parecia trazer consigo um pouco de azar
Eu pensei que ia passar
Mas não passou

Eu senti o cheiro do hálito da sorte
Provei  seu beijo
Mas por fim, eu esbarrei no azar
Apenas um mero lampejo
A sorte chegou para me mostrar
Que as vezes é melhor ser um cara com azar

Atillas Felipe Pires
08/07/2015

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