Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
Ia tudo tão bem, hoje não sei dizer
Hey baby, me diz o que aconteceu com
você?
Se quando olho dentro da sua alma pelos
seus olhos
O meu reflexo eu não consigo mais ver
Hey baby, me diz o que aconteceu com
você?
Essa noite esta cada vez mais longa
Se o vinho acabar acho que tem wisky
no frigobar
E enquanto isso os cigarros estão acesos
Não sou de fumar, mas a essa altura
não quero pensar
E os seus cabelos loiros grudam no meu
peito, paixão derradeira
Acho que estou chegando próximo as chamas
do inferno
Hey baby, eu acho que quero me queimar
Hey baby, eu não me reconheço mais
Sou aquele cara dos vícios intermináveis
Eu nunca soube amar
Ou agora sou o mais triste dos poetas
Amor infinito em forma de arte
Eu acho que tudo isso vai passar
E estamos nessa sala com fumaça no ar
Tudo esta fechado, cortinas, lanchonetes
Nesse hotel não tem bar
Hey baby, estamos sozinhos nesse lugar
E enquanto houver bebidas, eu mesmo
de longe
Do outro lado do sofá
Continuo a te amar
Hey baby, eu sei que você vai voltar
Sei que vai se aproximar
E as taças vão se acumular
Hey baby, estamos sozinhos nesse quarto
Nesse hotel não tem bar
E as vezes eu sinto como se houvesse
uma espaço vazio em você
Hey baby, me diz o que aconteceu com
você?
As drogas e os livros de paginas amarelas
não te satisfazem mais
Ia tão bem, hoje não sei dizer
Esse conceito histórico referente as
dores passadas, pra sempre fez ou tanto faz
Eu vou te provar a cada dia
O quanto seu tempo vale mais
E as taças vão se acumular
Vamos a cada dia numa velocidade incapaz
de acompanhar
Hey baby, vamos nos amar
(ou transar)
Hey baby, me diz o que aconteceu com
você?
Se quando olho dentro da sua alma pelos
seus olhos
O meu reflexo eu não consigo mais me
ver
(então vou beber)
Então vai
Se a cada dia nesse mundo que estamos
A cada dia tudo se vai
E vem, tanto faz para quem vive um segundo
de cada vez
Outro dia bebi mais do que deveria
Hoje retraiu meus ensejos por que amanha
tenho trabalho a fazer
Me aguente, apenas mais essa vez
Então vai
Se a cada dia nesse mundo que estamos
Somos obrigados a parar
(mas nunca para pensar)
Então vai
Se a companhia de alguém de pernas boas
não te faz mais bem
E a essa altura o que te convém?
Então vai
Se a cada momento o que se tem é nada
além de tudo que sempre teve
Paradoxo escrito como bala pronta para
matar
(matar é amar)
(matar é amar)
Libero de uma só vez a fera que reside
em meu peito
Queimo mais um pouco meu espírito nas
chamas do inferno
E as vezes eu sinto minha alma gelada
Sinto como se em mim morasse apenas
o inverno
Sem calor, sem dor, gelo que satisfaz
Gele que atrai
Escuto por aí que minha personalidade
é dupla
Será talvez médico e monstro?
Chegue mais perto, abra suas pernas
que eu te mostro
O que no dia de trabalho vai causar
seu atraso
(ou te arraso)
Dessa vez eu vou por baixo
Por que sou assim
Sou baixo
Atillas Felipe Pires
02/10/2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Em meus pulmões rufam tambores
Sou forte por natureza
Tenho o sangue quente
e a pele fervente
Sou carne pura, não
sou gente
Meus pulmões rufam
fumaça como rufam tambores
(como os que rufam
quando se aproximam as minhas dores)
Sou forte por natureza
Animal belo, atlético,
olhos pequenos e fundos
Espirito forte,
virtude e nobreza
Sou forte por natureza
Mas esses dardos me
penetram com furos fundos
De tantos que furam,
me falta força me vem a fraqueza
(vejo meu espirito
manchar o chão)
Não vou me deitar ante
ao matador
E quanto mais eu
aguento, mas vejo que os da plateia se inflamam
(num coro de terrível
paixão)
Gritos de alegria que
em meus ouvidos são de terror
Não vou me deitar ante
ao matador
(mantenho-me em pé,
quanto preciso for)
De tão forte que meu
coração bate
De tão forte que sou
Atillas Felipe Pires
14/11/2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Afogar ou se jogar?
Quero voar, voar pro
alto
Ir bem longe para te
encontrar
Eu não vou parar
E deixar você
desaparecer
O meu mundo é você
Meu sorriso é com você
E sem você não vou me
acostumar
Eu não vou viver
Sem você não sei amar
Eu não sei continuar
Se ficar sem você for
a única forma de viver
Eu prefiro engatar
marcha lenta
Meu motor da vida
estacionar
Eu prefiro iludir meu
intelecto
Com esse falso ser
Esse ser ideal
Miragem no deserto
Me refresca na ilusão
Na ilusão de um dia te
ter
E assim quase que do
nada eu desperto
Desse sonho
“pesade(lado)”
E fico feliz
Estou bêbado e
pe(lado)
Com o ser inanimado
que repousa ao meu (lado)
Fico feliz e encaro
meu travesseiro ali parado
Por muito tempo, isso
era tudo que queria
Doce sonho dentro de
um pesadelo
Estou cantando poesias
sem sentido
Intelecto apurado,
pensamento prático
E olha só onde estou,
quem diria
Ser ambíguo
Qual será o meu melhor
(lado)?
Coração gelado
Sentimento nobre
esfolado
Sozinho na vida, o
maior enrolado
Me dê um pouco de
vinho
E fique um pouco ao
meu lado
E me responda
Qual é o meu melhor
(lado)?
Minha definição de
amor nos últimos tempos tem sido distorcida
Pelo meu estado de
espirito, que é o pior possível
Mas por meus amigos eu
fico feliz, estou na torcida
Sou um jogador
solitário
Acerto o alvo de primeira,
mas não comemoro
Faço parte da pior
classe possível
Desperdiçador de
opções
Ate não ter mais
opções
Eu tenho bem mais que
um, eu tenho vários corações
Que Deus me perdoe
Que Deus aceite meus
poemas como apelações
Minha parede é um muro
de metragem infinita
Eu não tenho mais o
mesmo parecer notório
Não sei mais com
quantos anos me perdi
Se ainda estou perdido
ou se me encontrei e não percebi
(por que estava
perdido)
Eu tenho um
senso-critico, meu estado é sempre critico
Tenho um ego inflamado
para o mundo que me cerca
Mas sou um ser
meramente impuro
Abastecido pelas
minhas noturnas lamentações
E até hoje, quantas
foram?
Infinitas as opções
Para cada uma, mais de
uma decepção
(decepções)
Sinto minha energia no
saldo negativo no mundo espiritual
Eu queria emanar mais
cores, mais arte
Mas eu sempre exponho
o outro lado
Dark side
E te confesso aqui
parado: Eu gosto disso!
Essa é minha outra
parte
E bem mais que um
desabafo filosófico
Com rimas e eufórico
As vezes eu fico ali
parado
Olhando cada um dos
cantos desse céu que nos imerge
Manto negro salpicado
de alegria
E somos todos assim,
sou colorido mas as vezes sou bege
E como o céu, negro e
brilhante ao mesmo tempo
Eu quero ser
Só que em quanto
tempo?
Minha escada moral não
me eleva ao patamar mais alto
(não neste momento)
O mais perto do céu é
se jogar sem medo no mar
O reflexo que nos trás
Eu posso sentir um
pouco do ar
Do céu no mar
Do céu no mar
E sinto saudade de
sentir amor
Sinto saudade de amar
E agora, onde você
deve estar?
No céu ou no mar
A solução para os meus
problemas
Se afogar ou se jogar?
Se afogar ou se jogar?
Atillas Felipe Pires
13/11/2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Rainha do Cangaço
Maria Bonita era a menina mais querida da vila
Maria Bonita não tinha só no nome o adjetivo de elogio
Maria Bonita era bonita
Para todos os olhos masculinos era um colírio
Maria Bonita menina nova
Olhar e voz cativante, Maria Bonita não tinha diamante
Maria Bonita era o diamante
Domingo era dia de missa
Parava a praça
Para Maria Bonita ir receber a bençao e a graça
De nosso Senhor Padre Ciço
Maria Bonita era bonita
Para todos os olhos masculinos era um colírio
Naquele tempo rondava o boato
De um grupo de cangaceiro que aterrorizava o cerrado
Para alguns trazia sorte, para fazendeiros era sinônimo de mau-olhado
Pra mais de 50 homens, cabras da peste não tinham medo nem da peste
Seu líder era conhecido como o rei do Cangaço
Herói dos nordestinos, Virgulino terror dos donos de terraços
Naquele tempo rondava o boato
Um herói assassino, vingador dos podres miseráveis
Seu cavalo era bento, sua peixeira alguns diziam ser santa
Cultura nordestina, que voa longe, verdade ou boato
Ninguém queria pagar para ver
Ninguém se arriscaria a pagar o pato
Sou comedor de farinha com muito orgulho
Filhos dessa terra seca
Com a qual empoeiram os meus pés nordestinos
Sou devoto de meu Padim Padi Ciço!
A água cristalina que rolam em meus olhos ao lembrar
Que sou desse lugar
Sou daqui
E aqui é onde eu quero ficar, que nesse chão meus cumpadi cavem sete palmos
(para me enterrar ou para ouro encontrar)
Maria Bonita não se entregava a ninguém
“Sou de Deus, sou pra Deus, nem vem”
Mas seu destino havia sido cravado nos trilhos do cangaço
E mais cedo ou mais tarde seu futuro viria por mal ou por bem
Maria Bonita era a mais bonita e já havia sido escolhida
E por amor de um guerreiro de cores pardas
Que brandia rifles como espadas
E rondava o cerrado, justiceiro sem fronteiras
Assassino anti-herói
Das cobras rasteiras
Que humilhavam e esnobavam o seu povo
De cidade em cidade Virgulino liderava o seu grupo
Piratas da poeira, saqueando e distribuindo ao povo
Devolvendo seu suor em forma de papel
Sem dó na faca, mortes nas costas
Fazendeiros que acumulavam império até o céu
(não há perdão pelo perdão)
Sua gratidão era divina
Seu terço sempre no peito desviando-lhe das balas
Mas daquela bala seu terço não o desviou
Naquela direção na verdade ele te empurrou
Na direção daquele olhar brilhante de Maria Bonita
Atravessando a estrada com roupara para lavar
Seu coração de imediato se amarrou
De imediato o amor emanou
E Maria Bonita naquele mesmo momento Virgulino amou
Maria Bonita numa tarde se encontrou
Com alguém assim estranho, no alto de um cavalo
Ali parado na estrada e viu seu olhar lhe atingir
Sentiu como se uma faca no peito lhe enterrou
“Meu Deus, será isso amor”?
E naquele momento por Virgulino Maria bonita se enamorou
Sou comedor de farinha com muito orgulho
Filhos dessa terra seca
Com a qual empoeiram os meus pés nordestinos
Sou devoto de meu Padim Padi Ciço!
A água cristalina que rolam em meus olhos ao lembrar
Que sou desse lugar
Sou daqui
E aqui é onde eu quero ficar, que nesse chão meus cumpadi cavem sete palmos
(para me enterrar ou para ouro encontrar)
Foi a história de amor mais bonita que meu nordeste presenciou
A moça da cidade que abandonou seu vilarejo
E passou a ser nômade na aba de um cangaceiro
(ou justiceiro)
E havia quem dizia: Maria Bonita virou heroína
(também quem condenava a assassina)
E tinha na bata uma faca e na consciência mortes para lamentar
(Ou festejar)
Maria Bonita era agora a Rainha do Gangaço
Maria Bonita era agora a rainha do Cangaço
Maria Bonita ainda era bonita mas agora
Não tinha mais bíblia nos braços
Maria Bonita agora tinha na mira os traidores e caçadores de humanos
Maria Bonita empunhava rifles e portava facas, mantendo seus delicados traços
E até hoje quem se lembra diz: Virgulino perdeu para a milícia por que seu amor se foi
Um tiro pela culatra, bem antes dele
Maria Bonita virou o primeiro anjo atirador
Virgulino pelo que dizem não suportou a dor
E seu rastro ele deixou visível
Pego e condenado, decapitado em praça pública
E para quem acredita, lá no céu com seu amor ele se encontrou
Foi a história de amor mais bonita que meu nordeste presenciou
A moça da cidade que abandonou seu vilarejo
E passou a ser nômade na aba de um cangaceiro
(ou justiceiro)
E havia quem dizia: Maria Bonita virou heroína
(também quem condenava a assassina)
E tinha na bata uma faca e na consciência mortes para lamentar
(Ou festejar)
Maria Bonita era agora a Protetora do Cangaço.
Atillas Felipe Pires
11/11/2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
FDP
Porra essa
filha-da-puta sempre consegue me foder
Direta, ou
indiretamente, de verdade ou quando (mente)
Porra essa filha-da-puta
é uma filha da puta que me faz enlouquecer
Diaria(mente),
sublinar(mente) enquanto mente a minha mente
Não tente, se
movi(mente) evolua, verdadeira(mente)
Enquanto passa essa
vontade de ficar aqui mais um dia
Se é que se tem o que
sempre teve
Enquanto nada é como
se via
Nada era o que você
queria
Essa vida, quem diria
Tendo em cada esquina
uma flor pra regar
Mas sou o tipo de cara
que para e olha em seu quintal no dia de chuva e não ter nenhum jardim pra
cuidar
Que se foda seu filho
da puta
Se tiver um pouco mais
de whisky e puta
Não penso mais em você
filha-da-puta
Enquanto pinto mais
uma vez minha máscara
Em todos os sentidos,
sou homem de fumaça
Maleável, mutável,
triplico não duplo
Na vida de quem quer
que seja, eterna desgraça
Com alma, com amor,
com graça
Prazer sou mais um
santo demoníaco na praça
Porra essa
filha-da-puta sempre consegue me foder
Quando acho um perfume
novo
Tudo fica outra vez
cinza e começa a feder
Se é que vai ser
assim, sem rosas, sem nada
Sem começo sem fim
Eu penso em repensar o
começo e voltar para o mesmo lugar
Em parar analisar,
sofrer e sorrir até chorar
Agonizar em meio a
gargalhadas
Sou teatral, te faço
muito bem
Só quando convém
Sou assim, se quiser
me seguir estou aqui, então vem
Porra essa
filha-da-puta sempre consegue me foder
E sabe-se lá quem é
você?
Essa filha da puta
dessa flor anônima que me faz ser quem eu sou
Desse ser ideal
desenhado em minha retina
Algo assim, quase
perfeito
Quanto as cores da
capela cistina
E comparada a minha
mente (que mente)
Nada chega perto
Ninguém se iguala
Apaixono-me por meus
desenhos
Por mim, por meus
quadros
Sou assim e sou feliz
Anjo caído, não meta o
nariz
E quem diz:
Chega mais perto eu
quero ficar?
Eu vou negar
Eu vou negar
Anjo caído, não meta o
nariz
E quem diz:
Chegue mais perto eu
quero ficar?
Eu vou negar
Eu vou negar
P.s: Para uma
filha-da-puta que acompanha todos os bêbados e largados a quem empresto minha
voz: a solidão que te acompanha na noite fria. A solidão de quem vive
acompanhado a pior de todas, eu diria!
Atillas Felipe Pires
04/11/2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Acordei naquela madrugada ouvindo o som arranhado do fim do vinil
Aquele chiado que fica quando a melodia chegou ao fim
E você (dormindo bêbada, não viu)
Acordei no sofá
No tapete uma mancha de vinho
No meu peito o cigarro apagado
Troquei o som, coloquei pra tocar "..então vem"
Abri a janela no décimo quinto andar, a noite linda de estrela
Lembro que tinha alguém aqui (não lembro quem)
Mas agora estou sozinho
Mas estou alegre
No fim da garrafa ainda tem um pouco de vinho
(já não me sinto mais tão sozinho)
Atillas Felipe Pires
31/10/2013
Atillas Felipe Pires
31/10/2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)