Essa noite estou aqui
E vejo nessa madrugada os lampejos me extorquir
O sono distante
A mente brilhante
E quando nada mais parece ser o que parece
Um fantasma sem sombra
Me acorda com uma corda
Eis em mim, uma rápida prece
Que de fé carece
Mas de medo a Deus entristece
Sigo em frente, num tom macabro
Amor, sincero, saudade, dor
Agora um pouco de diabo
Um pouco de terror
Eu falei de tudo, mas de quase nada
E tem sangue nesse sonho
Tem pimenta no sabor
Tenho de tudo mais não tenho nada
Que tal ascender a luz da minha mente
Mas nesse quarto não tem luz nesse quarto não tem mente
Corpo estarrecido
Não há nada desse mundo parecido
Quando se fala em tom noturno
Eu vejo um milhão de tons escuro
Eu vejo a noite em outro mundo
Sem sono me convenço
Que as vezes o que precisamos é de silencio
Pensar, andar sem sair do lugar
Não dormir por vontade própria
Sentir as juntas tremerem sem motivo
E sua boa esta toda torta
Que coisa estranha, que coisa mórbida
O espelho saiu pra voar
E reflete todo o resto
Eu me vejo, em todos os lugares
Que coisa estranha, que coisa mórbida
Sinto agora, os móveis me observar
Sempre estão ali
Parados no mesmo lugar
Imóveis solitários
E eu penso, como posso ter tantos tons de otários
Boa noite noite
Boa noite dia
Boa noite mente
Que coisa feia
Que coisa comovente
Atillas Felipe Pires
30/10/2012
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