Vêm comigo, vamos enfrente, cordeiros passageiros
Que tenhamos força para beber da água
Que desce da boca dos lobos traiçoeiros
Nosso grito é bem mais forte que essa dor
Tratados como bobos, vem comigo
Vem comigo cordeiros
Luz que brilha em infinitos quilates
Brandos na pele, mas por dentro eternos loucos
Nossa força foi criada pela falta
Estrutura precária, falta comida, falta água
Não temos como se orgulhar
Da nossa conta bancária
Mesmo assim, da contra-mão nos viramos
Estamos disputando de igual para igual
A corrida que desde a partida é desigual
Não importa, se para estar bem
Para nós não é difícil
Basta ignorar tudo que sempre esta mal
Falo por todos
Falo por mim
Por você
Dessa vez, acho que vamos conseguir!
Quem vai nos impedir?
Eu quero ver!
Vamos levantar esse exército
Que aprendeu a dar valor nas coisas simples
Como o rubi brilhante
Que foi dado aos pobres
Que limpou o curativo podre dos infratores
A vida estagnante, de um mero comerciante
Figurino traçado, vida esbanjada
E olhando para o lado eu paro e penso
Não entendo a dor daqueles que causam dor
Não entendo as lágrimas que descem daqueles que portam armas
Que querem te machucar
Ou procuram no amor, uma forma de transar
Não entendo a repugnância pelo odor
Daqueles que tragam a morte mal cheirosa
E jogam a vida para o ar
Na fumaça contagiosa, que invade sua alma
E escurece seu fôlego até a morte
Lentamente te leva pela vida inteira
Mas que no fim, faz seu corpo
Virar cinza, por inteiro, de uma só vez, numa fogueira
Não entendo o que quero entender
Quando paro como hoje para escrever
Sem óbvio porquê
As linhas vão saindo sem ritmo bonito
Sem arte contemplável
Enquanto isso você continua lendo
Continua indo
Buscando algo que acalente sua alma
Algo afável como este abraço literário
Que trás nas mangas esses espinhos enormes
Que invadem sua carne e criticam sua vida
Não importa, quem escreve
O que importa é o toque na ferida
Dessa sua vida mal vivida
Dessa sua jornada
Que diferente dos seus sonhos de criança
Nunca foi, e nunca será encantada
Encare talvez como mais uma cantada
Se interesse por mim
Por ser excêntrico
Assim vou ganhando a vida
Assim vou convencendo mais e mais
A vir para o meu lado
Sem nexo, complexo
Cito novamente
Passe mais tempo entre Sexus, Nexus e Plexus
Pela ronda do triplex dessa noite
Parei sem mais nem menos por aqui
Agora vejo na tv e paro para ver
Um negocio interessante
Sou maluco viajante
Sou maluco marginal
Vou ali, sentar num sofá velho
E ver se desse mundo complexo me desligo
Vou enfrente, passo a ver..
Que é melhor viver, melhor nunca se esconder
Mais um trago da morte mal cheirosa que não entendo
Mais um nó, na mente, de quem ta lendo
Bons góles meu amigo
Só não vem comigo!
Atillas Felipe Pires
02/10/2012
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