Sou forte por natureza
Tenho o sangue quente
e a pele fervente
Sou carne pura, não
sou gente
Meus pulmões rufam
fumaça como rufam tambores
(como os que rufam
quando se aproximam as minhas dores)
Sou forte por natureza
Animal belo, atlético,
olhos pequenos e fundos
Espirito forte,
virtude e nobreza
Sou forte por natureza
Mas esses dardos me
penetram com furos fundos
De tantos que furam,
me falta força me vem a fraqueza
(vejo meu espirito
manchar o chão)
Não vou me deitar ante
ao matador
E quanto mais eu
aguento, mas vejo que os da plateia se inflamam
(num coro de terrível
paixão)
Gritos de alegria que
em meus ouvidos são de terror
Não vou me deitar ante
ao matador
(mantenho-me em pé,
quanto preciso for)
De tão forte que meu
coração bate
De tão forte que sou
Atillas Felipe Pires
14/11/2013
Nenhum comentário:
Postar um comentário