Eu quero um lugar meio
assim
Sei la!
Meu e seu
Como é que isso deve
ser
Como é que isso será?
Um lugarzinho do
tamanho ideal
Nem grande nem pequeno
Com flores cor de céu
no quintal
Com ar despoluído no
ar
E de longe um cantinho
da tela cor de mar
Eu quero um lugar meio
assim
Sei la
Feito só pra mim,
feito só pra você
Só pra gente se amar
Eu quero mais flores em minhas linhas
Mais tons coloridos na
minha vida
Eu quero uma sala com
tapete de bolinhas
Onde haja uma lareira
pra no frio se esquentar
Onde a cada dia a luz
do sol será bem vinda
Como é o meu amor por
esse amor
Que é seu e nunca meu
Onde eu vou te
encontrar doce mel de cor e sabor?
Prevejo em meus sonhos
(quando não são medonhos)
Um lugar ideal para
sentar e analisar
Pensar e repensar,
para onde é que vão meus pensamentos
Quando não por
obrigação, eu paro para pensar
Quero ver mais doce,
mais pássaros no céu
Me cansei da minha
fala com gosto de bordel
(Viajo o mundo
inteiro, como se o mundo fosse a minha sala)
Sempre com arames
farpados, hoje eu quero é mais amar
E você que me invade
com essa alegria!
Quem deve ser, onde
vou te encontrar!?
Me pego fazendo
carinho com as palavras
Sem ninguém aqui do
lado
E essa folha em branco
recebe meu amor
(e não reclama)
Se estou certo ou
errado não vou falar
Mas não vou parar, meu
mérito é nunca estar parado
(pedras rolantes não
criam musgos)
As vezes me desprendo
do meu ser
Mês passado até pensei
em criar músculos
E daí, qual a
diferença
Bonito ou feio, quem
vai dizer?
“Esperei por tanto
tempo! Esse tempo agora acabou..
...demorou, mas fez
sentido, fez sentido que PASSOU!”
E passou..
Um bom malandro,
conquistador, tem pique de artista nipe de jogador
Esse meu estilo de “segue
seu caminho, eu não vou ficar”
Se for pra transar,
quem sabe, é só falar
Mas não me venha com
esse lance de “amor te quero aqui comigo”
Não vou te amar, nada
de eternizar
(Se é que me entende,
agora xispa, ok! Vamos lá)
Ando sempre pela
noite, nos ladrilhos do destino
As vezes o sereno me
recolhe
E nos espelhos dos
carros neblinados eu posso ver meu espirito
Quando menos percebo
estou me despindo
No carro ou na lama,
você escolhe
15 minutos de fama, as
vezes 30, agora já tenho que ir
Nunca minto minha
sina, sou assim e não vou mudar
Me derrapo e bato
forte
Estou no fundo e quero
afundar
Por que o mundo me
escolheu assim
E assim acho que vai
ser
Se eu te quero, não me
queres
Se me queres, quem não
te quer sou eu
E na neblina dessa noite
eterna, acredito que pra sempre vou viver
(e pra mim isso é
viver)
Nem mazocas conseguem
me entender
Vejo o céu e conto
estrelas
Levo uma a cada dia
(elas sempre me
escolhem para descer, olha só, quem diria)
No meu quarto eu tenho
amores
Sou seu santo e vejam
só
O seu santo pensa
odores
Mas exala o seu melhor
Batuco no volante,
faço tipo
Sou cavalheiro “ open
the door”
Te conquisto no estilo
clássico
Fuja agora é bem
melhor
“Estava bem longe
noutro lugar, perdido distante na esfera lunar”
Eu desci..
Acordo cedo e vejo o
sol
No meu quarto entra o
calor
De propósito não fecho
a janela
A luz que em meu rosto
soca, nunca me trás dor
Hoje o dia vai ser diferente
Hoje vai ser bem
melhor
Hoje vou seguir a
diante
Olho no espelho, um
brilho no olhar
(Sinto um ar de
diamante)
Sozinho no meu lugar
Hoje é o dia de mudar
Estive pensando, num
belo lugar
Me vem como se fosse
um sonho
Um lugar meio assim
sei la
Me confundo dentro de
mim
Onde é que isso vai
parar?
Escravo distante
Das correntes
cortantes
Sou meu amor e assim
não quero ficar
De repente me vem um
gosto
De cores desse lugar
Um canto da tela cor
de mar
Uma lareira pra
esquentar
Será que foi um sonho
Ou agora tenho mesmo
alguém para amar?
(Tipo assim ideal,
puta-que-pariu fumaça vai virar)
Eu quero mais flores
em minhas linhas
Mais tons coloridos na
minha vida
Eu quero uma sala com
tapete de bolinhas
Onde haja uma lareira
pra no frio se esquentar
Onde a cada dia a luz
do sol será bem vinda
Como é o meu amor por
esse amor
Que é seu e nunca meu
Onde eu vou te
encontrar doce mel de cor e sabor?
Quais de mim você vai
querer?
Eu faço as vitrines
Corra não perca
É chegar e escolher!
Atillas Felipe Pires
25/11/2013
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