Eu desci na vila pra encontrar aquela rapaziada
Aquela rapaziada do tempo do colégio
Eu fui a vila e não encontrei mais nada
Por que aquela rapaziada não esta mais lá não
Eu fui a vila e quem diria
Ah meu Deus, cadê aquela galera da praça?
Hoje estão todos casados
Que sacrilégio
Que piada sem graça
Eu fui a vila e não encontrei aquela rapaziada do colégio
Ouvi dizer que hoje o grupo da pilantragem
Agora leva os filhos na missa de domingo
Voltei no tempo, uma viagem
Lembrei do grupo da cerveja no bar da esquina
Hoje não tem ninguém mais disponível
Já tem até gente pensando no bingo
Eu vim na vila pensando em passar a noite
Mas vou voltar as 18
Ah meu Deus, que cenário horrível
Hoje a preocupação do sábado a noite
É ter que levantar na segunda às 8
Eu fui a vila mais foi como não ter saído de casa
Entre os 30 e os 20 tantas coisas mudaram
Não faço mais questão
Agora tanto faz
Eu vim a vila e não pretendo voltar mais
Olhei para as fotos
Uma pena o tempo não andar para trás
Eu passei pelos lugares que havia tanta vida
Lá encontrei escombros de um passado de festas
Um cenário que parecia de outra vida
Hoje não tem mais nada ali
Me senti criando uma ferida
Eu vi um copo descartável com aspecto envelhecido
Uma bituca de cigarro apagada
Eu vim rever a rapaziada mas não encontrei nada
Apenas lembranças da nossa jornada da segunda década
Entre os 18 e os 29 tudo tem bem mais brilho
Eu vim de lá
Eu vim de lá pra cá
E cá nada encontrei então voltei pra lá
Lembranças de uma outra vida
Saudade da rapaziada
Daquele tempo do constante hálito embriagado
Eu fui a vila e não encontrei mais nada
Apenas os rastros quase apagado
Daquele tempo
Daquela época que não volta mais
É uma pena o tempo não andar para trás
Atillas Felipe Pires
06/05/2015
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