segunda-feira, 18 de novembro de 2013

NOSSA, QUE BAIXO!

Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
Ia tudo tão bem, hoje não sei dizer
Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
Se quando olho dentro da sua alma pelos seus olhos
O meu reflexo eu não consigo mais ver
Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
Essa noite esta cada vez mais longa
Se o vinho acabar acho que tem wisky no frigobar
E enquanto isso os cigarros estão acesos
Não sou de fumar, mas a essa altura não quero pensar
E os seus cabelos loiros grudam no meu peito, paixão derradeira
Acho que estou chegando próximo as chamas do inferno
Hey baby, eu acho que quero me queimar
Hey baby, eu não me reconheço mais
Sou aquele cara dos vícios intermináveis
Eu nunca soube amar
Ou agora sou o mais triste dos poetas
Amor infinito em forma de arte
Eu acho que tudo isso vai passar

E estamos nessa sala com fumaça no ar
Tudo esta fechado, cortinas, lanchonetes
Nesse hotel não tem bar
Hey baby, estamos sozinhos nesse lugar
E enquanto houver bebidas, eu mesmo de longe
Do outro lado do sofá
Continuo a te amar
Hey baby, eu sei que você vai voltar
Sei que vai se aproximar
E as taças vão se acumular
Hey baby, estamos sozinhos nesse quarto
Nesse hotel não tem bar

E as vezes eu sinto como se houvesse uma espaço vazio em você
Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
As drogas e os livros de paginas amarelas não te satisfazem mais
Ia tão bem, hoje não sei dizer
Esse conceito histórico referente as dores passadas, pra sempre fez ou tanto faz
Eu vou te provar a cada dia
O quanto seu tempo vale mais
E as taças vão se acumular
Vamos a cada dia numa velocidade incapaz de acompanhar
Hey baby, vamos nos amar
(ou transar)
Hey baby, me diz o que aconteceu com você?
Se quando olho dentro da sua alma pelos seus olhos
O meu reflexo eu não consigo mais me ver
(então vou beber)

Então vai
Se a cada dia nesse mundo que estamos
A cada dia tudo se vai
E vem, tanto faz para quem vive um segundo de cada vez
Outro dia bebi mais do que deveria
Hoje retraiu meus ensejos por que amanha tenho trabalho a fazer
Me aguente, apenas mais essa vez
Então vai
Se a cada dia nesse mundo que estamos
Somos obrigados a parar
(mas nunca para pensar)
Então vai
Se a companhia de alguém de pernas boas não te faz mais bem
E a  essa altura o que te convém?
Então vai
Se a cada momento o que se tem é nada além de tudo que sempre teve
Paradoxo escrito como bala pronta para matar
(matar é amar)
(matar é amar)

Libero de uma só vez a fera que reside em meu peito
Queimo mais um pouco meu espírito  nas chamas do inferno
E as vezes eu sinto minha alma gelada
Sinto como se em mim morasse apenas o inverno
Sem calor, sem dor, gelo que satisfaz
Gele que atrai
Escuto por aí que minha personalidade é dupla
Será talvez médico e monstro?
Chegue mais perto, abra suas pernas que eu te mostro
O que no dia de trabalho vai causar seu atraso
(ou te arraso)
Dessa vez eu vou por baixo
Por que sou assim
Sou baixo

Atillas Felipe Pires
02/10/2013

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