sábado, 20 de outubro de 2012

Produto da Noite Solitária

Sou alguém de hábitos noturnos
Eu sou assim, as vezes malicioso
As vezes ingênuo
Sabe-se lá o que procuro!
Procuro poesias que me toque com tons mudos
As vezes nem sei o que procuro
Eu sou assim, quero ver arte em toda parte
Eu não sei quando foi a ultima vez
A ultima vez que reli minha própria arte
Que voltei a ver meu realejo
Como sou assim, como fui como vou
Ver as coisas como eu mesmo vejo
Entre os portões que nos cercam
E a vida como passa sem parar pra pedir carona
Em um maluco cortejo
Temos tantas opções, para poucas certezas
Erguer o troféu com vontade
Ou sem perceber ir a lona
Tanto faz, pouco importa
Cigarros, bebidas, gasolina, carros.
Minha porta ainda é torta
As festas que passam como fleches
Luzes coloridas
Que tocam nossa pele e ilumina de forma distorcida a nossa vida
Guiando nosso caminho para o mesmo lugar de sempre
Ser ou não, não importa
Desde que tenha algo mais para beber
Se for para parar, parar para descer
Não teremos chão nem experiência
Atravesse essa porta, é assim que vai ser
Sem nexo, continuar complexo
Não há tantas razões
No espelho admiro as feições
Não tenho mais nada a dizer
Mas tenho ainda a vontade de dizer
E a noite segue
Sentado vou escrevendo como se estivesse andando por aí a pé
E o meu ritual solitário também, uma bolha
Fagulha em gulha
TV no mudo, criado mudo, café
O que sai não volta mais
Não entendo o que se passa
Passa, passa, e não entendo
Quanto mais, tanto faz
Quanto tempo mais
Agora de fato tanto faz
Nunca mais eu quero te ver
Sem perceber
Mudo o tom
E mudo pra valer
Confundindo quem vai ler
Talvez, voltado a todos
Depende do que você vai entender
Eu nunca mais quero te ver
Mas quero te ver
Eu não sei o que aconteceu
Estou confuso
Estou confuso pra valer
Não importa se não for pra valer
Brincar de faz de conta
Com sentimentos que torturam
Roleta-russa sentimental
Nada fora do normal
Suicídio emocional
Dores que nos fazem passar mal
 Dessa vez nada demais
Nada de mais, nenhuma vez
Nada de mais nunca mais
Nunca mais

Atillas Felipe Pires
21/10/2012

Nenhum comentário:

Postar um comentário