domingo, 17 de novembro de 2013

Em meus pulmões rufam tambores


Sou forte por natureza

Tenho o sangue quente e a pele fervente

Sou carne pura, não sou gente

Meus pulmões rufam fumaça como rufam tambores

(como os que rufam quando se aproximam as minhas dores)

Sou forte por natureza

Animal belo, atlético, olhos pequenos e fundos

Espirito forte, virtude e nobreza

Sou forte por natureza

Mas esses dardos me penetram com furos fundos

De tantos que furam, me falta força me vem a fraqueza

(vejo meu espirito manchar o chão)

Não vou me deitar ante ao matador

E quanto mais eu aguento, mas vejo que os da plateia se inflamam

(num coro de terrível paixão)

Gritos de alegria que em meus ouvidos são de terror

Não vou me deitar ante ao matador

(mantenho-me em pé, quanto preciso for)

De tão forte que meu coração bate

De tão forte que sou

 

Atillas Felipe Pires

14/11/2013

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