segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Solte o ar



Ó quantos gritos foram contidos
Entre os suspiros e as tentativas
Todas as palavras com ares comprimidos
E os dizeres transversais reprimidos

Todos os fôlegos que ficaram no pulmão
Os respiros profundos que não foram tão fundo
Tudo aquilo que se acorrentou na interna prisão
Mas que no dna cravou um corte profundo

Deitados frente a frente no tapete da sala
Quantas palavras se passa na fala
Mas nem um som é proferido
No fim, apenas um peito ferido

Quanta indiscrição de quem inventou a solidão

Atillas Felipe Pires
23\10\2017

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