Redulto ser nesse infamo parecer
Que não tem muita similaridade com nossa idade
Terno sentimento fraterno
Que não existe em matéria só na ideia
Idealização intelectual, corte sentimental
Ignora-se a flagela dor que seu coração congela
Sorrindo e vindo, a gargalo rastro sem fim
És, Édipo
És, Nasciso
És, Urano
Sem mim, és assim, ser carregado de solidez intacta
Não continue nesse limbo pragmático
Meu senhorio minha senhoria
Atenção nessa moldura de quadro sem retrato
Sem fundamento nato
Sem resumo sem tato
Hipocrisia de vida, que aceita a ferida
Como se fosse pele perfeita
Essa dor não é bem vinda
Sem sicatriz sem fissura
Com sua confissão denunciadora
Que claramente se mostra muito mal feita
Minhas calejadas mãos
Escrevem sem parar
E minha obra, cada vez mais imperfeita
Anarquizando minha alma mentirosa
Nesse espaço que admira minha insensatez
Essa minha escória malabarista
Equilibrando rimas, perfeitas, com tom de estupidez
Que inovam e te fascinam
Pelo meu tom comemorativo
Meu tom de amor
Meu tom de dor
Meu tom criativo, minha ficção sem sentido
Avidez estonteante
Calafrio brilhante, mais um pra minha estante
Me lance esse olhar clínico
Fazendo-me do desejo a vitima
Posto neste mundo
Esse ser inacabado, anjo mal falado
Expressa e tácito traduzido em palavras
Sem sentido com sentido amplo
Analítico parecer que traduz
Viver
Correr
Sofrer
Estender
Entender
Mal dizer
Bem dizer
Amado ser
Ignorado sem ter
Tudo olá, muito prazer..
Atillas Felipe Pires
16/01/2013
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