segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sol e Lua

Não foi nesse tempo, foi num tempo do passado
Uma época em que o amor existia de verdade
E tocou aquele jovem casal
Tocou aquele jovem casal na sua melhor idade

Não existia entre eles ciúmes, não havia maldade
Era um amor sincero, um romance de livro
Mas como tudo tem seu lado ruim
O pai da moça proibiu desde cedo aquela felicidade

Não sei muito bem onde essa história aconteceu
Mais me veio numa noite tudo isso de uma vez
Alimentou minha insensata lucidez
E então, revi, reescrevi, analisei, me fascinei
Foi assim que aconteceu

Era domingo e tinha festa na praça
O casal apaixonado escondidos se abraçavam
Mas rezava a lenda, comprada pelo pai da moça
Junto a uma feiticeira que rogava desgraça
“condenados serão, para nunca mais se verem..
Cada um em um canto do mundo...um quente outro frio”
Assim será, quando eles se tocarem
E essa vergonha refletir no publico espelho do rio


E sem saber o que o pai havia feito
Guiado pelo amor
Aquele casal se entregou, escondidos na floresta distante
Foi mágico para ambos
Foi sincero, foi fascinante
Mas quando ela olhou para ele, havia algo brilhante
Sua cor mudava, algo estava errado
Ela não entendia, mas aquilo era o efeito do mal-olhado

E então, ele se transformou no sol
E o dia raiou junto com sua subida ao céu
Ela chorou e pensou no amor perdido
E nem percebeu seu cabelo virar um estranho branco véu
Ela virou a lua, e também se viu nua nas nuvens

Condenados eles estavam a viver separados
Cada um em um canto
Como dizia o feitiço encomendado pelo maldoso pai
Ele irradiava seu calor diário
E ela seu brilho gélido noturno

Mas como o amor sempre encontra uma forma
Enquanto durante o dia o sol ardia sobre o rio
A noite a lua refletia sua luz
E seu reflexo sentia o calor do seu amor
Que era deixado diariamente
Como um recado de amor

E foi assim que o amor de verdade venceu a maldade
Por que o amor sempre encontra um jeito
E água fria encontrou calor do sol
Enquanto a lua que brilha
Sentia o amor na água do calor diário
Do seu amor!

Atillas Felipe Pires
28/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

...e nesse imbalo noturno eu sigo enfrente
Repenso meu pensar
E sem mais nem menos nesse mundo
Que deixou de ser perfeito há um tempo
Estranhamente, supreendentemente, me vejo contente
Lua que brilha
Parece mais forte hoje em dia
Esse tom de péle branca me ilumina
Alimenta minha arte
Inspira minha fantasia
..nada melhor do que estar melhor
Nada melhor, é tudo o que eu diria
Meu melhor lado, meu lado melhor
E estar ao meu lado
E sair do lugar mesmo estando parado
Enquanto isso vou seguindo
Escrevendo, inventando, me iludindo
Ser falador, em poeta transfigurado
Sente-se aqui ao meu lado
Vem mais perto

Atillas Felipe Pires
22/01/2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Falo fim..e assim seja!

Entre um olhar e outro há algo a não dizer
Não diga, não se irrite
Não seja, não veleja
É amor distante, que lacrimeja
Mesmo assim, não se sente
É alguma coisa que vem e que vai
Mas não fica para o jantar
No peito cria raízes, depois de uma boa semente
E então você senta-se na lareira enfrente
E fica por um tempo sem fazer nada
Pensar faz parte, onde esta o jantar?
Naquela noite há estrelas
E entre um beijo e outro, alguma coisa rasteja
Nem tudo é sinceridade
Nem tudo mora no peito do amor
Algumas coisas não passaram da amizade
Mas passaram
E quem derá, fosse sempre assim
Não falo por você, não falo por ninguém
Não falo de amor, não falo de mim
O tempo passa rápido demais
E as vezes, parece não ter fim
Mas não tem, nunca teve
Mas não contésto sua lei
Nessa nossa vida cinza e colorida
Quem se atreve
Aceitar é um erro, acredito nisso
Mas nesse tempo muitas coisas aprendi
Eu sei
Indo e vindo nessa onda que tem muito a me dizer
Hoje estou colhendo o que esses dias plantei
E de você não tenho mais nada
Já paguei meu castigo da vida passada
Agora vejo a glória bem perto do fim do tunel
Que trás a luz para o novo caminho
Não tenho ninguém, vou indo
Encontro alguém, nunca sozinho
Entre um olhar e outro há algo a não dizer
Não diga, não se irrite
Não seja, não veleja
É amor distante, que lacrimeja
Então o que eu falo?
Falo fim
E assim seja.
Atillas Felipe Pires
23/01/2013


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Futuro estranhamente normal!

Aquele menino teve uma estranha visão
Eu vi um monte de pessoas indo para o mesmo lugar
Não entendi o que era
Eram todas iguais, sem coração
Sem sentimento, sem capacidade de pensar

Ele viu algo estranho mais era jovem para imaginar
A grandeza da decadência daquela peculiar premonição
Havia um trono naquele lugar
Era feito de sangue operário
Havia muito dinheiro, mas nada para se alimentar

Aquele menino não era dali
E não entendia aquele mundo do cão
Eu vi muita coisa estranha
Vi passar um avião escrito: “quero cair no chão”
Achou estranho, mas até ali tudo era então
Não havia estranho num mundo estranho
O estranho era normal
Ele seguiu

Ele viu muitos carros mais nenhum motorista
Ele viu a luz, mas não enchengou o amor
Encontrou a dor e nada colorido
Pensou num filme
Num filme de terror
E uma luz negra cegou sua vista

“Ei menino estranho nesse mundo normal”
Ele pensou: Eu sou normal isso aqui que é estranho
Mas lhe veiu um pensamento
Um normal num mundo estranho vira estranho num mundo normal
Parou e chorou
Não havia boas noticias naquele futuro jornal
“páre aí mesmo onde esta”
Ele correu

Sentiu medo e pensou que estava errado naquele lugar
Mas não imaginou que era a pessoa certa no lugar errado
Mais uma vez não entendeu nada
“não se mexa, não ande, não respire, não faça nada”                          

Parou

Eu vi muitos homens correndo, ouvi murmurros
Não entendi as palavras
Mas li as letras dos muros
“eu quero fugir, eu quero viver”
E pensou naquelas palavras
Será certo ou errado, vamos ver

Era o fim dos dias e o começo do novo começo
O mundo havia encontrado seu climax
Havia pedras de tropeço, havia erro maquinado
Não tinha alimentos, por que celulares vendiam mais
Em todos os becos havia dinheiro acumulado
Mais ninguém se importava
Era tudo mentira, se não havia mais o que comprar
Ele achou estranho, mas pelo estinto
Encheu os bolsos!

Sentiu fome naquele nefasto lugar
Procurou o que comer
E um lugar pra sentar
Parou alguém na rua
Onde posso encontrar comida, tenho dinheiro para pagar
Gargalhadas, comprar?
Tome aqui sua arma e vá caçar
Não temos mais lanchonetes, não temos bar
Achou estranho?
Há sempre a opção de se matar

Aquele menino entendeu um pouco
E não quis entender o resto
Pensou consigo mesmo
É hora de acordar
Acordou
Sozinho em seu quarto pensou
Que não seja uma profecia
Mas nem imaginou

Esse tempo chegou!

Atillas Felipe Pires
18/01/2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Bela moldura em quadro sem retrato.

Redulto ser nesse infamo parecer
Que não tem muita similaridade com nossa idade
Terno sentimento fraterno
Que não existe em matéria só na ideia
Idealização intelectual, corte sentimental
Ignora-se a flagela dor que seu coração congela
Sorrindo e vindo, a gargalo rastro sem fim
És, Édipo
És, Nasciso
És, Urano
Sem mim, és assim, ser carregado de solidez intacta
Não continue nesse limbo pragmático
Meu senhorio minha senhoria
Atenção nessa moldura de quadro sem retrato
Sem fundamento nato
Sem resumo sem tato
Hipocrisia de vida, que aceita a ferida
Como se fosse pele perfeita
Essa dor não é bem vinda
Sem sicatriz sem fissura
Com sua confissão denunciadora
Que claramente se mostra muito mal feita
Minhas calejadas mãos
Escrevem sem parar
E minha obra, cada vez mais imperfeita
Anarquizando minha alma mentirosa
Nesse espaço que admira minha insensatez
Essa minha escória malabarista
Equilibrando rimas, perfeitas, com tom de estupidez
Que inovam e te fascinam
Pelo meu tom comemorativo
Meu tom de amor
Meu tom de dor
Meu tom criativo, minha ficção sem sentido
Avidez estonteante
Calafrio brilhante, mais um pra minha estante
Me lance esse olhar clínico
Fazendo-me do desejo a vitima
Posto neste mundo
Esse ser inacabado, anjo mal falado
Expressa e tácito traduzido em palavras
Sem sentido com sentido amplo
Analítico parecer que traduz
Viver
Correr
Sofrer
Estender
Entender
Mal dizer
Bem dizer
Amado ser
Ignorado sem ter
Tudo olá, muito prazer..

Atillas Felipe Pires
16/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Narciso.

Sempre vi a vida com uma magia assim
Tanto que venho assim aqui
Nessas horas vejo o que vale ser
Entre ter, viver, correr
Se for pra ser tem que ser
Se for pra correr vamos correr
Eu te quero aqui
N
ão penso antes de escrever, apenas escrevoNada planejado
Eu sou assim
Eu te quero aqui
Eu nunca vi um sentimento assim
Sem dire
ção sem coraçãoQuente que arde sem fim
Mas n
ão é pra você e nem pra mimVivendo nesse louco sentimento
Nada
é fácil nesse mundo em transiçãoEis aqui meu cora
çãoVi na gota serena um momento
Quero entender meu nascimento
Nesse corpo lindo e ciúmento
Eu vejo o céu brilhar a cada dia
Nessa análise louca que faço por fazer
Vejo o mundo indo e vindo
Minha fantásia é ver morrer
Se for loucura, deixa ser
Se for minha fissura é o que vai ser
Eu não quero mais te ver aqui
Mas te vejo todo dia em mim
Eu te quero aqui
Essa conversa é meio sem nexo
Nessa minha cabeça fora de contexto
Eu não entendo nada
Sou assim, um ser complexo
Pra ser percebido sempre invento um pretexto
Agora que subi a rua, ladeira
Tenho um duende na minha cabeceira
E de duas uma, eu tenho uma pulseira
Eu sou louco com mente trapaceira
Não estranhe eu sou assim
Te vejo aqui dentro de mim
Quando olho no espelho minha imagem sem fim
Eu sou mesmo assim
Espero que entenda essa missão
Desse ser malandro que escreve em canção
Não, não sou assim
Então te vejo em mim
Então te vejo sem fim
Eu sou mesmo assim
De frente ao espelho que me vejo assim
Eu me amo sim
Tudo que escrevo é pra mim
Eu me quero aqui
Então me vejo sem fim
Eu sou mesmo assim
Me vejo aqui dentro de mim
Então espero que eu entenda minha missão
Sim, eu sou assim
Eu me quero em mim
Meu amor é sem fim
Eu sou eu assim
Esse sentimento tem direção
Sei onde deixar meu coração
Meu alvo é em mim.
Eu me quero aqui
Sentimento bom e sem fim
Eu me amo sim
Então me quero aqui
Então meu alvo é em mim
Sentimento complexo enfim
Eu me amo sim
Então me quero aqui
Meu alvo é em mim
Tudo isso, ponto e fim.
Atillas Felipe Pires
14/01/2013
 
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tudo de tudo.

O que fascinava as pessoas de antigamente ainda fascinam hoje em mim
Mas para todas elas estão escondidas nas cortinas do antiquado.
Estabelecido pelo novo conceito ruim que já não fascina tanto assim
Eu pinto um quadro
Arrumo meu quarto
Assisto um filme retrô
Desenho um novo personagem para as minhas histórias sem fim
As vezes de amor, as vezes de terror
E por alguns segundos felizes
Esqueço de onde vivo, esqueço em que mundo estou
Com essas noites mau dormidas
Que desaguam nesses dias que já nascem aborrecidos
Sinto as cores desse mundo cada vez mais cinza
Se perdendo em meio aos prédios do desenvolvimento
Eu vejo a morte da fenix afogada em cinzas
E tenho medo da falta de esperança
Nesse mundo que caminha sem destino certo
Com pessoas e lanças
Perdi o contato com meus antigos amigos
E eles estão bem perto
Já nem lembro o nome das vizinhas
Mas o mundo não pára
A vida segue no ritmo alucinante, tão rápido estamos distantes
Longe de tudo que nos faz bem
Para ir atrás daquilo que nos fará bem, quem sabe
Quem pode saber!
Não temos mais tempo para entender
O tempo que temos não é para viver
"Mas repenso e sigo enfrente
Pra nunca mais, viver assim"
Melhor nem pensar
Mas sem pensar, como repensar?
E nessas sextas quentes que vêem sem pedir licença
Eu coloco um pouco mais de química dentro de mim
Essas noites escuras
Essas noites acompanhado mais sozinho
Essas noites que parecem não ter fim
Retiro agora esse seu véu
Esse seu véu invisível da cintura para baixo
Agora tanto faz, se estamos tão distantes
Quero viajar para longe
Ir ao céu e voltar com uma estrela
Provar no misticismo a sua essência
Não sou mais tão jovem
Já passei pela minha adolescência
Nem percebi
Primeiro, segundo, terceiro, quarto e fim
"me diz pra mim, o que que ficou"
E essa história com certeza não acaba aqui
Passamos da sua metade e estamos longe do fim
E eu? eu estou aqui
Estou todo o tempo sem tempo
Mas estou aqui
Lembre bem de como sou e de como chegar a mim
Traga alcool em alguma forma
Cigarros sem demora
Traga sua boca molhada
E sua péle mácia
Traga do seu espirito a melhor parte
Nada de mais, nada de menos
Apenas aqueles velhos e antigos envolvimentos
O antigo que me fascina no mundo moderno
Nesse mundo banhado de gente estranha
Nesse mundo dos rôbos que tem sofrimentos
Nesse calor que queima sem ser fraterno
Que machuca e não acalenta
Nesse calor sem sabor, calor de amor
Apático ao sentimento que o alimenta
E neste momento falo de tudo
De tudo e mais um pouco
Uma gota de pensamento que saiu sem parar
De uma só vez libertei minha mente
Desse pensamentos
Que sem nexo lógico
Traduzem em si
Varios sentimentos
"Eu sigo enfrente e hoja nada vai me abalar
Sem olhar pra trás eu vou na fé"
Atillas Pires
11/12/2012